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Bradesco lucra R$ 4,24 bi no 1° tri e BRF vê lucro crescer mais de 40%

Ainda sobre a temporada, a Cielo, maior empresa de meios eletrônicos de pagamento do país, registrou lucro líquido de R$ 911,8 mi, enquanto a Smiles viu seu lucro cair 11%

Agência do Bradesco
(Divulgação)

SÃO PAULO - A temporada de balanços do primeiro trimestre começa a ganhar força no Brasil, com destaque para a divulgação do resultado do Bradesco nesta manhã (segundo banco grande à reportar resultado neste trimestre). Além dele, mais seis empresas reportaram seus números de janeiro a março entre a noite de ontem e esta manhã. Confira abaixo:

Bradesco (BBDC3; BBDC4)
O Bradesco, segundo maior banco privado do país em ativos, informou nesta quarta-feira que teve lucro líquido de R$ 4,244 bilhões no primeiro trimestre, alta de 23,3% ante igual etapa de 2014. Excluindo efeitos extraordinários, o lucro da instituição foi de R$ 4,274 bilhões no período, aumento de 23,1% sobre um ano antes e praticamente em linha com a previsão média de cinco analistas consultados pela Reuters, de lucro recorrente de R$ 4,261 bilhões. (Para ver o balanço completo, clique aqui).

Segundo a XP Investimentos, mesmo com as perdas com devedores duvidosos (PDD), que apresentaram incremento de 8,3% na comparação trimestral e 25,1% no ano, o lucro líquido do Bradesco registrou crescimento de 23,1%, vindo em linha com as expectativas. Além disso, os analistas destacaram que, mais uma vez, a margem financeira contribuiu positivamente para elevação do ROE (Retorno sobre Patrimônio Líquido) em patamares altos, enquanto a inadimplência seguiu controlada.

Cenário econômico é desanimador, mas bancos continuarão com bons balanços? 

Cielo (CIEL3)
A Cielo, maior empresa de meios eletrônicos de pagamento do país, anunciou nesta quarta-feira que teve lucro líquido de R$ 911,8 milhões no primeiro trimestre, alta de 13,6% ante igual período do ano passado. 

Entre janeiro e março, o resultado operacional da Cielo medido pelo Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de impostos, juros, depreciação e amortização) foi de R$ 1,187 bilhão, avanço de 18,5% na comparação anual.

BRF (BRFS3)
A empresa de alimentos BRF, uma das maiores exportadoras de carnes do mundo, teve lucro líquido de R$ 462 milhões no primeiro trimestre de 2015, aumento de 42,8% ante o mesmo período de 2014, informou a companhia nesta terça-feira. "Tal resultado foi decorrência do melhor desempenho operacional, em conjunto com uma redução nas despesas financeiras líquidas no 1º trimestre em comparação ao mesmo período do ano anterior", afirmou a companhia.

O lucro, no entanto, caiu 53,4% ante o forte resultado do quarto trimestre do ano passado, quando normalmente as vendas das empresas de carnes são impulsionadas pelas festas de fim de ano. 

Smiles (SMLE3)
A Smiles, rede de fidelidade da Gol, teve lucro líquido de R$ 69,6 milhões no primeiro trimestre, queda de 11% na comparação anual, disse a empresa nesta terça-feira em resultado que mostra aumentos de dois dígitos em custos com serviços prestados e despesas operacionais. O recuo no lucro ocorreu apesar de um crescimento de 30,8% na receita líquida, a R$ 246 milhões de reais.

A empresa divulgou alta de 32,8% no custo com serviços prestados, a R$ 131,7 milhões, enquanto as despesas operacionais, incluindo comerciais e administrativas, subiram 44,8%, a R$ 27,9 milhões.

Indústrias Romi (ROMI3)
A Indústrias Romi teve prejuízo de R$ 1,773 milhão no primeiro trimestre. No mesmo intervalo do ano anterior, havia registrado lucro de R$ 2,951 milhões. A receita de venda de bens e serviços caiu 19,7% no período, para R$ 120,9 milhões. Essa queda é explicada pela redução da demanda da indústria no mercado brasileiro, segundo a companhia. 

O resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) foi negativo em R$ 1,1 milhão, após um resultado positivo de R$ 12,6 milhões nos primeiros três meses de 2014.

Weg (WEGE3)
A multinacional brasileira Weg registrou lucro líquido de R$ 245,9 milhões no primeiro trimestre, avanço de 20% em relação ao mesmo período do ano passado. A receita líquida subiu 19,4%, para R$ 2,13 bilhões nos três primeiro meses de 2015.

Do total da receita, 52% corresponde ao mercado externo, com R$ 1,1 bilhão, crescimento de 24,1% no período. A fabricante de máquinas e equipamentos elétricos destacou que o começo do ano trouxe poucas alterações no panorama de recuperação da atividade econômica globa.

Vanguarda Agro (VAGR3)
A Vanguarda Agro informou hoje que sua receita líquida cresceu 21,7% no primeiro trimestre, para R$ 399,013 milhões. Por sua vez, a companhia reverteu lucro líquido de R$ 33,183 milhões um ano antes para prejuízo líquido de R$ 1,303 milhão entre janeiro a março de 2015.

A companhia explicou que a desvalorização do real é benéfica, porém, por conta da regra contábil, resgistrou neste momento todo o impacto negativo da desvalorização, enquanto que o impacto positivo correspondente à produção de algodão e milho somente será registrado quando da marcação do ativo biológico e do produto agrícola.  

(Com Reuters)

 

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