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Petrobras e Vale afundam com vencimento; "micos" vão de alta à queda de 20%

Confira os principais destaques de ações da Bovespa nesta segunda-feira

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(Shutterstock)

SÃO PAULO - O Ibovespa caiu nesta segunda-feira (18) puxado pelos papéis da Petrobras, Vale e bancos. A petrolífera que viveu pela manhã um dia de euforia após divulgação do balanço virou para queda entre vencimento de opções sobre ações na Bovespa e uma percepção bastante cautelosa sobre o futuro da empresa. O exercício de opções também pesou hoje sobre as ações da Vale, enquanto os bancos caíram forte em meio a um possível aumento de impostos. Confira os principais destaques da Bovespa nesta sessão:

Petrobras (PETR3, R$ 14,64, -2,72%PETR4, R$ 13,78, -1,99%)
Depois de subirem cerca de 4%, as ações da Petrobras viraram para forte queda nesta tarde entre repercussão do balanço e exercício de opções sobre ações na Bovespa nesta sessão. O balanço até animou com lucro líquido de R$ 5,3 bilhões, acima das expectativas dos analistas, mas outros indicadores, como o endividamento, segue preocupante, levando a um cenário de maior cautela em relação ao futuro. "Embora as ações possam reagir bem aos resultados, esse bom trimestre pode ser 'específico'. O negócio integrado da Petrobras no Brasil foi ajudado pela alta dos preços domésticos, enquanto o baixo capex pode ser apenas uma questão sazonal", ressaltam os analistas do BTG. Após o balanço, a companhia ainda anunciou na sexta-feira que foi aprovada a emissão de até R$ 3 bilhões em debêntures. 

Hoje, o Goldman Sachs cortou a recomendação da estatal de neutra para venda, e passou o preço-alvo dos papéis ordinários 10,00 para R$ 8,10, enquanto o dos preferenciais foi de R$ 12,00 para R$ 10,00. A revisão ocorre em meio à expectativa de preços menores do petróleo para os próximos anos. 

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Vale (VALE3, R$ 20,24, -4,89%; VALE5, R$ 16,98, -4,55%)
As ações da Vale caíram forte hoje em dia de vencimento de opções na Bovespa. As ações da Petrobras e Vale costumam oscilar bastante nesses dias já que suas opções são as mais negociadas na Bolsa. Acompanharam o movimento as ações da Bradespar (BRAP4, R$ 11,13, -3,30%), holding que detém participação na mineradora. 

Bancos
Uma matéria do Valor aponta que os impostos podem ser aumentados. Destaque para a menção do CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido) dos bancos estar praticamente definida de 15% para 17%. Pelos cálculos do Credit Suisse, esse aumento poderia impactar em torno de 2% a 2,5% o lucro líquido do Itaú Unibanco (ITUB4, R$ 37,69, -2,66%), Bradesco (BBDC3, R$ 29,25, -1,91%; BBDC4, R$ 31,49, -2,45%) e Banco do Brasil (BBAS3, R$ 25,89, -1,26%) nos próximos dois anos.  

Exportadoras
As ações de empresas voltadas à exportação se salvaram hoje na Bovespa. A Suzano (SUZB5, R$ 15,75, +1,68%) e Fibria (FIBR3, R$ 42,88, +0,33%) - ambas do setor de papel e celulose - subiram hoje figurando entre as poucas altas do Ibovespa em meio à valorização do dólar frente ao real. Essas empresas são beneficiadas pelo movimento da moeda já que suas receitas são em dólar.

Gol (GOLL4, R$ 7,90, -5,39%)
Depois de dispararem 5% na sexta-feira, que tinha como pano de fundo notícias de que a Avianca e JetBlue disputavam comprar a portuguesa TAP, os papéis da Gol figuraram entre as maiores quedas do Ibovespa nesta segunda-feira.  

Cemig (CMIG4, R$ 15,17, -3,07%)
O grupo mineiro de energia elétrica teve lucro líquido de R$ 1,485 bilhão no primeiro trimestre, alta de 18,8% ante o mesmo período do ano passado. A empresa teve geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) de R$ 2,579 bilhões, 22,3% acima do obtido um ano antes. A receita líquida da empresa foi de R$ 5,849 bilhões no primeiro trimestre, alta de 24,2% em relação ao mesmo período do ano passado. 

Segundo a Planner Corretora, a empresa reportou um bom resultado, com incremento importante em todas as principais linhas de resultado, apesar das perdas com déficit de geração hídrica de 20% no trimestre, com impacto direto nas geradoras. Os analistas comentaram ainda que, a empresa, como tinha energia descontada, foi beneficiada, comercializando essa energia no mercado à vista. Já a Citi Corretora comentou que o resultado veio acima por conta de um evento não recorrente e não caixa, além da estratégia de vendas. Para a corretora, o principal catalisador de curto prazo para as ações da empresa são as discussões na Justiça sobre as plantas de Jaguara e São Simão, duas das três concessões com renovação recusada em 2012, mas que as operações foram mantidas após liminares.

Eletrobras (ELET3, R$ 7,19, -0,42%; ELET6, R$ 9,59, -0,72%)
O grupo de energia elétrica Eletrobras teve lucro líquido de R$ 1,113 bilhão no primeiro trimestre, ante resultado positivo de R$ 1,041 bilhão no mesmo período do ano passado. A empresa teve geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) de R$ 1,381 bilhão, ante R$ 1,685 bilhão ano antes. 

Para a Planner Corretora, o resultado foi acima do esperado, impactado pelo comportamento do dólar e seu reflexo nos ativos dolarizados da companhia, somado a antecipação de receita (que se desconsiderada o lucro teria vindo em linha com igual trimestre do ano anterior). 

Celesc (CLSC4, R$ 16,00, -6,54%)
As ações da Celesc desabam após balanço do primeiro trimestre. A companhia elétrica de Santa Catarina registrou receita operacional líquida de R$ 1,2 bilhão, crescimento de 38,3% na comparação com o mesmo período de 2014. O prejuízo líquido do período ficou em R$ 72,8 milhões, contra lucro de R$ 55,8 milhões no primeiro trimestre do ano passado.

Time For Fun (SHOW3, R$ 3,29, +3,46%)
As ações da Time For Fun seguiram em disparada hoje, desde a divulgação do balanço do primeiro trimestre da companhia na semana passada. Desde o dia 12 de abril até agora, os papéis já subiram 15%. A empresa encerrou o primeiro trimestre do ano com prejuízo líquido de R$ 2,3 milhões, contra resultado negativo de R$ 22,9 milhões um ano antes.

Cesp (CESP6, R$ 20,79, -0,48%)
A Cesp encerrou o primeiro trimestre com lucro líquido de R$ 104,2 milhões no primeiro trimestre de 2015, queda de 88% na comparação com o mesmo período do ano passado. 

Segundo a Planner Corretora, o resultado ficou abaixo do esperado e do potencial da companhia, impactado por um GSF (sigla em inglês para designar a geração das hidrelétricas) maior e preços de PDL menores, aliado a um pior resultado financeiro, com impactos diretos na rentabilidade da companhia. Já o Citi disse que permanece vendedor com a ação. "Embora a Cesp ainda tenha algum volume não contratado para 2015, o déficit hidrológico esperado para este ano é o maior vento contrário para o lucro. Uma vez expirada a principal de suas concessões em julho de 2015, a Cesp deve se tornar ainda mais exposta ao déficit hidrológico", disseram os analistas da corretora.

Lupatech (LUPA3, R$ 0,04, -20,00%
A Lupatech informou na sexta-feira que encerrou o primeiro trimestre com receita líquida de vendas de R$ 83,2 milhões, queda de 18% na comparação com 2014. O prejuízo líquido, por sua vez, reduziu de R$ 94,995 milhões para R$ 78,775 milhões nos primeiros três meses de 2015. 

Além disso, os acionistas da companhia aprovaram, em assembleia extraordinária, a realização do grupamento da totalidade das ações da empresa na proporção de 500 para 1 ação ordinária. Os papéis ficam "ex-grupamento" dia 17 de junho. 

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Alupar (ALUP11, R$ 17,58, +1,62%)
A Alupar, companhia de geração e transmissão de energia elétrica, registrou um lucro líquido praticamente estável no primeiro trimestre, com leve alta de 1,6% na comparação com 2014, para R$ 102,3 milhões. A receita cresceu 4,1% no mesmo período, para R$ 377,4 milhões. 

Saraiva (SLED4, R$ 5,79, +10,29%)
As ações da Saraiva voltaram a disparar após resultado do primeiro trimestre. Em dois dias, os papéis subiram 16%. A companhia teve uma queda de 55% no lucro líquido consolidado, passando para R$ 25 milhões no primeiro trimestre. Já a receita líquida consolidada caiu 7%, para R$ 626,7 milhões, enquanto o Ebitda caiu 37%, ficando em R$ 69,6 milhões. 

Forjas Taurus (FJTA4, R$ 1,96, -4,85%)
A Forjas Taurus mais do que dobrou o prejuízo líquido do primeiro trimestre, para R$ 149,9 milhões. O resultado da companhia foi prejudicado, principalmente, por custos e despesas não recorrentes de R$ 74,1 milhões, que incluem o custo de acordo em processo movido contra a empresa na Flórida, rescisões trabalhistas, assessorias e consultorias. Despesas financeiras de R$ 68,3 milhões também pesaram a linha final do balanço. 

Ex-HRT (HRTP3, R$ 5,05, +4,12%)
A brasileira PetroRio, ex-HRT, anunciou nesta segunda-feira que fechou acordo para a venda de fatia detida em blocos na Bacia do Solimões para a sócia russa Rosneft, por US$ 55 milhões, marcando o fim de sua campanha exploratória na Amazônia. 

Eneva (ENEV3, R$ 0,31, +24,00%)
As ações da companhia disparam hoje. No radar, a companhia informou na última sexta-feira que foi concluída a alienação da totalidade da participação societária da Eneva (50%) na Pecém I à Energias do Brasil por R$ 300 milhões.  

 

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