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Ibovespa alterna entre perdas e ganhos, com forte volatilidade da Petrobras

Noticiário é movimentado, com inflação de abril medida pelo IPCA mostrou variação de 0,67%, abaixo do esperado, enquanto diversas companhias divulgaram resultados; Petrobras alterna entre perdas e ganhos de 1%

SÃO PAULO - Após registrar forte baixa na sessão passada, o Ibovespa abriu com ganhos, mas logo passou a oscilar e virou para baixo no pregão desta sexta-feira (9), em dia de noticiário bastante movimentado.

O noticiário interno é o foco, contando com IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) de abril, a pesquisa Datafolha para a corrida eleitoral e a bateria de resultados do primeiro trimestre de 2014. Com isso, o benchmark da bolsa registra perdas de 0,13%, a 53.353 pontos, às 10h37 (horário de Brasília). As ações da Petrobras (PETR3;PETR4), que subiam 1,5%, viraram para queda de 0,6%, mas logo passaram a registrar ganhos apenas na primeira meia hora do pregão. Vale ressaltar que a companhia divulgou na manhã desta data a conclusão da perfuração do último poço exploratório da cessão onerosa no pré-sal, da Bacia de Santos, comprovando a existência do volume contratado de 5 bilhões de boe (barris de óleo equivalente), informou a companhia nesta sexta-feira em comunicado. 

Em destaque, a pesquisa eleitoral publicada pela Folha de S. Paulo mostrou que, com 37% dos votos, Dilma Rousseff  ainda está na dianteira entre a preferência do eleitorado para se reeleger à presidência. Contudo, as chances de arrematar as eleições logo no primeiro turno diminuíram consideravelmente dado o crescimento de 4 pontos percentuais na intenção de voto em Aécio Neves (PSDB), revela. 

No radar econômico, o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) do mês de abril apresentou variação de 0,67% e ficou abaixo da taxa de 0,92% registrada no mês de março em 0,25 ponto percentual e menor que a estimativa da LCA Consultores, de 0,80%.  Com isto, a variação foi para 2,86% nos primeiros quatro meses deste ano, acima da taxa de 2,50% de igual período de 2013.

Já no noticiário corporativo, a temporada de resultados segue movimentada. Além da expectativa pelo resultado da Petrobras, que sairá nesta sexta-feira após o fechamento do pregão, o mercado repercute os dados da Lojas Americanas (LAME4, R$ 13,56, -0,66%), Cetip (CTIP3, R$ 28,13, -0,39%), TIM (TIMP3, R$ 12,39, -0,56%), BM&FBovespa (BVMF3, R$ 11,60, -1,11%), PDG Realty (PDGR3, R$ 1,57, +0,64%) e Estácio (ESTC3, R$ 25,48, +1,92%), esta última sendo um dos destaques de alta da sessão. 

A Lojas Americanas viu seu lucro cair mais que a metade no primeiro trimestre sobre um ano antes, afetada pela ausência do feriado da Páscoa no período e o efeito de aumento de juros sobre o resultado financeiro. Já a Cetip  teve lucro líquido de R$ 100 milhões no primeiro trimestre, alta de 24,9% ante mesma etapa do ano passado.

A TIM viu seu lucro subir quase 22% de janeiro a março na comparação anual, graças a melhoras operacionais. A BM&FBovespa teve lucro líquido ajustado de R$ 375,3 milhões, queda de 4,9% em relação ao mesmo período do ano passado. A PDG conseguiu reverter o prejuízo de R$ 73,8 milhões apresentado um ano atrás para um lucro líquido de R$ 2,8 milhões, com sua dívida líquida caindo 77%, para R$ 75 milhões. Por fim, o lucro líquido da Estácio cresceu 89% no primeiro trimestre em relação ao mesmo período do ano passado e ficou acima das expectativas no mercado. Sem nenhum grande destaque de queda após a bateria de resultados, a volatilidade das ações da Petrobras contribuem para o movimento indeciso do índice.  

Europa e Ásia
No exterior, o dia é misto, com os principais índices acionários sem uma única direção, após dados abaixo do esperado na China e decisão de separatistas pró-Rússia de manter a votação do referendo para este domingo.

Os preços ao consumidor na China subiram 1,8% em abril ante o ano anterior enquanto que os preços ao produtor caíram 2,0%. Embora os números tenham ficado em linha com previsões, ainda foi o aumento mais lento nos preços ao consumidor em 18 meses, enquanto a deflação ao produtor persistiu, salientando uma demanda fraca.

Investidores seguem atentos aos acontecimentos em Donetsk, na Ucrânia. Mesmo após o pedido do presidente russo, Vladimir Putin, para adia-lo, os rebeldes pró-Rússia decidiram manter o referendo sobre a independência do leste da Ucrânia. 

Na Ásia, os índices do continente fecharam sem uma única direção. O benchmark Nikkei, do Japão, encerrou o pregão em leve alta de 0,25%, chegando a 14.200 pontos, mas encerrou a semana com queda de 1,8%, enquanto no acumulado do ano já aponta para forte baixa de 12,84%.

Já o índice Hang Seng, da Bolsa de Hong Kong, apresentou leve alta de 0,12% e atingiu 21.863 pontos,  enquanto o índice Shanghai Composite da Bolsa de Xangai registrou leve baixa de 0,20%, encerrando a 2.011 pontos.

Na Europa, investidores suguem mais pessimistas com as notícias envolvendo Ucrânia e Rússia e os índices do continente abrem o pregão em queda.

Destaque ainda para as revisões das agências de classificação de risco de países da Europa. A Standard & Poor's manteve o rating soberano de longo prazo de Portugal em BB e revisou a perspectiva da nota para estável, de negativa. "A performance econômica e orçamentária de Portugal superou nossas expectativas", afirmou a agência de classificação de risco. Já a Fitch manteve o rating de longo prazo da Suíça em moeda estrangeira e nacional em AAA, com perspectiva estável. "A Suíça é uma economia rica, altamente avançada, bem diversificada e com uma forte governança e um histórico de sólidas políticas econômicas", afirmou a agência de classificação de risco.

 

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