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As 11 ações para monitorar na abertura do pregão desta quarta-feira

Entre os destaques, os papéis da Petrobras podem ser penalizados pela notícia de que o governo deve esperar mais um pouco para reajustar os combustíveis; Usiminas deve refletir resultado ruim no terceiro trimestre, segundo XP Investimentos

SÃO PAULO - Com a temporada de balanços ganhando força e o cenário político ainda no radar, 11 ações devem chamar atenção nesta quarta-feira (29). Entre os destaques, a Petrobras (PETR3; PETR4), que teve alta de 5% ontem em meio a expectativas por reajuste, deve ser penalizada hoje pela notícia de que o tão esperado aumento dos preços dos combustíveis não deve sair tão cedo.

Na noite da véspera, a Bloomberg publicou, segundo fontes, que o momento não é oportuno para aumentar os preços dos combustíveis ou retomar a cobrança de imposto sobre a gasolina, a Cide, de acordo com uma fonte do governo com conhecimento das discussões. 

Para a XP Investimentos, a informação, se confirmada, só reitera a visão de que a interferência na companhia permanecerá e dificilmente os investidores poderão ver medidas pró-empresa. Nesta manhã, os ADRs (American Depositary Receipts) da estatal caíam 2,40%, a US$ 11,40, segundo cotação das 09h24 (horário de Brasília), na Bolsa de Nova York. 

Usiminas
Deve chamar atenção hoje também as ações da Usiminas (USIM5) após resultado do terceiro trimestre. A companhia mostrou receita líquida de R$ 2,9 bilhões no período, queda de 1,5% na comparação com o mesmo trimestre de 2013, e prejuízo de R$ 24 milhões. Para a XP, o resultado da companhia foi ruim, tanto no segmento de mineração como em siderurgia, refletindo o cenário desafiador que o setor enfrenta. 

Cielo
Outra empresa a refletir o balanço é a Cielo (CIEL3), que teve lucro praticamente em linha com as previsões do mercado no terceiro trimestre, mesmo com a estagnação da economia brasileira e de maiores despesas. A maior empresa de meios eletrônicos de pagamento do país anunciou na terça-feira que o lucro líquido atribuído a acionistas da companhia somou R$ 817,4 milhões no período, alta anual de 18,5%. O lucro contábil foi de R$ 820,5 milhões, avanço de 18,7%. A previsão média de analistas consultados pela Reuters apontava para lucro líquido de R$ 808 milhões. 

SulAmérica
A seguradora SulAmérica (SULA11) anunciou nesta terça-feira que teve lucro de R$ 119,8 milhões no terceiro trimestre, alta de 2,3% ante o apurado em igual período de 2013. A companhia viu suas receitas totais somarem R$ 4,42 bilhões no período, avanço de 11,8% em um ano, puxados pelos prêmios de seguros de R$ 3,512 bilhões, avanço de 9,7% na comparação anual. O destaque foi o segmento de saúde e odontológico, o mais importante da companhia, com aumento de 12,5%.

Odontoprev
A operadora de planos odontológicos Odontoprev (ODPV3) teve lucro líquido de R$ 45,2 milhões no terceiro trimestre, alta de 5% na comparação anual, informou a operadora de planos odontológico nesta terça-feira.
 

No período, a receita líquida avançou 6,7%, a R$ 288 milhões, enquanto o preço médio por cliente cresceu 4,5%, para R$ 16,1. Além da melhora operacional, também impulsionou o resultado a adição de 84 mil clientes, nos segmentos corporativo e de pequenas e médias empresas.

CCR
A companhia de concessões CCR (CCRO3) registrou um lucro líquido de R$ 346,1 milhões no terceiro trimestre deste ano, o que representa uma queda de 14,2% em relação ao mesmo período do ano passado. O recuo ocorreu mesmo com uma receita maior, que foi influenciada pelas obrigações de investimento em ativos recentemente conquistados e pelo maior custo com juros. 

A receita líquida da companhia foi de R$ 1,45 bilhão, uma alta de 5,9% na comparação com um ano antes. Ajudaram nesse resultado as receitas de pedágio, que subiram 4,2%, mesmo com a queda de 1,4% do tráfego consolidado. Já o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), cresceu 2,4%, para R$ 951 milhões.

Arezzo
A Arezzo (ARZZ3) encerrou o terceiro trimestre com lucro líquido de R$ 33,6 milhões, crescimento de 14,3% na comparação com o mesmo trimestre do ano passado. A receita líquida da empresa atingiu R$ 296,09 milhões, contra R$ 266,6 milhões um ano antes, alta de 11%. 

JSL
A companhia de logística JSL (JSLG3) registrou no terceiro trimestre um lucro líquido contábil consolidado de R$ 26,6 milhões, crescimento de 9,6% na comparação com o mesmo período de 2013. O resultado foi influenciado pela expansão de 16,8% na receita líquida, para R$ 1,43 bilhão no trimestre.

Aliansce
A Aliansce (ALSC3) informou ontem à noite seus dados operacionais. A companhia registrou R$ 1,9 bilhão em vendas no terceiro trimestre, o que representa um crescimento de 18,1% na comparação com o mesmo período de 2013. O crescimento orgânico foi a principal razão para o forte desempenho em vendas. Segundo a companhia, os dois empreendimentos inaugurados no trimestre, Parque Shopping Maceió e Shopping Parangaba, representaram 47,3% da evolução.

Santos Brasil
Fora a temporada de balanços, destaque para a Santos Brasil (STBP11). A Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) suspendeu a regra que permitia aumentar em até um metro o calado das embarcações na atracação do navio durante a maré alta. Segundo a XP, a notícia é marginalmente positiva para a companhia, que está no início do canal, onde é mais profundo, e poderá absorver navios da BTP.  

 

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