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Ibovespa tem alta com correção e melhora no cenário externo; dólar e DIs caem

Bolsa sobe depois de cair por 7 pregões consecutivos; minério de ferro impulsiona ações da Vale e siderúrgicas

Ações
(Shutterstock)

SÃO PAULO - O Ibovespa opera em alta nesta terça-feira (28), subindo pela primeira vez depois de sete quedas consecutivas. O dia de correção é impulsionado pelo mercado externo, já que as bolsas europeias e futuros dos índices norte-americanos têm alta em meio ao começo das negociações da Grécia com seus credores para um resgate de 86 bilhões de euros. No Brasil continua no radar a preocupação com um provável corte no rating soberano do País, tanto pela Moody's, que esteve aqui nas últimas semanas como pela Standard & Poor's, que pode colocar a nota do Brasil em perspectiva negativa. 

Às 10h29 (horário de Brasília), o benchmark da Bolsa brasileira subia 1,36%, a 49.399 pontos. Já o dólar comercial recua 0,18%, a R$ 3,3575 na compra e a R$ 3,3580 na venda. O dólar futuro para agosto cai 0,10%, a R$ 3,365. No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2017 caía 5 pontos-base, a 13,83%, enquanto o DI para janeiro de 2021 recuava 6 p.bs. a 12,92%. 

Destaques de ações
As ações da Vale (VALE3, R$ 17,19, +2,57%; VALE5, R$ 14,37, +2,64%) sobem mais de 2% em meio à alta do minério de ferro no porto de Qingdao, de 2,10%, a US$ 53,45. Apesar da queda da bolsa de Xangai, as falas do governo chinês de que irá continuar agindo para estabilizar o mercado de ações tranquilizaram as cotações de commodities. Assim como a Vale, os papéis de siderúrgicas como CSN (CSNA3, R$ 3,83, +0,79%) e Usiminas (USIM5, R$ 3,81, +1,87%) têm alta por conta do minério. 

As maiores altas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:

Cód. Ativo Cot R$ % Dia
 BRKM5 BRASKEM PNA 11,16 +3,05
 VALE5 VALE PNA 14,38 +2,71
 GOLL4 GOL PN N2 6,25 +2,63
 VALE3 VALE ON 17,19 +2,57
 BBSE3 BBSEGURIDADE ON 31,04 +2,31

 

 

Também do lado das altas a Petrobras (PETR3, R$ 10,62, +1,92%; PETR4, R$ 9,69, +1,89%). O Broadcast apurou que a reestruturação e venda de ativos da Transportadora Associada de Gás (TAG), que opera os gasodutos da Petrobras, foi aprovada pelo conselho de administração da estatal na reunião da última sexta-feira. 

 A diretoria também apresentou o cronograma para o IPO (oferta pública inicial na sigla em inglês) da BR Distribuidora, prevista para ocorrer ainda este ano, e discutiu a questão dos preços dos combustíveis. A avaliação é que não há condições de mercado para um reajuste da gasolina no momento, embora o conselho considere que a medida seria uma prova de independência em relação ao governo, explica em relatório a equipe de análise da XP Investimentos.

As maiores baixas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:

Cód.AtivoCot R$% Dia
 TIMP3 TIM PART S/A ON 8,98 -1,43
 ELET6 ELETROBRAS PNB 8,37 -0,95
 KLBN11 KLABIN S/A UNT ED N2 20,43 -0,84
 ELET3 ELETROBRAS ON 5,38 -0,74
 ECOR3 ECORODOVIAS ON 6,77 -0,73


De todas as 66 ações que compõem a carteira teórica do Ibovespa, apenas 7 operam em queda. Entre elas a TIM (
TIMP3, R$ 8,98, -1,43%), que é a maior queda do pregão. 

Cenário externo
As bolsas asiáticas buscaram um movimento positivo após a derrocada do mercado chinês na véspera, mas boa parte delas fechou em queda. O governo chinês tentou acalmar o mercado, com os reguladores do país dizendo que estavam dispostos a comprar ações para estabilizar o mercado, enquanto o BC da China injetou dinheiro nos mercados e até mesmo insinuou uma maior flexibilização monetária.

Na Europa, por outro lado, o dia é de expressiva alta, com os olhos também voltados para a China, além da temporada de resultados do segundo trimestre. No noticiário econômico, foi divulgado o PIB do Reino Unido, com crescimento de 0,7% na comparação trimestre na prévia do PIB do segundo trimestre. O resultado representa uma aceleração em relação ao primeiro trimestre, quando o PIB avançou 0,4% na comparação trimestral. Em relação ao mesmo trimestre do ano anterior a alta foi de 2,6%, sendo que ambos os resultados ficaram em linha com a expectativa do mercado.

E a Grécia segue no radar: as negociações entre o país e os credores internacionais para um terceiro resgate, estimado em até 86 bilhões de euros em três anos, começaram oficialmente hoje (28). Ao todo, 12 técnicos da Comissão Europeia (CE), Banco Central Europeu (BCE), Mecanismo de Estabilização Europeu (MEE) e Fundo Monetário Internacional (FMI) visitaram esta manhã a Secretaria-Geral de Contabilidade.

Mais informações em breve. 

 

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