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Prejuízo da Eneva cai 71% e Cosan lucra R$ 256 mi; Brookfield e mais 7 divulgam balanço

Brookfield teve sexto prejuízo trimestral consecutivo, enquanto Qualicorp reportou lucro líquido ajustado de R$ 58,6 milhões

Complexo de Parnaíba I - MPX
(Divulgação/ MPX)

SÃO PAULO - Diversas companhias divulgaram resultados entre a noite da véspera e a manhã desta quarta-feira (14). Em destaque, a Brookfield Incorporações (BISA3) informou seu sexto prejuízo trimestral consecutivo, pressionado por lançamentos e vendas menores entre janeiro e março e cancelamentos novamente mais altos. A companhia, cuja controladora está preparando uma OPA (oferta pública de aquisição) de ações para tirá-la do Novo Mercado, teve prejuízo de R$ 74,8 milhões no primeiro trimestre, ante resultado negativo de R$ 47,7 milhões um ano antes.

Entre janeiro e março, as vendas contratadas da companhia foram de R$ 391,2 milhões, queda de 34,4% sobre o mesmo período em 2013, pressionada pelos lançamentos menores no período, disse a Brookfield. As vendas de lançamentos subiram 26,4% (para R$ 29,6 milhões, enquanto a comercialização de estoques caiu 37% (R$ 361,4 milhões).

Os lançamentos da Brookfield diminuíram 59% e encerraram o trimestre em R$ 99,3 milhões, em um total de 123 unidades lançadas no período.

Já o aumento de 85% dos cancelamentos de contratos, em um total de R$ 177,8 milhões, foi motivado pelo alto volume de entregas de empreendimentos no final de 2013, disse a empresa.

A Brookfield também afirmou que tem se esforçado para melhorar a qualidade da carteira de recebíveis, utilizando os distratos como ferramenta para resolver contratos inadimplentes. Das unidades distratadas no primeiro trimestre, 28%foram revendidas no mesmo período, adicionou.

A receita líquida da Brookfield caiu 23,7%, para 566,5 milhões de reais. As despesas gerais e administrativas subiram 30 por cento, a 49,7 milhões de reais. A geração de caixa foi de R$ 21 milhões entre janeiro e março, comparada a um consumo de caixa de R$ 133 milhões no quarto trimestre e de R$ 211 milhões um ano antes.O Ebitda foi de R$ 48,7 milhões no período, queda de 27,5% ano a ano.

Cosan
A empresa de infraestrutura e energia Cosan (CSAN3) teve lucro líquido superior no primeiro trimestre, graças a melhoras do resultado financeiro e dos números da Raízen, informou a companhia. A companhia teve lucro líquido de R$ 256,1 milhões no primeiro trimestre, ante R$ 27,1 milhões no mesmo intervalo do ano anterior.

O resultado financeiro ficou negativo em R$ 106,1 milhões, uma melhora de R$ 71,3 milhões na ante o primeiro trimestre do ano anterior, enquanto o resultado de rendimento de aplicações financeiras teve resultado positivo de R$ 30,2 milhões, frente a R$ 22,8 milhões um ano antes.

A receita líquida consolidada da Cosan somou R$ 9,6 bilhões, alta de 13,3% na comparação annual. A receita líquida da Raízen Combustíveis totalizou R$ 13 bilhões, crescimento de 18,9 por cento, principalmente devido ao aumento de 9,6% no volume total de combustíveis vendidos no período. Já a Raízen Energia teve receita de R$ 2,6 bilhões, alta de 10,8%. O Ebitda foi de R$ 1,026 bilhão, frente aos R$ 911,5 milhões no mesmo período do ano passado.

Eneva
A Eneva (ENEV3) teve prejuízo líquido de R$ 71,9 milhões no primeiro trimestre, recuo de 71,3% sobre o resultado negativo de R$ 250,9 milhões um ano antes, informou empresa de energia.

O resultado negativo entre janeiro e março sofreu o impacto de despesas relacionadas com juros ao fim do período de carência dos empréstimos de longo prazo e maior alavancagem da holding, disse a Eneva em seu relatório e resultados.

A receita operacional líquida da companhia disparou 199,2% e encerrou o trimestre a R$ 586,8 milhões, ao passo em que os custos subiram 58,3% (a R$ 494,8 milhões), mas as despesas diminuíram 5,7% (para R$ 36,8 milhões).

A companhia também reverteu o Ebtida negativo um ano antes e encerrou o trimestre em R$ 103,9 milhões.

Qualicorp
Dando continuidade à temporada de resultados, a Qualicorp (QUAL3) reportou lucro líquido ajustado de R$ 58,6 milhões ao final do primeiro trimestre de 2014, o que representou um aumento de 105,8% na comparação com 2013. O Ebitda ajustado foi de R$ 131,6 milhões, aumento de 40,8% ante o primeiro trimestre do ano passado.

Na mesma base de comparação, a receita líquida evoluiu 22,6%, de R$ 266,8 milhões no primeiro trimestre do ano passado para R$ 327,1 milhões nos três primeiros meses de 2014.

Indusval
O Banco Indusval (IDVL3) registrou prejuízo líquido de R$ 9,9 milhões, um recuo de 89,2% na comparação com o mesmo período do ano passado, quando foi reportado prejuízo de R$ 91,4 milhões. Enquanto isso, os ativos totais somaram R$ 5,032 bilhões, alta de 18,2%. No primeiro trimestre, a carteira de crédito expandida atingiu R$ 3,926 bilhões, alta de 28,8%.

São Carlos
A São Carlos (SCAR3) viu o seu lucro líquido cair 26,3% no primeiro trimestre na comparação com o mesmo período do ano passado, para R$ 30,9 milhões. Sem levar em consideração o impacto positivo de R$ 19,5 milhões na última linha do balanço dos três primeiros meses de 2013 decorrente da venda de imóveis, o lucro líquido teria um crescimento de 37,9%.

Já a receita líquida da São Carlos teve alta de 3,3%, para R$ 67,9 milhões. As despesas gerais e administrativas cresceram 12,1% no trimestre, para R$ 9,5 milhões.

Helbor
A Helbor (HBOR3) registrou um lucro líquido de R$ 51,7 milhões no primeiro trimestre, praticamente estável na comparação com o mesmo período do ano anterior. Enquanto isso, a receita operacional líquida subiu 13,2%, para R$ 428,25 milhões.

As vendas contratadas totais somaram R$ 412,4 milhões e a parte Helbor alcançou R$ 297 milhões, apresentando um crescimento de 25,8% na comparação anual.O VGV total lançado atingiu R$ 247,9 milhõese o VGV Parte Helbor totalizou R$ 163 milhões, correspondendo este a uma redução de 40,9% YoY.

Latam
A maior companhia aérea da América Latina, a Latam Airlines (LATM33), teve prejuízo no primeiro trimestre, enquanto melhoras nos resultados operacionais foram ofuscadas por custos de reestruturação de frotas, um real mais fraco e baixo desempenho de seu negócio de carga.

A companhia, formada pela fusão em 2012 entre a chilena LAN e a brasileira TAM, informou um prejuízo líquido no primeiro trimestre de US$ 41 milhões. Excluindo custos com reestruturação de frota, teve um lucro líquido de US$ 81 milhões. Um ano antes, o lucro líquido foi de US$ 43 milhões. A companhia área tem cortado custos nas rotas brasileiras e reduzindo alavancagem para melhorar margens e rating de dívida.

Vigor
A Vigor Alimentos (VIGR3) teve um lucro líquido de R$ 26,5 milhões nos primeiros três meses do ano, bem acima do resultado líquido também positivo de R$ 1,479 milhão de mesmo período de 2013.

Já a receita líquida alcançou R$ 1,018 bilhão no período, ante R$ 353,3 milhões do primeiro trimestre do ano passado. O Ebitda no trimestre foi de R$ 82,783 milhões, contra R$ 13,8 milhões de igual trimestre de 2013. A margem Ebitda somou 8,1%, 4,2 pontos percentuais acima dos 3,9% do período de janeiro a março de 2013.

Senior Solution
A Senior Solution (SNSL3) registrou um lucro líquido de R$ 4,253 milhões, alta de 109,2% na comparação com o ano anterior, enquanto a receita líquida subiu 7,5% no primeiro trimestre na base de comparação anual, para R$ 16,63 milhões. 

O Ebitda somou R$ 2,28 milhões, forte alta de 721,7% na base de comparação anual, enquanto a margem Ebitda subiu 10,8 pontos percentuais, para 13,7%.

(Com Reuters)

 

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