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Elétricas sobem pelo 3º dia e Vale lidera perdas; veja outros 10 destaques

Em sessão bastante volátil, Sabesp sobe mais de 3% com noticiário agitado e exportadoras recuam mesmo com alta do dólar

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(Agência Vale)

SÃO PAULO - Em uma volta de feriado bastante volátil, pesou para o índice o desempenho das blue chips, que recuaram mais de 2% e puxaram o Ibovespa para o negativo, com destaque para a Petrobras (PETR3; PETR4), Vale (VALE3; VALE5) e siderúrgicas. Enquanto isso, na ponta positiva, além das companhias elétricas, chamou atenção a Prumo (PRML3, R$ 1,21, +5,22%), Oi (OIBR4, R$ 2,72, +3,82%) e Dasa (DASA3, R$ 14,30, +6,72%), companhias que registraram fortes quedas nas últimas semanas.

No caso da Petrobras e da Vale, as perdas foram acentuadas após o vencimento de opções sobre ações - evento que normalmente provoca uma forte oscilação nos papéis mais líquidos da Bovespa. As ações ordinárias da petrolífera caíram 2,50%, a R$ 15,24, enquanto as preferenciais recuaram 2,56%, para R$ 15,96. Sobre a mineradora, as ações da companhia acompanham o movimento registrado na Nyse (New York Stock Exchange) na véspera, quando caíram cerca de 2%. Os papéis ON da Vale fecharam com perdas de 2,97%, a R$ 30,71 - pior desempenho do Ibovespa -, enquanto os preferenciais caíram 1,75%, para R$ 28,04.

Além disso, o noticiário corporativo da empresa foi movimentado no feriado. Nesta semana, o STJ (Superior Tribunal de Justiça) poderá voltar a analisar a questão da taxação sobre o lucro de empresas controladas e coligadas no exterior. Além disso, está em destaque a informação de que o governo da Guiné aprovou as conclusões de uma comissão governamental criada para investigar acordos de mineração do país, que na semana passada recomendou que a Vale e a BSG Resources tivessem suas licenças para o projeto de minério de ferro Simandou retiradas.

Elétricas
Do lado positivo, chamaram atenção as ações das companhias elétricas, que tiveram novo pregão de forte alta após subirem forte nas últimas sessões. Destaque para a Light (LIGT3, +4,41%, R$ 19,42), Cesp (CESP6, +2,40%, R$ 28,21), Eletrobras (ELET3, +3,00%, R$ 7,90; ELET6, +0,58%, R$ 12,05) e Eletropaulo (ELPL4, +4,01%, R$ 9,60), que chegam ao terceiro dia de ganhos.

Ainda com forte alta, chamaram atenção a Copel (CPLE6, +2,93%, R$ 33,37), Energias do Brasil (ENBR3, +1,53%, R$ 10,60), CPFL Energia (CPFE3, +1,69%, R$ 19,88) e Taesa (TAEE11, +2,29%, R$ 20,58).

Sabesp
As ações da Sabesp (SBSP3) registraram alta de 3,11%, cotadas a R$ 21,55, após Arsesp (Agência Reguladora de Saneamento e Energia de São Paulo) ter autorizado o reajuste de 5,44% para as tarifas da companhia estadual de água. O reajuste deveria ter sido divulgado em 10 de janeiro, mas a divulgação foi adiada pela agência. Em fevereiro, a agência havia informado proposta para reajuste das tarifas em 4,66%, abaixo do pleiteado pela empresa e que desagradou investidores.

Ainda sobre a empresa, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), disse na última segunda-feira (21) que os moradores da região metropolitana de São Paulo abastecidos pelo Sistema Cantareira, da Sabesp, vão ser multados se aumentarem o consumo de água. A cobrança começará em maio. Vale destacar também, que nesta terça-feira o nível do Sistema Cantareira atingiu 11,9%, renovando seu menor nível na história.

Exportadoras
Na ponta negativa, além da Petrobras e da Vale, pesaram para o índice as ações das siderúrgicas, companhias de papel e celulose e a Embraer, todas companhias com receitas atreladas ao dólar. Apesar de queda desses papéis, a moeda norte-americana registrou alta neste pregão, fechando em R$ 2,2418. Por outro lado, o BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social) desmentiu os boatos surgidos no feriado de que iria ajudar financeiramente as empresas exportadoras.

Nesta sessão, as ações da Gerdau (GGBR4, R$ 13,60, -1,66%), Metalúrgica Gerdau (GOAU4, R$ 16,44, -2,84%), CSN (CSNA3, R$ 9,25, -1,28%), Fibria (FIBR3, R$ 23,29, -1,90%) Suzano (SUZB5, R$ 8,10, -1,22%) e Embraer (EMBR3, R$ 18,93, -2,82%) ficaram entre as maiores perdas do dia.

Cyrela
A Cyrela (CYRE3) viu suas ações subirem 1,63%, sendo cotadas a R$ 13,72, depois de divulgar sua prévia operacional do primeiro trimestre. A empresa viu seus lançamentos dobrarem no período na comparação com o mesmo trimestre do ano passado, marcando a cifra de R$ 1,914 bilhão, impulsionados por novos empreendimentos no Rio de Janeiro e uma base de comparação fraca, com forte redução na participação de parceiros da companhia. Segundo o Credit Suisse, os números foram positivos, com boas surpresas para os lançamentos e vendas registradas entre os meses de janeiro e março.

Via Varejo
As units da Via Varejo (VVAR11) caem 3,77%, sendo cotadas a R$ 23,00, depois que a empresa anunciou a saída de seu CEO (Chief Executive Officer), Francisco Valim. Seu cargo será ocupado por Líbano Barroso, que é membro do conselho de administração da Via Varejo e diretor vice-presidente de Desenvolvimento Estratégico do Grupo Pão de Açúcar (PCAR4).

Para o Credit Suisse, a notícia é negativa pois mesmo à frente da empresa há menos de um ano, o executivo conduziu o roadshow do IPO (Inicial Public Offering) da Via Varejo. Além disso, não há muita clareza com relação aos motivos da saída de Valim. Segundo os analistas, uma série de questões podem surgir aos investidores dado que o fato relevante sobre o assunto foi bem vago. Entre elas: 1ª) Por que sair dias antes do anuncio do resultado?; 2ª) Não poderia ter esperado para sair junto com resultados bons?; 3ª) Estaria ele desconfortável com o guidance?; 4ª) Como estariam as negociações entre Nova.com, CBD e Vvar?; 5ª) Qual o compensation dele nesse período?; e 6ª) Muda algo na estratégia de expandir em telecom retail?. Ou seja, muitas perguntas sem resposta ainda, reforçam.

Eztec
A Eztec (EZTC3) fechou com queda de 0,66%, a R$ 27,30, após divulgar na última quinta-feira (17) sua prévia operacional referente ao primeiro trimestre deste ano. Para a XP Investimentos, as vendas e VSO (Volume Geral de Vendas) da empresa foram os pontos fracos no período. Entre os meses de janeiro a março de 2014, a construtora lançou 790 unidades, totalizando um VGV (Volume Geral de Vendas) de R$ 311,2 milhões, crescimento de 7% contra o mesmo período do ano anterior. Entretanto, na comparação com o trimestre anterior, houve queda de 12% (R$ 292 milhões).

Já as vendas contratadas da empresa somaram R$ 143 milhões, queda de 31% na comparação anual. Na comparação com o trimestre anterior, houve um recuo de 47%. O VSO (Velocidade de Vendas) caiu para 11%, enquanto no primeiro trimestre de 2013 foi de 18,9%.

JB Duarte
Pelo segundo pregão seguido, as ações da JB Duarte (JBDU4) foram destaque fora do Ibovespa. Após disparar 50% na última sessão, os papéis da companhia subiram mais 41,18% nesta terça-feira, a R$ 0,24 - na máxima do dia, as ações chegaram a subir 58,82%. Com isso, nos últimos 7 pregões, os papéis JBDU4 acumulam ganhos de 100%.

No final da última semana, a empresa afirmou que seu projeto imobiliário em Cabreuva deve receber aprovação da prefeitura ainda em 2014, após 4 anos de espera. Em comunicado, a companhia ressaltou que em seus últimos relatórios, como divulgação de resultados, já havia enfatizado seus esforços para conseguir implementar o projeto. "Nosso projeto atual para a referida área é de vender cerca de 600 lotes de 250 m² ao preço médio atual de R$ 100 mil por lote. Desta forma, estimamos aos preços de hoje um VGV (Valor Geral de Vendas) de R$ 60 milhões", afirmou a companhia.

Em maio do ano passado, as ações da JB Duarte eram negociadas a R$ 0,01, quando a companhia decidiu realizar um grupamento de 100 para 1, levando suas ações a serem negociadas a R$ 1,00. Apesar de realizar o movimento visando dar liquidez para o papel e evitar o negócio com seus ativos valendo apenas centavos, as ações não conseguiram manter o patamar e já recuaram 80% desde então.

 

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