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Petrobras, aumento de capital da PDG, resultados e mais 13 notícias no radar

Confira aqui os principais destaques corporativos desta quinta-feira; a matéria será atualizada até a abertuda da Bovespa às 10h (horário de Brasília)

Refinaria da Petrobras
(Bloomberg)

SÃO PAULO - A quinta-feira começa com o noticiário corporativo carregado em meio à adiamento de reunião do conselho da Petrobras, resultados do quarto trimestre e aumento de capital da PDG Realty. Confira abaixo os principais destaques desta manhã:

Petrobras
A reunião do Conselho de Administração da Petrobras (PETR3; PETR4) foi adiada do dia 23 para 26 de março, afirmou uma fonte com conhecimento direto do assunto à Reuters. A pauta ainda não foi enviada aos conselheiros, que aguardam para saber se há a possibilidade de a reunião incluir assuntos relacionados à publicação do balanço da companhia. A fonte não sabe informar o motivo do adiamento.

Vale ficar de olho ainda no depoimento hoje às 9h30 (horário de Brasília) do ex-diretor da Petrobras Renato Duque na CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Petrobras na Câmara. 

PDG
A PDG Realty (PDGR3) confirmou na noite de ontem um aumento de capital de no mínimo R$ 300 milhões e, no máximo, R$ 500 milhões. De acordo com o comunicado, o aumento ocorrerá mediante a emissão para subscrição particular de até 1.136.363.636 ações ordinárias, a um preço de R$ 0,44 por ação. A Vinci Partners entrará com cerca de R$ 300 milhões.

A companhia ainda divulgou hoje que teve receita operacional líquida de R$ 1,1 bilhão no quarto trimestre de 2014, queda de 37,2% na comparação com os R$ 1,8 bilhão apresentado no mesmo período do ano anterior. A PDG ainda apresentou prejuízo de R$ 221,9 milhões no quarto trimestre, frente lucro de R$ 19 milhões no mesmo período de 2013, com queda de lançamentos e de vendas brutas. Segundo a XP Investimentos, o resultado ficou abaixo das expectativas, com forte queda no Ebitda da companhia. 

Kroton 
O lucro líquido ajustado da Kroton Educacional (KROT3) mais que dobrou no quarto trimestre, para R$ 335,4 milhões, ante R$ 137,8 milhões no mesmo período do ano anterior. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado da empresa subiu 131,2%, para R$ 400,3 milhões.

Cosan
A Cosan (CSAN3) reportou prejuízo líquido de R$ 83,5 milhões no quarto trimestre de 2014, ante lucro líquido de R$ 229,8 milhões em igual período do ano anterior. O Ebitda (Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) atingiu R$ 520,9 milhões, ante R$ 518,6 milhões no quarto trimestre do ano anterior. 

Lojas Renner
A Lojas Renner (LREN3) informou ao mercado nesta quarta, que seu Conselho de Administração aprovou hoje o pagamento de juros sobre capital próprio no valor bruto de R$ 23.797.304,74, correspondentes a R$ 0,1868 por ação. De acordo com o comunicado da companhia, o pagamento será efetuado 10 dias após a Assembleia Geral Ordinária de 2016 e sujeita-se ao Imposto de Renda na Fonte. A companhia ainda informou que o pagamento fará parte do cálculo do dividendo obrigatório do exercício de 2015. 

Farão jus ao pagamento da bonificação acionistas com posições nos papéis hoje, com os ativos sendo negociados como ex-proventos amanhã. As instruções e a data de início do pagamento dos juros sobre o capital próprio serão divulgadas, pela Diretoria executiva da Companhia, imediatamente após a Assembleia Geral Ordinária que ocorrer em 2016.

Embraer
Segundo blog da Sonia Racy, do Estadão, o ajuste fiscal proposto pelo governo federal já penaliza a Embraer (EMBR3). O governo tem atrasado desde o último trimestre do ano passado pagamentos à empresa, incluindo recursos para colocar de pé o projeto do cargueiro militar KC-390, informa a publicação. 

Suzano
A Suzano (SUZB5) informou nesta quarta que seu Conselho de Administração aprovou hoje a celebração da operação com Ibemapar e Ibema, ao final da qual a Suzano passará a deter 49,9% das ações representativas do capital social da Ibema. Segundo a XP Investimentos, apesar do ativo ser pouco representativo no contexto geral da empresa, no qualitativo, o movimento parece interessante. Basicamente, a empresa está vendendo um ativo para ter participação em um ativo maior e captar sinergia. Nenhuma métrica de valuation foi divulgada. 

Gol
A agência de risco Fitch Ratings afirmou nesta quarta os ratings da companhia aérea Gol (GOLL4) em perspectiva estável. De acordo com a agência, os ratings refletem a importante posição da GOL no mercado doméstico brasileiro, sua limitada diversificação geográfica, sua liquidez adequada e sua elevada alavancagem total ajustada. A Fitch ainda acrescenta que as classificações contemplam ainda a elevada sensibilidade da performance financeira da Gol a diversos fatores não gerenciáveis pela companhia, como concorrência, desvalorização da moeda local em relação ao dólar e custo dos combustíveis. 

Sabesp
A Sabesp (SBSP3) informou que firmou acordo com o Estado e o Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE) para recebimento de uma dívida cujo valor atual é de R$ 1 bilhão. A dívida se refere a benefícios de complementação de aposentadorias e pensões pagos pela companhia e não reembolsados pelo Estado. O valor atual do acordo, R$ 696 milhões se referem ao valor principal e R$ 316 milhões à correção monetária do principal até fevereiro de 2015. Segundo a XP Investimentos, o acordo pode dar um pouco de fôlego a uma companhia que tem que realizar investimentos elevados para captar água de outros reservatórios e sem ter a contrapartida no aumento de receita.

CPFL Energia
O presidente da CPFL Energia (CPFE3), Wilson Ferreira Jr., afirmou nesta quarta-feira que a companhia tem interesse em ativos de usinas térmicas a gás para geração de energia. "Se tiver a oportunidade, a gente vai olhar", disse Ferreira Jr a jornalistas, às margens de um evento do setor elétrico promovido pela empresa. A CPFL tem ativos nos setores de geração e distribuição de eletricidade.

Multiplus 
A Multiplus (MPLU3) informou nesta quarta que seu Conselho de Administração aprovou hoje recompra de até 86.371 ações ordinárias da companhia, que representam cerca de 0,2% do total de ações no "free float" (em circulação no mercado). Ainda de acordo com a companhia, a recompra será para permanência dos ativos em tesouraria ou para alienação aos beneficiários de ações restritas tomando por base a Aprovação do Plano de Outorga de Ações Restritas em Assembleia Geral Extraordinária da Companhia ocorrida em 21 de maio do ano passado, sem redução do capital social da Companhia. O prazo do programa de recompra será de 365 dias, chegando ao fim em 17 de março de 2016.

CSN 
A CSN (CSNA3) informou na noite de hoje que seu Conselho de Administração aprovou por unanimidade a eleição de Paulo Caffarelli  para o cargo de Diretor Executivo da companhia, com mandato encerrando-se em 3 de julho e podendo estender-se até que seu substituto tome seu lugar.

Eztec
A Eztec (EZTC3) viu seu lucro líquido atribuível aos acionistas controladores encolher 19% no ano passado ante 2013, para R$ 474,324 milhões. A receita líquida teve queda de 16%, para R$ 951,472 milhões, com menos vendas e menor volume de obras em execução. O Ebitda da empresa atingiu R$ 440,646 milhões, queda de 22,6%, enquanto a margem Ebitda (Ebitda/Receita Líquida) caiu de 50% para 46,3%.  

Rossi
Ainda no setor de construção civil, a Rossi (RSID3) encerrou o quarto trimestre com prejuízo líquido de R$ 361,4 milhões, ante lucro líquido de R$ 2,5 milhões em 2013. A receita líquida da empresa caiu 57,7%, para R$ 220,7 milhões, na mesma base de comparação. 

OSX
A OSX (OSXB3) informou que suas subsidiárias OSX 3 Leasing, OSX 3 Holding, OSX 3 Holdco e OSX Leasing Group foram notificadas pela Nordic, detentora de bonds emitidos pela OSX 3, de que ocorreram eventos de inadimplência por parte da OSX 3 e declararam vencida a dívida objeto dos Bonds, no valor de US$ 560,1 milhões, requerendo seu pagamento pela OSX 3 ou pelos garantidores. A OSX informou que está avaliando as alternativas a serem adotadas e que tomará as medidas cabíveis para a proteção de seus direitos.

Smiles 
A empresa de programa de fidelidade de clientes Smiles (SMLE3) espera ano mais difícil para os resgates de milhas aéreas por conta da alta do dólar e o consequente encarecimento das viagens ao exterior, disse à Reuters o presidente da companhia, Leonel Andrade. O executivo prevê, no entanto, continuidade da alta do acúmulo de milhas pelos mais de 10 milhões de participantes do programa de fidelidade da Gol, uma vez que o consumo via cartões de crédito deve continuar subindo, sob ritmo menor.

Taesa
A Taesa (TAEE11) informou nesta quarta que seu Conselho de Administração elegeu hoje Allan Kardec de Melo Ferreira como presidente do Conselho. 

Brasil Pharma 
Segundo o portal Exame, a empresa (BPHA3) está procurando um novo presidente. O atual CEO (Chief Executive Officer), José Ricardo Mendes, deve deixar o cargo no anúncio do próximo resultado da empresa, marcado para dia 26, quinta-feira. O sócio do BTG responsável pelo investimento na rede, Carlos Fonseca, está liderando a busca pelo novo presidente. Juntamente, os acionistas discutem um aumento de capital de cerca de R$ 300 milhões. 

BR Insurance
A BR Insurance (BRIN3) está procurando alternativas para contornar a desconfiança do mercado e voltar a ser rentável. Segundo informações do Valor, a GP Investimentos, gestora de fundos de participações em empresas, negocia, em caráter exclusivo, um aporte de capital na holding de corretoras de seguros. A proposta inclui a reformulação da estrutura de governança da companhia e dos incentivos aos sócios corretores.

(Com Reuters)

 

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