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Além de Petro-Vale: veja 10 ações que tiveram forte oscilação nesta 2ª

Oi lidera perdas do índice no dia em que será apresentada a precificação de sua ações para concluir sua fusão; Gol sobe 4% com dados operacionais

SÃO PAULO - Não foram apenas as ações da Petrobras (PETR3; PETR4) e da Vale (VALE3; VALE5) que chamaram atenção nesta segunda-feira (28) pela forte oscilação. Outras 13 ações das 72 do Ibovespa também foram destaque, sendo que 7 papéis recuaram mais de 2% e 6 subiram mais de 2%. Na ponta de cima, a Gol (GOLL4) liderou os ganhos, enquanto a Oi (OIBR4) ficou com o pior desempenho do dia em meio à sua oferta de ações.

A companhia de telecomunicação viu suas ações caírem 5,58%, a R$ 2,37 no dia em que será divulgada a precificação do seu aumento de capital - processo que faz parte do acordo para unir a empresa brasileira com a Portugal Telecom. O forte volume que a empresa pretende vender ao mercado colabora para a queda - a oferta pode chegar a até 5,75 bilhões de ações, mais de três vezes o total de papéis que ela atualmente possui no mercado (1,797 bilhão).

Durante a tarde, fontes informaram a agência de notícia Reuters que as ações preferenciais da companhia devem ser precificadas em torno de R$ 2,00, ou seja, no piso da faixa indicativa, que vai de R$ 2,00 a R$ 2,30. Segundo essas fontes, a demanda de investidores atingiu R$ 10 bilhões.

Gol
As ações da Gol registraram alta de 4,04%, para R$ 13,40, atingindo seu maior patamar na Bolsa desde abril do ano passado, após dados operacionais mostrarem um forte crescimento na demanda da companhia aérea no 1º trimestre. Vale lembrar que semana passada os papéis GOLL4 já haviam subido forte diante da expectativa destes números.

Segundo comunicado, a Gol teve crescimento de 1,6% no primeiro trimestre deste ano sobre igual período de 2013, enquanto a demanda disparou 15%. A receita por passageiro (Prask) teve avanço de 18% na mesma base de comparação, informou a companhia.

Hypermarcas
Já as ações da Hypermarcas (HYPE3, R$ 16,25, +1,56%) subiram forte após chegarem a cair 1,31%. A companhia divulgou na sexta-feira seu resultado do 1º trimestre e mostrou números dentro do esperado. Embora a receita líquida e o Ebitda tenham tido crescimento de dois dígitos na comparação com o 1º quarto de 2013 - a receita cresceu 10,5%, para R$ 1,059 bilhão, enquanto o Ebitda subiu 14,0%, para R$ 259 milhões -, o lucro líquido da empresa recuou 11,8% no mesmo período, para R$ 90 milhões.

A reação neutra do mercado pode ser explicada pelo fato dos números terem vindo em linha com as estimativas, conforme aponta a equipe de análise da XP Investimentos. Os analistas destacam, no entanto, o avanço na margem Ebitda da companhia, assim como a redução nas despesas com vendas. O principal destaque operacional no balanço da empresa foi a divisão Farma, que apresentou incremento de 12,5% nas receitas, enquanto a divisão Consumo cresceu 7,8%.

Tractebel
Outra companhia que reflete seu balanço trimestral é a Tractebel (TBLE3, 32,25, +1,16%), que virou após chegar a cair 1,19%, mesmo com seu resultado sendo considerado negativo. É válido mencionar que nos últimos três pregões os papéis da empresa já tinham apresentado queda de 6,18%, o que pode sinalizar uma antecipação dos investidores ao balanço que sairia nesta sessão.

A empresa de energia apresentou um lucro líquido de R$ 289,2 milhões no período, número 31,9% menor em relação aos três primeiros meses do ano passado. O Ebitda caiu 20,3% no mesmo período, para R$ 694,1 milhões. Segundo a equipe de análise da XP, o resultado da Tractebel foi ruim e novamente impactado pelos efeitos do atual cenário do setor elétrico. "O cenário hidrológico desfavorável afeta capacidade da empresa em gerar a energia necessária para seus contratos e expõe a companhia a liquidar as diferenças de energia resultantes ao PLD (preço da liquidação das diferenças)", completa o relatório de análise.

Suzano
Após ficar entre as maiores perdas do Ibovespa na última semana, a Suzano (SUZB5) volta a recuar nesta segunda-feira com queda de 3,82%, a R$ 7,30. Além do cenário de queda do dólar, que volta a se aproximar dos R$ 2,22, na última semana, seus dois pares na Bolsa, Fibria (FIBR3) e Klabin (KLBN4), divulgaram resultados desanimadores do primeiro trimestre, o que, segundo analistas, acaba pressionando o setor como um todo.

Além disso tudo, os temores de um racionamento de água começam a pesar para as empresas do setor. Na indústria do papel, a água corresponde a 98% do processo de fabricação, ou seja, com a falta de chuvas e os riscos de racionamento, a produção de algumas empresas poderia ser prejudicada. Fechando o cenário negativo, analistas ainda projetam queda nos preços da celulose para este ano, o que impacta ainda mais as receitas dessas empresas.

HRT
Fora do Ibovespa, as ações da HRT (HRTP3, R$ 0,68, -8,11%) voltaram a cair forte após recuarem 10% na última sessão. Com isso, os papéis acumulam perdas de mais de 20% desde quinta-feira. Nesse período, repercute negativamente a notícia de que a empresa ficou sem acordo para comprar 30% do campo de Polvo, na Bacia de Campos (RJ). A parceria era tida como natural para a empresa, já que a BW Offshore é dona da plataforma de petróleo que atualmente opera a área. 

Segundo o esclarecimento da HRT, como houve vencimento da LOI (protocolo de intenção não vinculante) sem que um acordo fosse fechado, não houve comunicado ao mercado sobre o assunto. Apesar de ter cancelado a compra, a HRT afirma que o contrato da BWO como operadora do FPSO Polvo tem validade até o terceiro trimestre de 2015, com opção de renovação até o terceiro trimestre de 2022.

Cremer
Já as ações da Cremer (CREM3, R$ 16,62, +3,42%), subiram mais de 4% com novas notícias sobre a OPA (Oferta Pública de Aquisição) feita pela Arapaima Participações. O leilão será realizado na Bovespa no dia 28 de maio às 16h, segundo edital sobre a oferta divulgado nesta segunda-feira, e serão oferecidos R$ 17,00 por cada ação da companhia.

A proposta foi feita através da Arapaima Participações, cujas ações são inteiramente detidas por fundos de investimentos sob gestão discricionária da Tarpon (TRPN3). Esses fundos são titulares de cerca de 71,98% do capital social da Cremer.

Santos Brasil
As units do Santos Brasil (STBP11, R$ 18,51, -0,38%) passaram a marcar queda após subirem 5% nos minutos iniciais do pregão, mesmo após a companhia divulgar fato relevante no último domingo trazendo uma "solução" encontrada entre dois importantes acionistas do grupo para encerrar os litígios entre eles. Os acionistas da empresa incluem os Grupos Opportunity e Dório, que em fevereiro do ano passado pediram procedimento arbitral contra o Grupo Multi STS, também acionista da empresa, pedindo a nulidade de exercício de direito de compra e venda das ações da companhia. 

A solução, segundo o comunicado, seria a migração da empresa para o Novo Mercado, com a conversão das ações preferenciais em ordinárias, na proporção de uma ação ordinária para cada ação preferencial. A mudança no nível de governança corporativa, por sua vez, está condicionada à prorrogação, pelo poder concedente, do arrendamento do Tecon Santos pela empresa por mais 25 anos.

Magazine Luiza
A Magazine Luiza (MGLU3) registrou alta de 3,81%, a R$ 7,35 com um volume que superou o dobro de sua média, atingindo R$ 8,9 milhões. Na última semana, a companhia informou que encerrou um programa de recompra de ações iniciado 18 de setembro de 2013 e que teria duração de um ano. A companhia adquiriu 5 milhões de ações, que foram canceladas sem a redução do capital social da empresa. 

Com o encerramento do programa, a companhia aproveitou para anunciar um novo programa de recompra, novamente com a aquisição de até 5 milhões de papéis ordinários, o que representa atualmente 2,75% das ações totais emitidas pela companhia e a 9,25% das ações em circulação. O programa terá duração e um ano, se encerrando em 24 de abril de 2015.

GOLL4

 

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