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Ibovespa fica estável com mercado à espera de pesquisas e de olho nos EUA

Mercado espera por fala da presidente do Fed, Janet Yellen, e por indicadores no país, enquanto levantamentos eleitorais e resultados corporativos seguem no radar; Petrobras sobe 1%

SÃO PAULO - O Ibovespa registra leve alta na sessão desta terça-feira (15), após uma sessão de forte valorização ontem, quando subiu 1,75% à espera das pesquisas eleitorais. Além do mercado seguir na expectativa pelos novos levantamentos, com as pesquisas Sensus e Datafolha devendo ser divulgadas ainda esta semana, o mercado fica de olho nos EUA. Às 10h25 (horário de Brasília), o índice registra leve alta de 0,18%, a 55.843 pontos. Os papéis da Petrobras, após disparar 4%, seguem em alta de cerca de 1%.

O grande foco do mercado será os EUA, com dados de vendas do varejo, de preços e de indústria, além de seguir atento ao discurso de Janet Yellen. Os discursos da charwoman do Federal Reserve, que acontecem hoje e na próxima quarta-feira (16), podem dar alguma sinalização da política monetária que será adotada pela autoridade monetária norte-americana.

Enquanto os dados de varejo em junho ficaram abaixo do esperado, os dados de indústria em Nova York animaram ao registrar o maior patamar em quatro anos, para 25,6 em julho. Além disso, o JPMorgan e o Goldman Sachs divulgaram os seus balanços. O JP reportou um lucro de US$ 5,98 bilhões no primeiro trimestre, ante US$ 6,49 bilhões no mesmo período do ano passado. 

Cyrela divulga prévia e tem leve alta; Oi sobe mais de 1%
Já no noticiário corporativo nacional, destaque para a prévia operacional do segundo trimestre da Cyrela Brazil Realty (CYRE3), cujos lançamentos recuaram 49,5% no segundo trimestre ante mesma etapa de 2013, a R$ 890,2 milhões, informou a companhia na noite de segunda-feira.

Entre janeiro e março, os lançamentos da incorporadora tinham dobrado na comparação anual, no sentido contrário da maioria das companhias do setor listadas em bolsa, cujos lançamentos recuaram no período.Assim, apesar do recuo no trimestre, a companhia teve um crescimento de 3,2 por cento nos lançamentos entre janeiro e junho, que encerraram o semestre em 2,805 bilhões de reais, incluindo a participação de sócios da Cyrela. As ações registram ganhos de 0,78%, a R$ 14,19.

E, mais uma vez, o foco fica com a Oi (OIBR4). O Grupo Espírito Santo (GES) negocia acordo com credores para evitar calote, em meio à dívida de 897 milhões de euros que deve ser paga à Portugal Telecom (PT) entre esta terça e quinta-feira. Segundo informações do Estadão, entre as opções levantadas estão um pedido de recuperação judicial de algumas empresas holding e a renegociação de dívidas. A solução deve atingir diretamente a Oi, que está em processo de fusão com a PT. Negociadas na Bolsa de Lisboa, as ações do Banco Espírito Santo desabam mais de 10% hoje, enquanto os papéis da PT caem 0,75%. Apesar do noticiário agitado, os ativos OIBR4 registram alta de 1,92%, a R$ 1,59. 

Entre uma das maiores quedas, está a Cetip (CTIP3), com queda de 1,69%, a R$ 31,49, após a divulgação dos dados operacionais referentes ao mês de junho. Em meio ao período de Copa do Mundo, os dados demonstram a dinâmica desfavorável em termos de número de feriados, ausência de divergência de opinião na curva de juros/contratos futuros e depressão no mercado de venda/financiamentos de veículos novos/usados (SNG & Sircof). Na ponta positiva/neutra, a evolução em termo de custódia e TED’s processadas continua em seu ritmo de expansão secular.


As maiores altas, dentre as ações que compõem o Índice Bovespa, são:

 Cód. Ativo Cot R$ % Dia
 USIM5 USIMINAS PNA 8,72 +1,51
 MRFG3 MARFRIG ON 6,08 +1,33
 OIBR4 OI PN 1,58 +1,28
 PETR3 PETROBRAS ON 17,84 +1,02
 ELET6 ELETROBRAS PNB 11,18 +0,99



As maiores baixas, dentre os papéis que compõem o Índice Bovespa, são:

 Cód. Ativo Cot R$ % Dia
 DTEX3 DURATEX ON 8,59 -1,83
 CTIP3 CETIP ON 31,49 -1,69
 RENT3 LOCALIZA ON 37,13 -1,09
 FIBR3 FIBRIA ON 22,31 -0,98
 CCRO3 CCR SA ON 18,76 -0,95

 

Europa e Ásia
Os principais índices asiáticos encerraram a sessão em alta, sendo impulsionados pelo fechamento positivo nas bolsas norte-americanas na véspera e reagindo a decisão do Banco Central do Japão de manter a política monetária. Já na Europa, os índices iniciam o dia em queda, reagindo aos dados divulgados que vieram abaixo do esperado e minaram o apetite por risco dos investidores.

O BC do Japão manteve a política monetária nesta terça-feira e reduziu ligeiramente sua estimativa de crescimento econômico para o atual ano fiscal. Em uma revisão trimestral de suas estimativas de longo prazo, o BC manteve sua projeção de que a inflação ao consumidor vai gradualmente acelerar na direção da meta de 2% no próximo ano. Além disso, como esperado, o banco votou por unanimidade para manter sua promessa de elevar a base monetária a um ritmo anual de 60 trilhões a 70 trilhões de ienes (592-691 bilhões de dólares).

Já na Europa, o mercado reage ao indicador alemão ZEW de sentimento econômico do país, no qual mostrou que a leitura de julho atingiu 27,1 pontos, ante 29,8 no mês anterior e ficou abaixo das estimativas do mercado. 

 

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