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TEMPO REAL: Petrobras dispara 4,5% com rumor de queda de Dilma em pesquisa eleitoral

Acompanhe aqui a atualização dos principais destaques da Bolsa nesta quarta-feira

13h23 (1ª versão às 12h36): Petrobras
As ações da Petrobras (PETR3; PETR4) ganham força nesta tarde, com rumor de que o Planalto já trabalha com queda de Dilma em uma pesquisa de intenção de voto do Datafolha, que entrou em campo nesta quarta-feira e vai até sexta-feira, de acordo com coluna do jornalista Kennedy Alencar. Os papéis ordinários sobem 4,58%, a R$ 15,74, enquanto os preferenciais avançam 4,68%, a R$ 16,55.

Com a queda de Dilma nas pesquisas, o mercado se mostra com menor aversão ao risco ao investir em estatais. "Faz sentido que o mercado esteja trabalhando com uma queda de Dilma nas pesquisas, uma vez que outros eventos negativos foram revelados, como a polêmica de Pasadena", disse William Alves, analista da XP Investimentos. 

Os rumores de que os candidatos da oposição teriam crescido na preferência dos eleitores na pesquisa Ibope divulgada no último dia 20 de março impulsionou as ações das estatais brasileiras, que subiram forte indicando a insatisfação do mercado com as medidas adotadas por Dilma Rousseff. Contudo, a pesquisa Ibope não revelou uma mudança significativa no quadro eleitoral. Na última quinta-feira (27), bastou ser divulgada pesquisa do mesmo instituto apontando queda da popularidade de Dilma para as ações das estatais dispararem novamente.

13h23 (1ª versão às 11h13): Elétricas
As ações do setor elétrico sobem nesta sessão depois que o governo federal publicou decreto quecria a Conta-ACR (Conta no Ambiente de Contratação Regulada) para cobrir, total ou parcialmente, as despesas de concessionárias de distribuidoras de energia elétrica devido à exposição no mercado de curto prazo e ao despacho de usinas termelétricas. 

Neste momento, as ações da Eletrobras (ELET3,+7,56%, R$ 7,26; ELET6+5,52%, R$ 11,47) figuram entre as maiores altas do Ibovespa, também favorecidas pelos rumores da pesquisa eleitoral que disparou os papéis da Petrobras. Eletropaulo (ELPL4+5,04%, R$ 8,97), Cemig (CMIG4+5,52%, R$ 15,87), Light (LIGT3+3,62%, R$ 19,17), Transmissão Paulista (TRPL4+1,67%, R$ 24,74), Cesp (CESP6+3,07%, R$ 27,21) e CPFL Energia (CPFE3,+1,84%, R$ 18,78) avançam mais de 1%.

11h43: Siderúrgicas
Enquanto as Usiminas (USIM5) sobem 0,70%, a R$ 10,01, os papéis da Gerdau (GGBR4) recuam 0,57%, R$ 14,01. Em relatório, o Credit Suisse reforçou o papel da Usiminas como seu top pick, vendo um potencial de valorização superior a 50%. Por sua vez, os analistas comentaram que, mesmo com a underperform (desempenho abaixo da média) no ano da Gerdau, ainda há espaço para mais quedas. 

Em relação à Usiminas, ainda vale a pena lembrar que a Usiminas informou que os fundos da Black Rock, maior gestora de ativos no mundo, reduziram suas exposições nas ações da siderúrgica para 4,99%. 

10h58: MMX
As ações da MMX Mineração (MMXM3) voltam a disparar nesta sessão, ainda em reflexo à divulgação da primeira prévia do Ibovespa na véspera. Neste momento, os papéis sobem 6,34%, sendo cotados a R$ 3,02, depois de terem registrado valorização de 10,94% na véspera. Desde o fechamento de sexta-feira, as ações já subiram 20,32% 

A primeira prévia do Ibovespa confirmou a volta da mineradora do Grupo EBX ao principal índice de ações da Bovespa - conforme era esperado por bancos de investimentos. Com os papéis da empresa voltando ao Ibovespa, os fundos que têm como objetivo acompanhar o índice terão que encarteirar os papéis da companhia para continuar acompanhando o desempenho do benchmark, o que gerará uma grande pressão compradora nos papéis. 

10h49: Exportadoras 
As exportadoras refletem dados fracos da MDIC (Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior) de março. No caso das empresas de celulose, as exportações registraram queda em volume de 12,9% na comparação anual; em relação a fevereiro de 2014, houve retração de 7,4% no volume exportado. Segundo a XP Investimentos, os números são marginalmente ruins para as empresas brasileiras, destacando Fibria (FIBR3, +0,84%, R$ 25,31) e Suzano (SUZB5, -0,36%, R$ 8,37), dado a menor receita obtida.  

Já em relação ao açúcar, o Brasil exportou em março 1,553 milhão de toneladas de açúcar bruto e refinado, volume 29,12% menor na comparação anual e 13,72% inferior na relação com o mês anterior. A XP avaliou os dados como ruins para São Martinho (SMTO3, +0,49%, R$ 30,80), Cosan e Tereos (TERI3, -0,59%, R$ 1,68).

Por fim, os números de exportação também foram ruins aos produtores de carnes, avaliou a corretora. Destaque para Minerva (BEEF3, -1,02%, R$ 9,75), Marfrig (MRFG3, -0,45%, R$ 4,41) e JBS (JBSS3, +2,38%, R$ 7,73). No tocante a frangos, houve melhora marginal ante fevereiro o que é um bom sinal, mas os dados ainda mostram a fraqueza deste mercado, segundo dados anuais. Ruim para BRF (BRFS3, +0,48%, R$ 45,67).

10h32: ALL
As ações da ALL (ALLL3) caem 1,15%, a R$ 7,72. A Cosan (CSAN3, -1,05%, R$ 34,73) informou na noite da véspera que aceitou o pedido da ALL para estender o prazo para aprovação da proposta de fusão entre a companhia de logística e a Rumo. Com isso, a ALL deve dar uma resposta sobre o assunto até o dia 15 de abril - o prazo anterior era até 5 de abril.

No dia 24 de fevereiro, a Cosan confirmou sua proposta para incorporação da companhia pela Rumo. Na nova empresa, a ALL foi avaliada em R$ 6,958 bilhões, equivalente a R$ 10,18 por ação, e a Rumo em R$ 4 bilhões, o que corresponde a um preço implícito de R$ 3,90 por ação. Com a incorporação, a ALL passará a deter 63,5% da nova companhia, enquanto os acionistas da Rumo ficarão com 36,5%, podendo tal relação de troca ser ajustada em caso de eventuais distribuições de recursos pela Rumo ou pela ALL aos seus acionistas a partir desta data. Já a Cosan será responsável por indicar a maioria dos conselheiros da companhia combinada.

10h16: Oi
A Oi (OIBR4) inicia o pregão desta quarta-feira em forte alta depois que a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) revogou a decisão que suspendia a oferta pública de distribuição primária de ações da empresa. Neste momento, as ações preferenciais lideram os ganhos do Ibovespa, com valorização de 4,86%, a R$ 3,02. As ações ordinárias OIBR3, que não são negociadas no índice, registram alta de 5,28%, a R$ 3,19. 

Segundo comunicado, a partir desta quarta-feira (2), está liberada a realização da oferta, fator importante para a conclusão da fusão entre a companhia e a Portugal Telecom. A suspensão ocorreu após declarações do presidente da companhia Zeinal Bava publicadas nos sites Exame.com R7 Notícias e Estadão.com.br, envolvendo a oferta, o que vai contra o artigo 48, inciso IV, da Instrução CVM nº 400/03. No dia 27, a CVM informou o mercado que a oferta ficaria suspensa por 30 dias.

10h05: OGX
As  ações da OGPar (OGXP3), ex-OGX Petróleo, caem 8,33% nesta manhã, sendo cotadas a R$ 0,22, depois do resultado do quarto trimestre. A empresa encerrou 2013 com prejuízo líquido de R$ 17,4 bilhões. Em 2012, as perdas ficaram em R$ 1,17 bilhão. Esse foi o maior prejuízo entre as empresas de capital aberto brasileiras desde 1986, segundo levantamento da Economatica.

A petrolífera encerrou o ano com R$ 26 milhões em caixa, contra R$ 3,38 bilhões em 2012. A receita líquida foi de R$ 174 milhões no trimestre, praticamente estável, e de R$ 870 milhões em 2013. 

 

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