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Petrobras dispara 6%, MRV sobe 5,5% e ação de construtora cai 20%; veja mais

Sessão tem noticiário carregado e de alta para o principal índice de ações na Bolsa; frigoríficos seguem no radar como destaque de queda

Petrobras - Plataforma P-56
(Agência Petrobras)

SÃO PAULO - Em meio à influências do noticiário político, temporada de resultados e proximidade do vencimento de opções sobre ações, o mercado opera em alta nesta sexta-feira. Às 15h10 (horário de Brasília), o Ibovespa avançava 1,62%, a 56.682 pontos, puxado pela disparada das ações da Petrobras (PETR3, R$ 18,43, +5,43%; PETR4, R$ 19,70, +5,91%). No mesmo caminho, os papéis da estatal Eletrobras (ELET3, R$ 6,79, +3,19%; ELET6, R$ 10,93, +2,51%) também subiam refletindo às expectativas políticas, enquanto Banco do Brasil aparecia com leves ganhos, tendo como pano de fundo a decisão do STJ (Supremo Tribunal de Justiça). 

Além delas, figuravam como a maior alta do Ibovespa nesta tarde as ações da MRV Engenharia (MRVE3, R$ 7,69, +5,34%), que reagiam com otimismo à divulgação do resultado do segundo trimestre. 

Por outro lado, poucas ações caíam no Ibovespa nesta sessão. Das 71 ações do índice, apenas 12 registravam queda, lideradas por BRF (BRFS3, R$ 56,94, -2,57%) e Estácio (ESTC3, R$ 27,60, -1,95%). Fora do Ibovespa, destaque para as ações da Viver (VIVR3, R$ 0,17, -19,05%), empresa que atravessa um plano de reestruturação que já dura dois anos, que desabavam após resultado do segundo trimestre. 

Confira os principais destaques da Bolsa hoje:

Petrobras (PETR3, R$ 18,43, +5,43%PETR4, R$ 18,41, +5,32%)
As ações da Petrobras ampliam os ganhos nesta manhã em meio a proximidade do vencimento de opções sobre ações e os desdobramentos do cenário político. As ações das estatais da Bolsa vêm mostrando forte sensibilidade nos últimos meses em meio às notícias políticas. Hoje, o mercado repercute sinalizações de que Marina Silva encabeçará a chapa do PSB diante do falecimento do candidato Eduardo Campos. Os rumores geram euforia porque especulava-se que pudesse entrar um candidato fraco no lugar de Campos ou mesmo houvesse a desistência do partido em prosseguir com a candidatura - o que aumentaria as chances de Dilma Rousseff ganhar a eleição. Com a entrada de Marina Silva, aumentam as chances da eleição ir para 2° turno e é isso que o mercado está interpretando como positivo hoje, disse Thiago Souza, da XP Investimentos. 

MRV (MRVE, R$ 7,70, +5,48%)
As ações da MRV disparam na abertura da Bolsa, após reportar lucro líquido de R$ 134 milhões, ante R$ 117 milhões um ano antes, informou a companhia nesta quinta-feira. O lucro líquido no trimestre foi de R$ 401 milhões, beneficiado pela revisão para cima do valor atribuído à subsidiária Log. Segundo a equipe de análise da XP Investimentos, o resultado veio em linha com as estimativas do mercado.

A receita líquida da MRV entre abril e junho foi de R$ 983 milhões, um leve avanço anual de 0,5%, enquanto a geração de caixa ajustada medida pelo Ebitda (sigla em inglês para lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) teve leve recuo de 0,8% na mesma base de comparação, para R$ 161 milhões de abril a junho, em linha com as estimativas de analistas.

Frigoríficos
As ações da BRF (BRFS3, R$ 57,61, -1,42%) e Marfrig (MRFG3, R$ 6,24, -1,58%) são as maiores quedas do Ibovespa nesta sexta-feira, em dia de forte euforia do mercado. Com exceção das duas, apenas Banco do Brasil opera com ligeira queda hoje. Fora do índice, os papéis da Minerva (BEEF3, R$ 12,49, -0,56%) caíam forte também. Entre os frigoríficos, o único que se "salvava" era JBS (JBSS3, R$ 8,89, +2,18%), que subia após divulgação de resultado do segundo trimestre. A companhia registrou um lucro líquido de R$ 254, 3 milhões no segundo trimestre deste ano, queda de 24,9% em relação ao mesmo período de 2013. (Para conferir outros resultados, clique aqui). 

Em relação à BRF, ontem a companhia informou que seu conselho de administração anunciou que o atual CEO Global, Claudio Galeazzi manifestou seu interesse em antecipar o início do processo de sucessão. De acordo com o comunicado, assinado pelo presidente do Conselho Abilio Diniz, a decisão do presidente se deu dado o bom momento vivido atualmente para a companhia e após a conclusão do ciclo inicial de transformação da empresa. Galeazzi deverá permanecer como CEO na BRF até o dia 31 de dezembro e contribuirá com o Conselho no processo sucessório.  

Bradesco (BBDC4, R$ 36,05, +1,12%)
Seguindo o otimismo generalizado do mercado, as ações da Bradesco sobem mais de 1% e batem a máxima histórica neste pregão. Na máxima do dia, os papéis chegaram a subir 1,35%, a R$ 36,13. 

De acordo com informações da Folha de S. Paulo, a viúva de Eduardo Campos, Renata Campos, defendeu a candidatura de Marina à Presidência no lugar do marido. A reportagem falava também de amigos e aliados.

CPFL Energia (CPFE3, R$ 20,53, +2,39%)
As ações da CPFL Energia abrem o pregão com forte alta reagindo ao resultado do segundo trimestre. A companhia reverteu prejuízo no segundo trimestre, ajudada pelo crescimento dos segmentos residencial e comercial na área de distribuição. A empresa teve lucro líquido de R$ 145 milhões no período, ante prejuízo de R$ 134 milhões no mesmo período de 2013.

Apesar dessa virada, a equipe de análise da XP Investimentos acredita que o resultado reportado não trouxe novidades e foi abaixo das estimativas do mercado. "Os dados foram afetados pelo cenário turbulento do setor elétrico, implicando em aumento de custos por conta da exposição involuntária e implicando em um incremento nos gastos não recorrentes da empresa", conclui a corretora.

A despesa financeira líquida foi de R$ 224 milhões, redução de 46% ano contra ano. O Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) foi de R$ 772 milhões, alta de 49,7% ano a ano.

Cesp (CESP6, R$ 29,59, +2,71%)
As ações da Cesp reagem ao resultado do segundo trimestre de 2014. A empresa teve lucro de R$ 489,4 milhões, pouco abaixo da média prevista por analistas consultados, de R$ 518 milhões.

Segundo a equipe de análise da XP Investimentos, o resultado da companhia foi beneficiado pela descontratação e por conta dos elevados preços de energia no mercado spot. "Aliado ao crescimento da receita, a companhia manteve o bom controle de despesas operacionais", conclui a corretora.

No período, o resultado operacional medido pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado somou 1,092 bilhão de reais, crescimento de 48,7 por cento sobre o segundo trimestre de 2013. A previsão era de Ebitda de 973,7 milhões de reais.

Sabesp (SBSP3, R$ 19,99, +2,36%)
As ações da Sabesp reagem ao balanço do segundo trimestre de 2014, no qual mostrou queda de 16,4% no lucro líquido na comparação com o segundo trimestre de 2013. No mesmo período do ano passado, o lucro líquido era de R$ 361,7 milhões e, neste semestre, o número caiu para R$ 302, 4 milhões.

Já o Ebitda da companhia teve queda de 27,4% na mesma base de comparação, indo de R$ 911,4 milhões, para atuais R$ 661,7 milhões. Ainda ficou em destaque para a companhia a receita líquida, que também teve queda, porém mais modesta, ficando no patamar de 1,5%, indo de R$ 2,79 bilhões, para R$ 2,75 bilhões neste bimestre, além de ter reportado também uma de uma alta de 11,2% no custo de despesas administrativas e de construção.

Viver (VIVR3, R$ 0,17, -19,05%)
As ações da Viver, construtora que atravessa um plano de reestruturação que já dura dois anos, desabam nesta sessão depois de resultado do segundo trimestre. A companhia informou que encerrou os meses de abril a junho com receita líquida de R$ 55,1 milhões, queda de 16,1% na comparação com o mesmo período de 2013. Enquanto isso, o prejuízo líquido saiu de R$ 46,1 milhões para R$ 105 milhões.  

Apesar da queda de hoje, os papéis da companhia dispararam nos últimos dias. Do fechamento do dia 5 de agosto até ontem, as ações dispararam 60%. Como pano de fundo, havia expectativa de resultado melhor da empresa e rumores sobre o destino da companhia, que passava por uma venda da participação da sua controladora - a gestora americana Paladin.

Santos Brasil (STBP11, R$ 17,09, +11,85%)
As ações da Santos Brasil disparam neste pregão em meio a expectativa de renovação da concessão do terminal de contêineres Tecon Santos. Desde 2008, a companhia tem a concessão do terminal.

Nesta sexta-feira, os diretores da Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários) irão ter uma reunião para aprovar a nova concessão do terminal para a Santos Brasil. Porém a equipe de análise da Brasil Plural acredita que, apesar de ser um importante passo para a companhia, a concessão não irá influenciar muito nos papéis da empresa. 

Biosev (BSEV3, R$ 5,90, -1,50%)
As ações da Biosev caem neste pregão após a empresa encerrar o trimestre com prejuízo líquido de R$ 148,3 milhões, ante resultado negativo de R$ 325,8 milhões um ano antes. A receita líquida da companhia caiu 14,5% no trimestre, a R$ 911,098 milhões, enquanto o volume vendido de açúcar caiu 19,3%, a 376 mil toneladas.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização ajustado ao valor justo dos ativos biológicos (canaviais) recuou 0,5%, a R$ 219,2 milhões. A margem Ebitda ajustada subiu 3,4 pontos percentuais, a 24,1%. A dívida líquida em 30 de junho havia crescido 16,8%, a R$ 4,056 bilhões na comparação com a posição de 30 de março deste ano.

Qualicorp (QUAL3, R$ 27,82, +3,04%)
A Qualicorp teve lucro líquido ajustado de R$ 39,1 milhões no segundo trimestre, alta de 6,9% na comparação anual, informou a companhia na quinta-feira. 
A carteira de beneficiários da empresa atingiu 4,6 milhões de vidas, avanço de 0,9% ano a ano. No período, a receita líquida da Qualicorp subiu 23% e atingiu R$ 344 milhões, enquanto as despesas avançaram 21,9%, a R$ 283 milhões.

Para a XP, a companhia apresentou um crescimento consistente no período. Apesar da queda considerável na margem líquida (-1,7 ponto percentual, para 11,4%), a companhia deu sequência ao seu credenciamento orgânico, com perdas de créditos incobráveis, disseram os analistas. 

Even (EVEN3, R$ 5,98, +3,10%)
As ações da Even voltam a se recuperar na Bolsa nesta sessão com forte alta. Desde o fechamento de sexta-feira até o pregão de ontem foram quatro quedas consecutivas, acumulando perdas de 5,3%. Além disso, os papéis da construtora encerraram o último pregão cotadas a R$ 5,80, atingindo o menor patamar desde agosto de 2012.

Vale mencionar que a Even divulgou seu resultado do segundo trimestre de 2014 na noite da terça-feira passada, 12 de agosto. A empresa viu seu lucro líquido ajustado cair 37,5% no segundo trimestre na comparação anual, com vendas menores no período, e ficou abaixo das estimativas de analistas.

Ser Educacional (SEER3, R$ 24,90, +3,73%)
As ações da Ser Educacional seguem com forte alta na Bolsa, repercutindo os bons números do segundo trimestre, divulgados na última quinta-feira (15). A empresa teve lucro líquido de R$ 53,7 milhões, crescimento de 84,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. Segundo a equipe de análise da XP Investimentos, o resultado veio acima das expectativas, principalmente na questão de ganho de eficiência.

O Ebitda da empresa atingiu R$ 66,4 milhões neste trimestre, ante R$ 38,2 milhões no mesmo período do ano anterior, aumento de 73,8%. Já a receita líquida da companhia chegou a R$ 175,6 milhões, crescimento de 54,6% frente ao mesmo trimestre de 2013, quando atingiu R$ 113,6 milhões.  

 

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