Em mercados / acoes-e-indices

Novo sócio da Oi, Petrobras, adiamento de plano da ex-OGX e mais 7 notícias no radar

MRV, Cetip, Alupar e mais 2 resultados também agitam a manhã desta sexta-feira

Oi - Bloomberg
(Bloomberg)

SÃO PAULO - O noticiário desta sexta-feira (6) segue agitado antes da abertura do último pregão da semana, com destaque para a Petrobras (PETR3; PETR4) que ainda na noite de ontem informou ao mercado o juiz da causa movida contra a estatal em Nova York nomeou Universities Superannuation Scheme como autor líder da ação conjunta.

Ainda de acordo com comunicado da petrolífera, amanhã será realizada uma teleconferência entre o juiz, a Petrobras e o autor líder para agendar as próximas etapas do processo. No dia 13 de fevereiro a estatal contratou um escritório de advocacia norte-americano especializado que irá a defender das acusações.

Além disso, o advogado-geral da União, Luís Inácio Adams disse que a Petrobras deverá ser responsável por definir o valor do ressarcimento a ser pago à estatal por empresas investigadas na operação Lava Jato e que teriam causado prejuízos à petroleira devido a sobrepreços em contratos. 

 Os ressarcimentos de valores superfaturados deverão estar entre as obrigações previstas nos acordos de leniência que eventualmente serão assinados por empreiteiras envolvidas no escândalo de corrupção, segundo Adams. Ele disse que o valor será fixado pela Petrobras de acordo com o contrato que ela tinha com a empresa envolvida no escândalo, que envolveu ex-diretores da estatal, além de dirigentes de empreiteiras e políticos, suspeitos de receber dinheiro do sobrepreço.

Oi (OIBR3)
O jornal Valor Econômico afirma que a Oi optou por buscar um novo sócio, uma vez que esfriou a aproximação com a Telecom Itália, negociando agora com um investidor russo, segundo uma fonte. A negociação, agora, envolve a participação da Portugal Telecom SGPS, que detém 25,6% da Oi. A tele portuguesa foi vendida, em janeiro, por € 7,4 bilhões para a francesa Altice. Esta operação deve ser finalizada no segundo semestre.

Ex-OGX (OGXP3)
A OGPar, ex-OGX, informou ao mercado na noite de quinta-feira que foi solicitada à ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), e concedida, a postergação da entrega do novo plano de desenvolvimento do campo de Tubarão Martelo do dia 8 de março, para o dia 31 de dezembro deste ano.

MRV Engenharia (MRVE3)
A MRV Engenharia viu seu lucro líquido avançar 42,1% no quatro trimestre na comparação anual, apoiado em vendas e lançamentos maiores, que compensaram o impacto de despesas e distratos no período.

A construtora e incorporadora teve lucro líquido de R$ 103 milhões no quarto trimestre ante R$ 72 milhões um ano antes. A média das estimativas de analistas apontava lucro líquido de R$ 112,7 milhões. Em relação ao terceiro trimestre, porém, o lucro caiu 24%.

Enquanto as despesas comerciais aumentaram 60,3% (a R$ 110 milhões), as despesas gerais e administrativas subiram 22,1% no quarto trimestre (a R$ 79 milhões).

Cetip (CTIP3)
A Cetip registrou um lucro líquido contábil de R$ 117,6 milhões no quarto trimestre, uma alta de 22,4% ante mesmo período do ano passado. O Ebitda da companhia ficou em R$ 181,2 milhões no período, com avanço de 11,1%. No acumulado de 2014, o lucro líquido da Cetip foi de R$ 427,1 milhões, uma alta de 18,3%. Já o Ebitda do ano ficou em R$ 669,9 milhões, avanço de 10,8%.

A receita bruta da companhia foi de R$ 328,4 milhões no quarto trimestre, com crescimento de 14,1% na comparação com o ano anterior. Enquanto isso, a dívida bruta da companhia encerrou 2014 em R$ 798,4 milhões, com avanço de 22,6% na comparação anual. Já a dívida líquida da companhia caiu 46% no mesmo período, para R$ 124,2 milhões.

Além disso a Cetip mostrou que planeja elevar a remuneração a seus acionistas e recomprar ações este ano, enquanto enfrenta aumento da aversão ao risco e redução da atividade do mercado de capitais brasileiro. O Conselho da companhia propôs elevar a remuneração aos acionistas para 85% do lucro anual de 2014, frente a 75% em 2013, de acordo com o relatório de resultados da empresa. A proposta será levada a assembleia geral a ser realizada em abril.

O plano vem paralelamente a outra proposta de recompra de 5,4 milhões de ações da companhia, ou 2,13% do total, com o objetivo de "maximizar a geração de valor para acionistas por meio de uma estrutura de capital mais eficiente", disse o relatório. O prazo é 3 de março de 2016.

CSU Cardsystem (CARD3)
A CSU Cardsystem informou nesta quinta-feira após o fechamento dos mercados que o conjunto de fundos e carteiras geridos pela Polo Capital e Polo Capital Internacional venderam ações ordinárias da companhia e passaram a deter, a partir de hoje, menos de 5% de participação nos ativos.

Suzano (SUZB5)
A votação que ocorreria nesta quinta-feira na CTNBio (Comissão Técnica Nacional de Biossegurança) sobre liberação de plantio comercial de eucalipto geneticamente modificado da Futuragene, empresa da Suzano Papel e Celulose, foi adiada para abril após protestos de manifestantes contrários à tecnologia. Cerca de 1.000 mulheres integrantes do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) invadiram a sede da empresa de biotecnologia em Itapetininga (SP) e, em paralelo, manifestantes protestaram em Brasília no prédio da AEB (Agencia Espacial Brasileira), onde ocorreria a votação.

Alupar (ALUP11)
A Alupar Investimento, holding nacional de transmissão e geração de energia elétrica registrou lucro líquido de R$ 114,6 milhões no quarto trimestre de 2014, em alta de 68,7% ante os R$ 67,9 milhões apurados no mesmo período de 2013. O lucro líquido acumulado do ano passado ficou em R$ 362,7 milhões, em alta de 25,1% ante o lucro líquido de R$ 289,8 milhões registrado no ano de 2013.

A receita líquida da companhia ficou em R$ 423,4 milhões no quarto trimestre, ante R$ 348,8 milhões no mesmo período do ano anterior, uma alta de 21,3%. Já o Ebitda do quarto trimestre de 2014 foi de R$ 301,6 milhões, alta de 20,9% sobre os R$ 249,3 milhões do quarto trimestre de 2013. No total do ano, o Ebitda de 2014 foi de R$ 1,088 bilhão, em alta de 8,8% sobre o R$ 1,001 bilhão em 2013.

Positivo (POSI3)
A Positivo Informática teve lucro líquido de R$ 5,3 milhões no quarto trimestre de 2014, o que representa queda de 83% ante o mesmo período de 2013. Por outro lado, no acumulado de 2014, o lucro foi de R$ 23,3 milhões, valor 49,3% maior que o verificado um ano antes.

Já o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) atingiu R$ 27,8 milhões de outubro a dezembro do ano passado, queda de 34,1% sobre um ano antes. no acumulado do ano, o Ebitda cresceu 10,9% ante 2013, para R$ 115,3 milhões.

A receita líquida da companhia foi 19,6% menor no quarto trimestre de 2014 na comparação com igual intervalo de 2013, ficando em R$ 618,3 milhões. Em todo o ano de 2014, a receita líquida totalizou R$ 2,331 bilhões, queda de 9,2% ante 2013.

Contax (CTAX3)
A Contax Participações, encerrou 2014 com lucro líquido de R$ 96,6 milhões, queda de 5,5% ante os R$ 102,3 milhões de 2013. A receita operacional líquida atingiu R$ 3,452 bilhões, queda de 4,6% sobre os R$ 3,618 bilhões do ano anterior. O Ebitda ficou em R$ 412,7 milhões em 2014, com margem Ebitda de 12%. Um ano antes, o Ebitda fora de R$ 403,5 milhões, o que representa alta de 2,3% de 2013 para 2014.

(Com Reuters)

 

Contato