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Petrobras e estatais caem 3% em dia de correção; Usiminas desaba 6% à espera do Cade

Três estatais da Bolsa perderam mais de R$ 8 bilhões de valor de mercado apenas nesta terça-feira; exportadoras voltam a derrapar com queda do dólar6%

plataforma da Petrobras
(Divulgação/Petrobras)

SÃO PAULO - Após um longo rali que marcou ganhos na casa dos 50%, as três companhias estatais seguiram o desempenho do Ibovespa e fecharam com significativas quedas nesta terça-feira (8). De 18 março pra cá, os papéis de Petrobras (PETR3; PETR4), Eletrobras (ELET3; ELET6) e Banco do Brasil (BBAS3) acumularam fortes ganhos, repercutindo as notícias sobre pesquisas eleitorais.

Com queda de 2,84% neste pregão, os papéis PETR3 fecharam o dia cotados a R$ 15,40, enquanto os preferenciais recuaram 2,86%, para R$ 15,99. Com isso, a petrolífera viu seu valor de mercado recuar R$ 5,982 bilhões apenas nesta sessão. Já as ações do Banco do Brasil, recuaram 2,85%, para R$ 24,19, significando uma perda de R$ 2,034 bilhões em valor para a companhia.

Enquanto isso, os ativos ordinários da Eletrobras se desvalorizaram 1,35%, cotados a R$ 7,30, representando uma perda para a empresa de R$ 108,7 milhões, enquanto as ações preferenciais tiveram queda de 1,35%, para R$ 11,82 - R$ 42,4 milhões a menos no capital da empresa. Com isso, a companhia elétrica registrou uma perda de R$ 151,2 milhões em valor.

Ação Cotação
07 de abril
(em R$) 
Cotação
08 de abril
(em R$) 
Queda Perdas em valor
de mercado
(em R$ milhões) 
PETR3 15,85 15,40 2,84% 3.349
PETR4 16,46 15,99 2,86% 2.632
ELET3 7,40 7,30 1,35% 108,7
ELET6 11,98 11,82 1,34% 42,4
BBAS3 24,90 24,19 2,85% 2.034
TOTAL 8.167

Outras destaques de queda:

Fora as estatais, outras ações chamaram atenção pelo desempenho negativo, caso da Usiminas (USIM5), que teve queda de 6,07%, a R$ 9,59, liderando as perdas do Ibovespa. Vale ressaltar que o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) julga na próxima quarta-feira a operação envolvendo a compra das ações da Usiminas pela CSN (CSNA3). Há dois anos, o Cade, em medida preventiva, impediu a CSN de comprar novas ações da Usiminas.

Em compras na Bolsa, a siderúrgica já havia atingido 15,91% do capital social da concorrente. A CSN também foi proibida de indicar membros para o conselho fiscal e administrativo da Usiminas. Agora, o Cade vai avaliar quais os impactos de uma concorrente do porte da CSN ter participação nas deliberações da Usiminas. Se julgar que isso gera riscos, pode determinar que a operação seja desfeita toda ou em parte.

Enquanto isso, pressionadas por um novo cenário de dólar mais baixo, as ações das companhias de papel e celulose, Klabin (KLBN4), Fibria (FIBR3) e Suzano (SUZB5) recuaram 4,51%, 4,55% e 4,74%, respectivamente, cotadas a R$ 2,33, R$ 23,91 e R$ 7,84. As três empresas acabam prejudicadas com a moeda norte-americana mais desvalorizada já que, por possuírem um perfil mais exportador, tem suas receitas impactadas.

 

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