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"Explosão das small caps": varejista dispara 72% em 4 dias; Dasa salta 30% com OPA

Confira os principais destaques de ações da Bovespa nesta terça-feira

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(Shutterstock)

11h05: Oi (OIBR4, R$ 2,06, +2,49%)
As ações da Oi seguem alta hoje em meio a rumor de que a operadora poderá apresentar proposta à Telecom Italia no começo do ano que vem para realizar a fusão com a TIM Brasil, com apoio do fundo russo LetterOne, segundo informações de ontem do Valor.

A reportagem diz que o conselho de administração da Oi vai aprovar a contratação de uma instituição financeira para atuar junto com o BTG Pactual na assessoria financeira para a operação com a Telecom Italia e o fundo russo LetterOne na compra da TIM Brasil. Paralelamente, a companhia vai buscar empréstimos em meio à sua corrida financeira, com vencimentos de R$ 11,4 bi previstos para 2016. 

Ainda ontem o conselho de administração da companhia aprovou, com ressalvas, a proposta do fundo russo de fazer aporte de até US$ 4 bilhões (cerca de R$ 15,6 bilhões) na Oi com o objetivo de possibilitar a fusão com a TIM. Segundo fonte que pediu anonimato disse ao jornal O Globo, foram pedidas mudanças quanto ao tempo de conclusão da oferta de fusão e às garantias. 

10h54: Vale (VALE3, R$ 12,52, -0,95%; VALE5, R$ 10,01, -0,79%)
As ações da Vale seguem a queda das mineradoras internacionais nesta sessão em meio à apreensão sobre trajetória dos preços dos metais no ano que vem. Apesar da queda diária, hoje o minério de ferro registrou alta de 2,2% no mercado à vista chinês e foi a US$ 41,40 a tonelada, de acordo com dados do The Steel Index. O valor segue a referência do insumo com teor de concentração de 62% negociado no porto de Tianjin, na China. As ações da Bradespar (BRAP4, R$ 4,90, -0,20%), holding que detém participação na Vale, operam em leve queda hoje depois de cair 6% na véspera. 

10h44: Fibria (FIBR3, R$ 50,97, -0,55%)
As ações da Fibria seguem o movimento das demais do setor de papel e celulose - Suzano (SUZB5, R$ 18,41, -0,38%) e Klabin (KLBN11, R$ 22,73, -0,70%) - em mais um dia de queda do dólar, embora bem mais amena do que a registrada na véspera. No radar da companhia, a Fibria e Votorantim Industrial fecharam acordo com imóveis rurais.

A operação prevê a venda pela Fibria para a Votorantim Industrial de imóveis rurais, totalizando área de 5.014,97 hectares por R$ 171,7 milhões, segundo comunicado da Fibria enviado à CVM. Como parte do negócio, a Votorantim Industrial venderá à Fibria outros imóveis com área total de 33.993,95 hectares por R$ 451,7 milhões. A transação ocorre entre partes relacionadas, já que a Votorantim Industrial detém 29,42% do capital social total da Fibria Celulose.  

10h42: Dasa (DASA3, R$ 10,00, +30,89%)
As ações da Diagnósticos da América disparam hoje após a Cromossomo informar que está se dispondo a comprar todas as 86,6 milhões de ações em circulação da companhia por R$ 10,50 cada, segundo edital da oferta. Ontem, os papéis fecharam o pregão a R$ 7,64.

O Bradesco BBI fará a intermediação da operação, que tem leilão programado na BM&FBovespa para dia 1° de fevereiro, às 15h (horário de Brasília). A Cromossomo adquiriu 150,8 milhões de ações por R$ 2,3 bilhões, segundo comunicado de março do ano passado.  

10h26: Restoque e Magazine Luiza
Duas "small caps" do varejo que chamaram atenção ontem voltam a disparar nesta terça-feira: as ações da Restoque (LLIS3, R$ 2,60, +18,18%), dona das marcas Le Lis Blanc e John John, e Magazine Luiza (MGLU3, R$ 17,45, +7,72%). Somente nesses dois pregões, esses papéis subiram 38% e 47%, respectivamente. O movimento de alta dos papéis da Magazine Luiza, no entanto, na Bolsa iniciou um pouco antes, dia 22. De lá para cá (ou nos últimos 4 pregões), as ações da companhia já subiram 72%. Vale lembrar que ambas ações estavam próximas das mínimas históricas na Bolsa antes de iniciarem essa arrancada recente. No radar das companhias, contudo, nenhuma notícia aparece como justificativa dessa alta. Ontem, analistas comentaram que a falta de liquidez na Bovespa nesses últimos pregões do ano acabam ajudando a gerar essas distorções.  

10h04: Petrobras (PETR3, R$ 8,79, +2,09%; PETR4, R$ 6,84, +1,64%)
Depois da forte queda na véspera, as ações da Petrobras têm pregão de recuperação nesta sessão após conclusão ontem da venda de 49% da Gaspetrocom o pagamento de R$ 1,93 bilhão pela Mitsui-Gás. Com a venda, a estatal atingiu a meta de desinvestimentos do ano de US$ 700 milhões. Para o ano que vem, a Petrobras espera vender US$ 14,4 bilhões em ativos, atingindo o montante de US$ 15,1 bilhões no biênio. A recuperação dos preços do petróleo no mercado internacional hoje também contribui para a alta das ações hoje. O petróleo bret - contrato usado como referência pela Petrobras - subia 0,27%, a US$ 36,72 o barril. Ontem, ele registrou queda de 3,35%.  

Em nota a clientes, a XP Investimentos comentou que a informação da venda da Gaspetro já era esperada pelo mercado e muito pouco para uma companhia que pretende se desfazer de US$ 15 bilhões de ativos até 2016, ainda mais com o preço do petróleo renovando a mínima quase que diariamente.   

 

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