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Sabesp dispara 8% e BB Seguridade sobe 4% após resultado; veja mais 15 destaques

Siderúrgicas ficam entre os maiores ganhos do índice com CSN subindo 3%, enquanto varejistas ficam entre as poucas perdas da sessão

Sabesp ETA - Taiaçupeba
(Divulgação Sabesp)

SÃO PAULO - Após ameaçar uma virada para o negativo no início da tarde, o Ibovespa consolidou alta e conseguiu encerrar esta terça-feira (11) com fortes ganhos de 1,58%, aos 48.462 pontos. Na ponta positiva, foram 6 ações das 72 do índice com alta de mais de 4%, enquanto 11 papéis fecharam no negativo, sendo apenas 2 com queda de mais 1%.

Liderando o índice praticamente desde a abertura, destaque para as ações da Sabesp (SBSP3), que dispararam 8,20%, a R$ 24,01, em meio à expectativa de divulgação sobre sua revisão tarifária. A Arsesp (Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo) confirmou que ainda nesta terça-feira irá apresentar o preço máximo inicial (P0) e fator de eficiência (Fator X), que são a base para o cálculo dos novos preços de tarifas da companhia.

Analistas têm ressaltado a urgência desse reajuste e que este seria o único meio de conseguir "salvar" o balanço da companhia de saneamento, já que a empresa tem sofrido bastante com a falta de chuvas. Segundo a equipe do Safra, nem a volta das chuvas agora poderia melhorar o resultado da empresa e a revisão se torna o único meio de compensar as perdas. A notícia ajuda também a elevar as açõesda Copasa (CSMG3, R$ 33,42, +6,60%) e da Sanepar (SAPR3, R$ 5,27, +5,82%).

BB Seguridade sobe 4% após resultados
Outra companhia que ficou entre os maiores ganhos do dia foi a BB Seguridade (BBSE3), que viu suas ações subirem 4,26%, a R$ 24,50, diante do otimismo do mercado com os números do quarto trimestre. A empresa de seguros, previdência e capitalização do Banco do Brasil (BBAS3) viu seu lucro líquido ajustado crescer 49,8% em 12 meses, indo para R$ 707,4 milhões no quarto trimestre de 2013. O resultado dos últimos três meses do ano passado foi impulsionado, segundo a empresa, pelo crescimento de 80,1% do resultado do segmento de vida, habitacional e rural (BB Mapfre SH1) e ainda pelo avanço de 39,9% da receita de comissões, em função da expansão do volume de negócio.

Para a equipe de análise da Planner Investimentos, o resultado da companhia foi positivo. Eles destacam que o faturamento total das companhias coligadas, inclusas as receitas com seguros, previdência aberta e capitalização, cresceu 30,1% sobre 2012 totalizando R$ 43,3 bilhões, assegurando a liderança em receitas totais nos segmentos em que atua, com 24,3% de participação de mercado.

Santos Brasil ameniza perdas, mas fecha em queda
Por outro lado, a Santos Brasil (STBP11) encerrou esta sessão com queda de 0,20%, a R$ 15,02 - após chegar a recuar 4,65% durante no intraday. A companhia registrou receita líquida de R$ 355,7 milhões no quarto trimestre de 2014, crescimento de 3,8% na comparação com o mesmo período do ano anterior. O lucro líquido no trimestre caiu 8,7%, para R$ 78,8 milhões.

A companhia afirmou que irá apostar na redução de custos para recuperar a margem Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) neste primeiro trimestre. Em 2013, o ambiente mais competitivo e o rearranjo dos serviços no terminal de contêineres Tecon Santos, o maior negócio da holding, influenciaram o resultado. Segundo o iretor econômico financeiro e de relações com investidores da empresa, Washington Kato, a empresa teve aumento de custos com fretes logísticos para atender os clientes de importação que, mesmo tendo migrado para outros terminais em Santos, continuaram usando os serviços de armazenagem do Tecon Santos.

Outros destaques:

Siderúrgicas
Após chegar a recuar 1% e pressionar o Ibovespa no início do pregão, as ações da companhias siderúrgicas ganharam força no início da tarde e se mantiveram na ponta positiva durante o resto do dia. O destaque ficou para os ativos da CSN (CSNA3, R$ 11,60, +3,20%), que subiu forte, mas ainda acumula perdas de 19,33% em 2014.

Acompanhando o movimento, os papéis de Usiminas (USIM5, +1,37%, R$ 11,85), Gerdau (GGBR4, +0,61%, R$ 16,51) e Metalúrgica Gerdau (GOAU4, +0,93%, R$ 20,55) também subiram.

TIM
Entre as ações que não conseguiram aproveitar a sessão positiva estão os papéis da TIM (TIMP3, -0,24%, R$ 12,70). A companhia refletiu a notícia de um jornal italiano de que o destino da empresa ainda é incerto. Segundo o jornal Il Sole 24 Ore, o BTG Pactual, banco brasileiro que assessora a TIM, não recebeu ofertas maiores que € 6 bilhões (ou US$ 8,2 bilhões) pela unidade.

O investidor Marco Fossati tem pressionado por uma fusão entre TIM e a GVT, unidade brasileira da francesa Vivendi, e havia expectativa de que a TIM atrairia maiores ofertas. Diante das incertezas, as ações da Telecom Italia caem 2,06% nesta manhã na bolsa italiana, o que deixa uma expectativa de que os papéis da subsidiária brasileira devam acompanhar o movimento.

ALL
Chamaram atenção também as ações da ALL (ALLL3), que tomaram fôlego nesta sessão depois de nove quedas consecutivas, quando acumularam perdas de 15,6%. Nesta tarde, os papéis registraram alta de 0,36%, sendo cotados a R$ 5,59. Na última sexta-feira, uma notícia de que a concessionária de ferrovias estava envolvida em mais uma ação judicial relacionada a carregamento de açúcar ajudou a pressionar ainda mais as ações. Conforme apurou o Valor, a Agrovia reivindica indenização e multas por não atendimento de contrato que podem chegar a R$ 580 milhões.  

Dasa
As ações da Dasa (DASA3) tiveram leve alta nesta terça-feira, depois da oferta pública voluntária em que o empresário Edson Bueno assumiu o controle da maior companhia de medicina diagnóstica do Brasil. Após chegar a subir 2,53%, para R$ 15,38, os papéis da companhia perderam força e fecharam com alta de 0,67%, a R$ 15,10. A oferta pública de segunda-feira terminou com adesão de 38,34% dos acionistas da companhia, o que elevou a participação de Bueno e sua sócia, a esposa Dulce Pugliese de Godoy Bueno, para 61,92% do capital da Dasa.

Varejistas
Do lado negativo do índice, chamaram atenção os papéis das companhias de varejo, que a partir da próxima semana começam a divulgar seus resultados de 2013. Antes disso, já nesta quinta-feira (13), serão apresentados os dados do comércio no Brasil no último ano.

Entre os destaques de ações dentro do Ibovespa ficaram os papéis da Lojas Renner (LREN3, R$ 54,05, -1,28%), Lojas Americanas (LAME4, R$ 14,40, -0,48%), Cia. Hering (HGTX3, R$ 25,25, -0,08%) e Natura (NATU3, R$ 38,77, -0,21%). Fora do índice, atenção para os ativos da B2W (BTOW3, R$ 22,38, -2,70%) e Marisa (AMAR3, R$ 14,70, -3,42%).

Abril Educação
Fora do Ibovespa, as ações da Abril Educação (ABRE11) ganharam destaque, com valorização de 6,78%, cotadas a R$ 28,50, depois de terem atingido na máxima do dia alta de 7,49%, a R$ 28,69. Além do forte avanço, o volume financeiro também impressionava e alcançava R$ 13,625 milhões, contra média diária de R$ 4,679 milhões. Nesta manhã, a empresa esclareceu que está analisando oportunidades estratégicas relacionadas ao seu investimento na Abril Educação, o que poderá inclusive envolver a alteração na composição do controle da empresa. Os bancos Itaú BBA e BTG Pactual foram contratados pela Abrilpar, na qualidade de acionista controladora da companhia, para auxiliá-la na análise dessas potenciais oportunidades.

Gafisa
Na última sexta-feira, a Gafisa (GFSA3) anunciou que estuda separar suas operações das da Tenda, o que fez com que as ações tivessem fortes ganhos. Nesta sessão, a companhia estendeu o movimento e fechou o dia com alta de 0,60%, atingindo R$ 3,35. Em relatório, o Credit Suisse afirmou que a notícia é bastante positiva para a Gafisa, mas ainda não é motivo para compra das ações.

Mesmo vendo como positiva essa separação, os analistas do banco mantêm a recomendação de manutenção para os papéis da companhia. "Esperamos que a Gafisa vá enfrentar vários desafios em 2014, principalmente com cancelamentos de vendas e conclusão dos inventários, que devem continuar a impactar na margem bruta da empresa", destacam.

Souza Cruz
Entre as perdas do dia, atenção também para a Souza Cruz (CRUZ3), que viu seus papéis recuarem 0,65%, a R$ 19,90. Na véspera, as ações da companhia já haviam recuado 3,66% após a divulgação do resultado do quarto trimestre. A fabricante de cigarros registrou lucro líquido de R$ 1,69 bilhão em 2013, alta de 3,2% em relação aos 12 meses anteriores. A receita líquida subiu 2,5% de janeiro a dezembro, para R$ 6,29 bilhões.

Após um longo período de valorização sem interrupções significativas, a Souza Cruz agora vive um momento conturbado na bolsa, em reflexo ao aumento da desconfiança do mercado com relação à sua capacidade de entregar bons resultados em meio a um cenário de concorrência cada vez mais voraz e desleal.

 

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