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Depois da euforia inicial, Petrobras fica volátil e guia ganhos do Ibovespa

Duas novas pesquisas - Vox Populi e Ibope - foram divulgadas nesta sessão e mostraram uma disputa mais embolada para a presidência; corte de projeções do Banco Mundial e China também estão no radar dos mercados

SÃO PAULO - Após a divulgação de novas pesquisas eleitorais Ibope e Vox Populi, o Ibovespa registra ganhos na sessão desta quarta-feira (11), mas menores na comparação com a abertura, quando subiu mais de 1%. Às 10h39 (horário de Brasília), o índice registra alta de 0,62%, a 54.943 pontos, com destaque para as ações da Petrobras (PETR3;PETR4), que abriram com alta de 2%, mas diminuíram os ganhos nesta manhã e passaram a operar próximos da estabilidade, mas logo voltaram a subir mais forte; os ativos do Banco do Brasil (BBAS3) também têm ganhos, de mais de 1%, assim como a Eletrobras (ELET3;ELET6). Vale ressaltar que as bolsas internacionais têm um dia negativo, após o Banco Mundial cortar as projeções para o crescimento da economia global, o que também provoca queda em Wall Street. 

No cenário nacional,  Carta Capital divulgou nesta manhã a pesquisa Vox Populi para a presidência, mostrando uma alta de 5 pontos percentuais na intenção de voto de Aécio Neves (PSDB), para 21%, enquanto Dilma Rousseff (PT) e Eduardo Campos (PSB) ficaram estáveis em 40% e 8% das intenções de voto, respectivamente. Apesar da intenção de votos maior para o mineiro, Dilma seria ainda reeleita no primeiro turno. 

Já a pesquisa Ibope divulgada ontem mostrou 38% das intenções de voto para a presidente Dilma Rousseff, contra 40% registrados na pesquisa anterior, em maio. Já Aécio Neves passou de 20% das intenções em maio para 22% em junho, enquanto Eduardo Campos subiu de 11% para atuais 13%. Em quarto ficaria o candidato do PSC, Pastor Everaldo, com 3% das intenções de voto. A pesquisa foi encomendada pela Uvesp (União dos Vereadores de São Paulo). Em um possível segundo turno, quando a disputa fica entre Dilma e Aécio, a atual presidente fica com 42% dos votos, enquanto o senador ficaria com 33% das intenções. 

Mais ações passaram a registrar queda na sessão desta data, com destaque para Oi (OIBR4, R$ 2,22, -2,63%), o Santander (SANB11, R$ 15,89, -1,30%), únicas a caírem mais de 1%, enquanto as outras ações do setor bancário têm um dia de ganhos. O Bradesco (BBDC4) e o Itaú Unibanco (ITUB4) veem as suas ações registrarem alta de mais de 1%. 

As ações de companhias elétricas têm um novo dia de ganhos, com destaque para a Tractebel (TBLE3, R$ 35,56, +2,63%), Cemig (CMIG4, R$ 17,67, +2,02%), CPFL (CPFE3, R$ 20,63, 1,98%) e Light (LIGT3, R$ 22,16, +1,89%). 

Banco Mundial corta projeções para crescimento global
Vale destacar ainda o noticiário econômico negativo internacional e nacional. O Banco Mundial reduziu a previsão para o crescimento do Brasil este ano. A projeção para o PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro é de alta de 1,5% em 2014, abaixo da estimativa divulgada em janeiro pela instituição, quando previa avanço de 2,4%.

A economia brasileira deve ter uma das menores taxas de expansão entre os países emergentes, só perdendo de países como Argentina, Venezuela, Sérvia e Ucrânia.

A instituição também reduziu na terça-feira sua projeção de crescimento global, alegando que uma confluência de eventos, da crise na Ucrânia ao clima excepcionalmente frio nos Estados Unidos, prejudicou a expansão econômica no primeiro semestre do ano. A instituição de combate à pobreza projetou que a economia mundial crescerá 2,8% neste ano, abaixo da previsão feita em janeiro, de 3,2% mas expressou confiança de que a atividade já está mudando de rumo para uma base mais sólida. As bolsas europeias registram queda nesta sessão. 

China ajustará política monetária
O gigante chinês também segue no radar. A China informou que irá ajustar sua política monetária para atingir áreas específicas da economia que precisam de apoio, disse o gabinete chinês nesta quarta-feira após uma reunião semanal.

A arrecadação de impostos sobre valor agregado também será simplificada para reduzir o ônus às empresas, disse o governo em sua conta no Weibo, um serviço similar ao Twitter.

 

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