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Indenização da Petrobras, Vale, dividendos e mais 6 empresas nos destaques da noite

O 'susto' do falso comunicado da Delta passou e as ações da Gol despencaram de novo no pregão de ontem, enquanto a Renner se classifica como a terceira melhor ação do ano com uma alta de 5,62% ao ano segundo o Ibovespa

Petrobras - Bloomberg
(Bloomberg)

SÃO PAULO - O noticiário seguiu bastante agitado na noite desta terça-feira (9). Nos destaques, o Ministério Público Federal quer que a OAS indenize a Petrobras em R$ 211,8 milhões, negociações da Vale para venda de projeto de potássio na Argentina e negação da Gol de que está negociando joint venture com a Delta.

Confira abaixo o que chamou atenção no after market desta terça:

Petrobras
O Ministério Público Federal quer que a empreiteira OAS indenize a Petrobras (PETR3; PETR4) em R$ 211,8 milhões, segundo informações do jornal O Estado de S. Paulo. A força-tarefa da Operação Lava Jato requereu à Justiça Federal, em alegações finais, a condenação da cúpula da empreiteira por organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção passiva.

José Aldemário Pinheiro Filho, o Léo Pinheiro, Agenor Franklin Magalhães Medeiros, Fernando Augusto Stremel Andrade, Mateus Coutinho de Sá Oliveira e José Ricardo Nogueira Breghirolli são acusados de envolvimento com esquema de corrupção e cartel de construtoras que se apassou de contratos bilionários da Petrobras no período entre 2003 e 2014.

Vale
A mineradora Vale (VALE3; VALE5) está em negociações com vários investidores para vender seu projeto de potássio Rio Colorado, na Argentina, e um acordo poderia ser selado até outubro, afirmou o secretário argentino de Mineração, Jorge Mayoral, em entrevista à Reuters nesta terça-feira. A Vale suspendeu as operações no projeto em 2012, depois de não conseguir obter benefícios fiscais do governo argentino. 

"Acreditamos que, se as negociações continuarem assim, teremos novidades antes de outubro", disse Mayoral. A Vale, segunda maior empresa de mineração do mundo, já completou 45 por cento do projeto Rio Colorado e investiu cerca de 2,2 bilhões de dólares no local. A mineradora não quis comentar sobre as declarações do secretário.

Gol
Ontem, segunda-feira (8), o presidente da Delta Air Lines, Edward Bastian, afirmou em nota comunicada ao mercado uma possibilidade de joint venture com a Gol (GOLL4), mas a companhia negou a declaração. Em comunicado ao mercado, a empresa disse que "a afirmação da Delta deve ser entendida no sentido de que diversas iniciativas de colaboração são uma possibilidade, inclusive uma futura joint venture”. A companhia aérea brasileira disse que explora oportunidades para o fortalecimento dessa cooperação de via dupla com a Delta, mas que não está negociando com a companhia estrangeira no momento.

O falso comentário fez as ações da companhia brasileira sairem da queda e dispararem por volta das 14h30 no pregão de ontem. Depois do "susto" os papéis voltaram a cair e fecharam próximos à mínima do dia.  

TIM
A TIM (TIMP3) informou que iniciará, em 16 de junho, o pagamento de dividendos relativos ao exercício de 2014, no valor de R$ 367,27 milhões, conforme deliberado na assembleia geral realizada em 14 de abril deste ano. A companhia pagará R$ 0,151751 por ação em forma de proventos. Terão direito os acionistas que constarem na base acionária da companhia em 12 de maio de 2015. Após essa data, os papéis passaram a ser negociados ex-dividendos na Bovespa. 

Lojas Renner
A T. Rowe Price elevou sua participação para 15,05% no capital social da Lojas Renner (LREN3), o que equivale a 19.251.803 ações da varejista de moda, tornando-se assim a maior acionista individual da empresa, superando a gestora Aberdeen, que possuía 13,97% dos ativos da Renner.

O número impressiona pois o último dado fornecido pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários), datado em 28 de maio, mostrava empresa americana de investimentos com 5,38% de participação - ou seja, em 7 pregões a T. Rowe Price comprou 12,32 milhões de LREN3.

Cotadas a R$ 108,56 na Bovespa, as ações da Lojas Renner acumulam ganhos de 43,68% em 2015, o que lhe dá o posto de 3ª melhor ação do Ibovespa no ano. O principal índice da Bovespa, por sua vez, mostra uma modesta alta de 5,62%.

BM&FBovespa
A BM&FBovespa (BVMF3) informou que a BlackRock, maior gestora do mundo, elevou sua participação na companhia, passando a deter 5% das ações emitidas pela empresa, que representam 90.888.473 papéis.  

Biosev
A produtora de açúcar e etanol brasileira Biosev (BSEV3) registrou prejuízo líquido de R$ 221,7 milhões no trimestre encerrado em 31 de março, ante prejuízo de R$ 1 bilhão um ano antes, informou a empresa em um comunicado ao mercado nesta terça-feira.

Controlada pela trader de commodities francesa Louis Dreyfus, a Biosev tem lutado há vários anos para gerar lucro com seus negócios de açúcar e etanol no Brasil, enfrentando duras secas e geadas, além de margens de lucro estreitas para o etanol e o açúcar em meio a tentativas de otimizar sua capacidade industrial para produzir as duas commodities.

No ano safra encerrado em março, a Biosev teve prejuízo líquido de R$ 498,7 milhões, contra uma perda de R$ 1,5 bilhão na temporada anterior, mostraram os resultados da companhia.

O endividamento bruto da companhia cresceu R$ 1,4 bilhão no ano fiscal de 2015, para R$ 6,3 bilhões. No resultado, a empresa diz que o motivo foi forte desvalorização do real frente ao dólar, de 41,8%, no período.

Dasa
A Diagnósticos da América (DASA3) informou que Carlos de Barros Jorge Neto foi eleito novo diretor financeiro. Paulo Bokel Catta-Preta renunciou à diretoria.  

Triunfo 
A Triunfo (TPIS3) comunicou que seu conselho de administração aprovou a captação de recursos, através da emissão de cédula de crédito bancária, no valor de R$ 83 milhões. A emissão será corrigida por CDI mais um spread de 3,5% ao ano, com prazo de vencimento de 15 meses. Os recursos serão utilizados para recompor o caixa da empresa, disse a Triunfo em comunicado.   

(Com Reuters) 

 

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