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3 ações que poderão entrar na nova carteira do Ibovespa, segundo o Citi

Principal índice de ações da Bovespa divulgará a primeira prévia da nova carteira quadrimestral no começo de abril

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(Shutterstock)

SÃO PAULO - No dia 1º de abril, o mercado conhecerá a 1ª das três prévias da nova carteira do Ibovespa, que vigorará no 2º quadrimestre do ano (entre maio e agosto). Como as mudanças na composição do principal índice de ações da BM&FBovespa costumam ter impacto imediato nas ações alvo de revisão, muitos analistas tentam se antecipar a essas alterações, tentando "adivinhar" através da metodologia utilizada pela Bovespa quais serão as novidades neste novo quadrimestre.

A equipe de análise da Citi Corretora já apresentou seus "palpites" para o que deverá mudar no Ibovespa. Em relatório assinado por Stephen H. Graham e Fernando Siqueira, três empresas deverão entrar na carteira: Smiles (SMLE3), Equatorial Energia (EQTL3), e Raia Drogasil (RADL3). A primeira possui maiores chances de fazer parte do índice, já que apresenta maior valor de mercado e mais liquidez do que as outras duas.

Na projeção do Citi, a Smiles entraria com uma participação de 0,3% na carteira teórica, o que a tornaria mais "importante" do que a Gol (GOLL4), companhia aérea que tem a Smiles como administradora do programa de fidelidades. A Gol que tem sofrido este ano na Bovespa por conta da alta do dólar e apresenta quedas de mais de 40%, o que deteriorou drasticamente sua participação no Ibovespa.

Saídas? Só no IBrX
Mesmo com essas entradas, o Citi não vê saídas tão cedo, mas acredita em uma redução no peso da Ambev (ABEV3), que perderia de 8% de peso para 7% de peso na carteira.

As ações de PDG (PDGR3) e Direcional (DIRR3) devem sair dos índices IBrX-50 e IBrX-100, respectivamente. Também dentro do IBrX-100, duas ações voltadas ao setor de petróleo e gás devem dar adeus ao índice: Queiroz Galvão (QGEP3) e HRT Petrorio (HRTP3).

Por que olhar as mudanças do Ibovespa?
As mudanças promovidas tanto no Ibovespa quanto nos IBrX-100 e 50 podem resultar em fortes movimentos de alta no preço destas ações que entraram nos índices ou de queda nos papéis que saíram das carteiras teóricas. Isso ocorre pelo alto montante de capital aplicado em fundos de investimentos que possuem como objetivo acompanhar ou superar estes benchmarks do mercado. Segundo dados da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais), havia até o dia 27 de dezembro um total de R$ 14,475 bilhões distribuídos nos patrimônios de fundos Ibovespa Ativo (cujo objetivo é superar a performance do índice) e Ibovespa Passivo (objetivo de acompanhar o índice). 

 

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