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Pão de Açúcar reverte lucro em prejuízo; Petrobras e mais 3 resultados no radar

Confira os principais destaques corporativos da noite desta quinta-feira (29)

loja Pão de Açúcar
(Divulgação)

SÃO PAULO - Em continuidade à divulgação de balanços pelas empresas da Bovespa, o mercado conheceu, na noite desta quinta-feira (29), mais 4 balanços referentes ao terceiro trimestre deste ano. Entre os destaques após o fechamento deste pregão, Pão de Açúcar e Hering prestaram contas com seus investidores. Confira as notícias do after market:

Hering
A Hering (HGTX3) teve lucro líquido de R$ 97,8 milhões no terceiro trimestre - alta de cerca de 38% na comparação com o mesmo período de 2014, apoiada em parte por ganho gerado por encerramento de unidade no exterior. Já as vendas mesmas lojas (abertas há mais de 12 meses) tiveram queda de 4,3%, ainda afetadas pelos esforços da companhia de reduzir estoques de sua rede de franquias. Um ano antes a linha havia apresentado queda de 6%.

A companhia afirmou, no balanço, que o plano para ajuste de estoque de coleções passadas foi encerrado em outubro, dentro do resultado esperado, com eliminação de grande parte dos itens antigos e possibilidade de melhor abastecimento para o período de festas de fim de ano. "Tivemos sinalizações positivas às ações tomadas ao longo do ano, especialmente das franquias as quais reagiram bem ao processo de ajuste estoque, indicando que estamos no caminho correto de normalização dos resultados", informou a empresa no balanço.

O Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) foi de R$ 54,8 milhões, baixa de 26,6% ano contra ano. Já a margem recuou 5,1 pontos percentuais, para 15,5%. A estimativa média de analistas compilada pela Reuters esperava lucro líquido de R$ 59 milhões no período de julho a setembro, enquanto a projeção para o Ebitda era de R$ 56 milhões. A receita líquida da companhia caiu 2,8%, para R$ 353,6 milhões. A Cia Hering encerrou setembro com 824 lojas, duas a menos que no final de junho. Um ano antes, a base de lojas da empresa era de 781 unidades.

Raia Drogasil
A rede de varejo farmacêutico Raia Drogasil (RADL3) teve lucro líquido de R$ 84,3 milhões no terceiro trimestre - alta de 24% sobre um ano antes. A empresa aumentou a estimativa de aberturas brutas de lojas em 2015 para de 130 para 145 unidades. A companhia abriu 37 novas lojas e fechou duas no terceiro trimestre, finalizando o período com 1.177 pontos em operação no país.

A Raia Drogasil teve receita líquida de R$ 2,285 bilhões, crescimento de 19,5% sobre o faturamento do terceiro trimestre de 2014. Apesar do incremento na abertura de lojas, as despesas com vendas da empresa se mantiveram praticamente estáveis no período, em 18,8% da receita bruta ante 18,2% no mesmo período do ano passado.

A companhia encerrou setembro com caixa líquido de R$ 13,7 milhões ante dívida líquida de R$ 72,2 milhões no final do terceiro trimestre do ano passado. A empresa reportou, ainda, Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado de R$ 181,3 milhões, ante R$ 147,2 milhões um ano antes.

Pão de Açúcar
O Grupo Pão de Açúcar (PCAR4) reportou prejuízo líquido consolidado de R$ 122 milhões no terceiro trimestre de 2015, revertendo lucro de R$ 391 milhões do mesmo período do ano anterior. No acumulado de nove meses do ano, o lucro da companhia chega a R$ 101 milhões, redução de 90,7% ante os mesmos meses de 2014.

A companhia reportou também um lucro líquido ajustado, eliminando receitas e despesas extraordinárias. O resultado foi R$ 49 milhões de lucro ajustado no trimestre, queda de 87,7% na comparação anual. Já o prejuízo líquido atribuído aos acionistas controladores foi de R$ 7 milhões ante R$ 277 milhões no mesmo trimestre de 2014.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) do grupo varejista atingiu R$ 445 milhões entre julho e setembro, recuo de 61,9% na comparação anual. Em nove meses, o Ebitda alcançou R$ 2,058 bilhões, redução de 37,8%.

A companhia divulga ainda um Ebitda ajustado, que chegou a R$ 677 milhões no terceiro trimestre, diminuição de 42,9%.

Considerando apenas a operação de varejo alimentar, o lucro entre julho e setembro foi de R$ 44 milhões, queda de 75,9% ante os mesmos meses de 2014. Já o Ebitda em alimentos (divisão que inclui as bandeiras Extra, Pão de Açúcar e Assaí) foi de R$ 455 milhões, retração de 23,3%.

O GPA já havia divulgado previamente que a receita líquida consolidada do trimestre foi de R$ 16,061 bilhões, crescimento de 2,6% na comparação com igual período de 2014. No varejo alimentar, a receita subiu 7,3%, para R$ 8,852 bilhões no trimestre.

Fleury
O Grupo Fleury (FLRY3) obteve lucro líquido de R$ 35,2 milhões no terceiro trimestre deste ano, o que representou crescimento de 13,5% em comparação com o mesmo período do ano passado.

A receita líquida atingiu R$ 495,5 milhões, alta de 9,5%, tendo em vista que o faturamento bruto totalizou R$ 547 milhões, expansão de 8,4%. O Ebitda encerrou em R$ 101,9 milhões, crescimento de 4,4%.

Por nota, o presidente fo Grupo Fleury, Carlos Marinelli, disse que "a solidez financeira da companhia, com margens gradualmente melhores, vem acompanhada de elevação índice de satisfação e recomendação dos clientes. Isso demonstra uma consistência de longo prazo, ou seja, de sustentabilidade dos negócios".

Petrobras
A Petrobras (PETR3; PETR4) prevê que a promissora área de Libra, no pré-sal da Bacia de Santos, deverá atingir produção de 1 milhão de barris/dia de petróleo na próxima década, segundo informações apresentadas pelo coordenador de projetos da empresa, Bruno Moczydlower, durante palestra em um evento no Rio de Janeiro.

Esse volume de produção diária esperado na fase 1 (2021/2030) para a reserva, considerada a maior já descoberta no Brasil, representa cerca de metade do que a Petrobras produz atualmente no país. O início da produção em Libra está marcado para 2020, segundo o atual Plano de Negócios e Gestão da Petrobras 2015-2019.

Para 2017, está previsto um Teste de Longa Duração (TLD), para obtenção de mais informações sobre o reservatório. A plataforma está em construção por uma joint venture formada pela Odebrecht Óleo e Gás e pela Teekay Offshore Partners.

Embraer
Trabalhadores da fabricante de aviões Embraer (EMBR3) em São José dos Campos (SP) aprovaram proposta de aumento salarial de 9,88%, afirmou o sindicato local nesta quinta-feira. O reajuste foi resultado de cinco rodadas de negociação entre o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e o grupo patronal do setor aeronáutico, informou a entidade. A fábrica da Embraer em São José dos Campos emprega 11 mil trabalhadores.

Em princípio, o setor havia proposto parcelar o reajuste, sendo 7,44% em setembro e 2,31 por cento em fevereiro do próximo ano. Após recusa do sindicato, a proposta da empresa foi revisada para que o reajuste total seja aplicado retroativo a setembro, informou o sindicato. Com a aprovação do acordo, os 9,88% serão aplicados a salários de até R$ 11.835,52. Trabalhadores que recebem acima deste valor terão um fixo de R$ 1.169,35.

Com Reuters e Agência Estado

 

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