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Oi vira para alta e Petrobras cai mais de 1%; mais 14 ações são destaque

Em semana mais curta devido ao jogo entre Brasil e Alemanha e um feriado na quarta-feira, elétricas lideram roubam a cena neste pregão

SÃO PAULO - O  Ibovespa, principal índice de ações da Bolsa, opera no lado negativo nesta segunda-feira (7). Em semana que será mais curta devido ao jogo do Brasil e Alemanha e um feriado na quarta-feira, 15 ações roubaram a cena neste pregão.

Do lado de cima do índice, aparecem as empresas elétricas, com destaque para Light (LIGT3, R$ 24,49, 2,09%) e Cesp (CESP6, R$ 29,49, 1,06%). Do lado negativo, chama a atenção dos investidores os papéis da ALL (ALL3, R$ 7,96, -2,81%) com a maior queda do índice, TIM (TIMP3, R$ 12,24, -2,55%) e JBS (JBSS3, R$ 7,74, -2,03%)

Já as blue chips, Vale (VALE3, R$ 30,66, -1,79%VALE5, R$ 27,57, -1,04%) e Ambev (ABEV3, R$ 16,07, -1,53%) operam em queda.

Veja os principais destaques:

Petrobras: (PETR3, R$ 16,13, -1,22%; PETR4, R$ 17,33, -0,97%)
Com alto endividamento, sem capitalização ou reajuste de preços, a Petrobras enfrenta seu momento de maior pressão por ganhos de produção, tida como a única saída para aliviar seu caixa. A meta repetida como um mantra dentro da empresa é crescer 7,5% neste ano. Passado cinco meses, contudo, a média não passa de 0,1% no período. Mantido o ritmo, a Petrobras só alcançaria o volume projetado - e imprescindível para seu plano de negócios - em 2019. 

Embraer (EMBR3, -1,27%, R$ 20,98)
Há expectativa de que a empresa divulgue esta semana sua prévia operacional, com o número de jatos entregues e backlog do segundo trimestre deste ano. O backlog do primeiro trimestre atingiu US$ 19,2 bilhões, o melhor resultado desde o segundo trimestre de 2009. A companhia entregou 14 aeronaves comerciais e 20 executivas de janeiro a março.

Kroton
No segundo dia unificada com a Anhanguera, as ações da Kroton (KROT3) registram perdas de 1,82%, a R$ 58,77. Nesta manhã a companhia confirmou sua nova estrutura organizacional, com um conselho de administração formado por 13 integrantes, sendo 4 indicados pela Anhanguera - incluindo o presidente Gabriel Mário Rodrigues - e 9 indicados pela Kroton.

Com a nova estrutura, a empresa passa a ter como presidente Rodrigo Galindo, que já era o presidente da Kroton. Os papéis da Anhanguera se despediram na sexta-feira da Bovespa após aprovação pelos acionistas do acordo para a fusão com a Kroton. Pela proposta, os acionistas da Kroton receberão 65% da empresa resultante e os acionistas da Anhanguera os 33,5% restantes.

Profarma (PFRM3, R$ 19,62, R$-4,37%)
O Brasil Plural rebaixou a recomendação dos papéis para equal weight (desempenho em linha com a média), assim como o preço-alvo, que passou de R$ 27 para R$ 24 por ação.

CSN (CSNA3, R$ 10,19, 0,79%)
O Brasil Plural rebaixou a classificação dos papéis para underweight (desempenho abaixo da média) e preço-alvo de R$ 9,50 para o papel, contra R$ 10 anteriormente. Os analistas citam uma alta recente inconsistente da ação, uma vez que ocorre em meio à evidente deterioração dos fundamentos da empresa. 

Gradiente (IGBR3, R$ 4,45, -7,87%)
A credora da empresa, SportPro, conseguiu na Justiça a penhora de bens da companhia, de acordo com a decisão de Justiça em meados do mês de junho. A notícia é mais um peso na empresa que está em recuperação extrajudicial desde 2010. Desde o ano retrasado, a companhia vem pedindo adiamento nos prazos de pagamento de seus credores - o primeiro pedido em 28 de junho de 2012 e um segundo em 20 de junho de 2013 -, mas que não conseguiu a aprovação da maioria dos credores. Desde então, a empresa vem buscando na Justiça um meio para validar o pedido, mas não obteve sucesso.

Em dezembro, a Justiça até concedeu um prazo de 30 dias para a empresa apresentar documentação contábil dos últimos três anos para comprovar a efetiva impossibilidade de pagamento de suas dívidas. Entretanto, não deu em nada. Em junho deste ano, o Tribunal de Justiça de São Paulo apontou que não era o caso de concessão de prazo adicional para a empresa, que há quase um ano não cumpre a determinação judicial. 

Oi (OIBR4, R$ 1,81, 1,69%
O JPMorgan cortou a recomendação do papel de neutra para underweight (desempenho abaixo da média). Na útima sexta-feira, a agência de classificação de risco Standard & Poor's voltou a incluir em sua lista "creditwatch" negativa o grupo de telecomunicações, citando a polêmica criada em torno do investimento da parceira Portugal Telecom no Grupo Espírito Santo.

TIM (TIMP3, -2,47%, R$ 12,25)
Na última sessão, os papéis chegaram a cair mais de 4% mas conseguiram recuperar e fecharam em alta de 0,8%. Na sexta-feira, pressionaram rumores que apontavam que o governo da Itália estudava uma medida para bloquear uma eventual venda ou fragmentação da unidade brasileira da Telecom Italia. Entretanto, no final de semana, o presidente da Telecom Italia, Giusepp Recchi, descartou qualquer possibilidade neste sentido. É uma "hipótese surrel", disse, conforme divulgou o site da agência de notícias italiana Ansa.

Suzano (SUZB5, R$ 8,63, -1,48%)
A Superintendência Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou, sem restrições, a compra do Fundo Vale Florestar pela fabricante de papel e celulose Suzano, segundo despacho no Diário Oficial da União desta segunda-feira. No início de junho, a Suzano anunciou a aquisição do Fundo Vale Florestar por cerca de 529 milhões de reais, em operação que deve ajudar a companhia a acelerar processo de melhoria de seu perfil de dívida. 

O acordo envolve 45 mil hectares de florestas de eucalipto plantadas em áreas arrendadas no Pará e outros 95 mil hectares de mata nativa que até então estavam sob tutela da mineradora Vale. O fundo é detido pela Vale, além de BNDES Participações e fundos de pensão da Caixa e da Petrobras.

Ecorodovias (ECOR3, R$ 15,23, -0,07% )
O tráfego de veículos nas rodovias administradas pela Ecorodovias (ECOR3) registrou um aumento de 13,7% no primeiro semestre deste ano sobre igual período do ano anterior, informou a concessionária nesta segunda-feira. O crescimento foi impulsionado pela alta de 17,4% no tráfego de veículos comerciais no período. Entre os veículos de passeio, o aumento foi de 10%.

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