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Após resultados, ações vão de queda de 14% à alta de 13%; veja mais

Confira a atualização dos principais destaques da Bolsa nesta sexta-feira

Ações
(Shutterstock)

11h52: BRF (BRFS3, R$ 71,25, +3,26%)
As ações da empresa de alimentos BRF (BRFS3) sobem forte hoje e renovam sua máxima histórica na Bolsa após analistas ressaltarem resultados sólidos da companhia no segundo trimestre. Favorecida principalmente pelo desempenho das operações internacionais, a dona das marcas Sadia e Perdigão encerrou o período com lucro líquido de R$ 363 milhões (atribuído aos sócios da empresa controladora), um aumento de 36% na comparação com o mesmo período de 2014. Segundo a Citi Corretora, as margens fortes das vendas no exterior mais do que compensaram a contração nas margens locais. 

Em teleconferência, o vice-presidente de finanças e relações com investidores da empresa, Augusto Ribeiro Junior, destacou o desempenho no Oriente Médio, já refletindo as aquisições feitas pela BRF na área de distribuição. No mais, o dólar mais valorizado na comparação com o mesmo período de 2014 também favoreceu o resultado da empresa. 

A geração de caixa medida pelo Ebitda avançou 43,6%, passando de R$ 906 milhões de abril a junho do ano passado para R$ 1,4 bilhão no segundo trimestre deste ano. Ante o primeiro trimestre de 2015, o Ebitda teve alta de 45,1%. A margem Ebitda dos segundo trimestre de 2015 foi de 17,4% ante 13,7% do mesmo período do ano passado e 13,5% do primeiro trimestre deste ano

11h39: Magazine Luiza (MGLU3, R$ 3,09, +13,19%)
A empresa registrou ontem à noite queda de 88,6% no lucro líquido do segundo trimestre, em relação a igual período de 2014, atingindo R$ 3 milhões. Entretanto, o resultado fraco já era esperado pelo mercado e a ação reage com forte alta hoje. O segundo trimestre da companhia acompanha o momento ruim enfrentado pelo setor de varejo, com queda na receita líquida e no resultado líquido nos dois períodos comparativos semestrais. 

Segundo a empresa, a queda do lucro líquido foi influenciada pela menor diluição das despesas fixas e pelo aumento das despesas financeiras, em função da alta de juros no período. A despesa financeira líquida da companhia foi de R$ 104,7 milhões, aumento de 31,6% em relação aos R$ 79,5 milhões de um ano antes. 

Já a receita líquida da Magazine Luiza caiu 10,1%, para R$ 2,11 bilhões. De acordo com a companhia, a queda é explicada pela base de comparação elevada de igual período de 2014, pelo efeito das vendas da categoria de imagem em decorrência da Copa do Mundo e pelo cenário macroeconômico mais desafiador.

11h22: Paranapanema (PMAM3, R$ 2,86, -3,38%)
As ações da Paranapanema seguem em queda após derrocada de 14% na véspera depois de resultado do segundo trimestre. Os resultados da companhia mostraram aumento de vendas, mas forte queda na rentabilidade, que ocorreu em função da retração do mercado interno, queda de preços e perdas cambiais, que levaram a um prejuízo de R$ 108 milhões, maior em 49,9% do que no mesmo período do ano anterior.

A Planner Corretora ressaltou as fortes oscilações que os resultados da companhia sofrem com a volatilidade do câmbio, como foi visto neste início de ano, mesmo com a companhia usando derivativos e a contabilidade de hedge para evitar isso. Além das perdas de rentabilidade operacional, os números do trimestre foram fortemente impactados pelo resultado financeiro negativo de R$ 97 milhões. Desse total, R$ 101 milhões deveu-se principalmente à variação cambial negativa e R$ 20 milhões às perdas com hedge. 

11h09: JBS (JBSS3, R$ 15,61, +3,45%)
As ações da JBS voltam a subir forte hoje. Ontem, se resultados fortes da Pilgrim's Pride - empresa americana de aves da JBS - animaram os papéis da empresa, hoje um relatório do Credit Suisse trouxe uma visão bem positivo para o setor.

O banco iniciou cobertura no setor dos frigoríficos com recomendação de compra. Para os analistas, o setor deve ser um dos poucos beneficiados pelo momento atual da economia e que gradualmente deve ter uma diminuição do receio que alguns investidores têm em dedicar tempo e consequentemente investir no setor de frigoríficos. Segundo eles, o momento é bastante favorável para exportação tanto de frangos quanto de carne, principalmente em função da limitação da exportação tanto da Austrália quando dos Estados Unidos.

Além de JBS, o Credit tem recomendação outperform (desempenho acima da média) para Minerva (BEEF3, R$ 11,05, +1,01%), BRF (BRFS3, R$ 71,38, +3,31%) e Marfrig (MRFG3, R$ 5,43, +0,74%).  

10h57: Vale (VALE3, R$ 17,28, -0,97%; VALE5, R$ 14,15, -1,53%)
As ações da Vale cai hoje, dando continuidade ao movimento da véspera após balanço do segundo trimestre, embora tenha vindo acima do esperado pelos analistas, e acompanhando a queda do preço do minério de ferro. A commodity caiu 4,57% hoje no porto de Qingdao, na China, para US$ 55,89 a tonelada, acumulando no mês queda de 10%. Seguem o movimento as ações da Bradespar (BRAP4, R$ 9,42, -1,05%), holding que detém forte participação na mineradora.  

10h44: PDG Realty (PDGR3, R$ 0,26, -10,34%)
A construtora e incorporadora PDG Realty teve prejuízo no segundo trimestre acima de estimativas de analistas, pressionada por queda nas vendas e por ajustes em sua estrutura administrativa. 

A empresa teve prejuízo de R$ 231 milhões no segundo trimestre, ante resultado negativo de R$ 135 milhões no mesmo período do ano passado. A média de estimativas de analistas apontava para prejuízo de R$ 145,8 milhões. 

No período, a companhia não realizou lançamentos, preferindo dar foco nas obras em andamento e na redução de estoques, que caíram 20,8% ano a ano. Ainda assim, as vendas contratadas líquidas caíram 81,5%, a R$ 71 milhões. Os distratos atingiram R$ 279 milhões no trimestre, 1,5% acima do segundo trimestre de 2014 e crescimento de 10% sobre os três primeiros meses do ano.

10h39: Embraer (EMBR3, R$ 23,18, +3,02%)
As ações da Embraer sobem hoje após elevação de recomendação pelo HSBC e forte queda na quinta-feira, após o balanço do segundo trimestre. Na ocasião, a empresa cortou sua projeção da receita líquida para esse ano em US$ 300 milhões, para faixa entre US$ 800 milhões e US$ 950 milhões, devido a menores receitas esperadas para o segmento de Defesa e Segurança. No segundo trimestre, o segmento atrapalhou os números da companhia, com o aumento do volume a receber pelas Forças Aéreas Brasileiras de R$ 223 bilhões para R$ 1,088 bilhão. 

Hoje, o HSBC elevou a recomendação das ações da companhia de manutenção para compra, com preço-alvo de R$ 32,00 por ação. 

10h29: Equatorial (EQTL3, R$ 34,19, -4,97%)
As ações da Equatorial afundam na Bolsa hoje. Ontem, a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) reportou números finais da RAB (base de ativos auditados) para revisão tarifária da Celpa, controlada pela Equatorial. O anúncio de R$ 4,364 milhões e R$ 3,090 milhões para a RAB bruta e líquida, respectivamente, vieram em linha com os números esperados pelo Credit Suisse, mas desapontam o mercado, pois vieram 10% abaixo do que foi divulgado na revisão preliminar, o que puxou a ação desde então. Se assumir que nada mais vai mudar, a revisão tarifária da Celpa com novos números da RAB deve cortar o Ebitda recorrente da empresa em R$ 60 milhões ao ano e ganhos de R$ 51 milhões ao ano, contra um cenário em que não houvesse a mudança na proposta preliminar, disseram os analistas do banco. 

10h25: Lojas Renner (LREN3, R$ 11,64, +0,98%)
A Lojas Renner divulgou seu resultado do segundo trimestre e conseguiu ficar levemente acima das já otimistas projeções. Analistas estavam animados com os números da companhia, acreditando que mesmo com a crise econômica afetando fortemente o varejo, a Renner seria uma das poucas a se salvar de um mau resultado. E foi o que aconteceu. 

A companhia registrou lucro líquido de R$ 158,17 milhões, uma alta de 33% ante o mesmo período de 2014. A média compilada pela Bloomberg com a opinião de 17 analistas indicava um lucro de R$ 147,50 milhões. Já o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ficou em R$ 326,20 milhões, ou 31,4% maior que um ano atrás.

10h22: SulAmérica (SULA11, R$ 16,93, +3,46%)
A SulAmérica tem sua quinta alta seguida, acumulando alta de 13,5% nesse rali, atingindo sua máxima desde junho de 2014. A empresa teve lucro líquido de R$ 123,5 milhões no segundo trimestre, uma alta de 130,4% em relação ao mesmo período do ano passado. A companhia apurou R$ 4,278 bilhões em receitas com seguros, uma evolução de 13,2% na comparação com igual termo de 2014. 

 

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