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Dia de repique leva a alta do Ibovespa, que busca recuperação após despencar na véspera

Petrobras e Vale têm alta após despencarem na véspera; dia é positivo para o Itaú Unibanco após divulgação de resultados

SÃO PAULO - Após a forte queda na véspera de 3,13% e atingir o menor patamar em sete meses, o Ibovespa busca se recuperar na sessão desta terça-feira (4). Às 10h25 (horário de Brasília), o índice registrava ganhos de 0,71%, a 46.585 pontos. As ações da Petrobras (PETR3;PETR4) e da Vale (VALE3;VALE5), após a expressiva queda na última segunda-feira, buscam se recuperar; enquanto as ações da petrolífera registram alta de cerca de 1% após caírem 5,7% na segunda-feira, os ativos da mineradora registram ganhos de 0,4%, diminuindo as altas em relação ao início da sessão. 

O noticiário corporativo ganha destaque, em meio à divulgação do balanço do Itaú Unibanco (ITUB4), que é destaque de ganhos após divulgar um lucro líquido recorrente de quarto trimestre acima da expectativa média do mercado impulsionado por redução de provisões, receitas maiores e alta de 13% na carteira de crédito. As ações do banco registram alta de 3,58%, a R$ 30,95. As ações de outros papéis do setor bancário também registram ganhos e impulsionam o índice, com destaque para o Bradesco (BBDC3, R$ 27,86, +1,93%; BBDC4, R$ 25,79, +2,14%) e Banco do Brasil (BBAS3, R$ 20,38, +1,29%). 

Apesar da alta do índice nesta sessão, a tendência do mercado ainda é bastante negativa. O benchmark da bolsa brasileira registrou perdas de mais de 7% em janeiro, no seu pior primeiro mês do ano desde 1995 e iniciou fevereiro em forte queda, acompanhando os dados decepcionantes da produção industrial dos Estados Unidos na véspera e seguindo os temores do mercado com os países emergentes, que também afeta as bolsas pelo mundo. Nesta data, após fortes perdas na véspera, os índices futuros norte-americanos apontam para uma sessão de leve alta. 

Na tarde desta terça-feira, será relevado o Factory Orders de dezembro nos EUA, índice que mede o volume de pedidos feitos à indústria como um todo. Na véspera, os dados da economia norte-americana, o ISM, reportou baixa desaceleração na atividade industrial, levando os investidores a se questionarem quanto ao ritmo da maior economia mundial. Desta forma, a expectativa é pela divulgação do payroll na sexta-feira para observar como anda a situação do mercado de trabalho no país.

A produção industrial também ganha destaque no Brasil, com a divulgação dos números de dezembro pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A produção industrial brasileira encerrou 2013 com uma alta acumulada de 1,2%, mesmo depois de recuar 3,5% em dezembro ante o mês anterior, pior resultado desde dezembro de 2008. 

Ásia em queda
O mercado acionário asiático nesta terça-feira (4) teve dia com perdas e cautela após dados econômicos dos EUA decepcionarem. O indicador de atividade fabril do país caiu para 51,3 no mês passado, menor nível desde maio de 2013, ante 56,5 visto em dezembro, com o avanço de novos pedidos despencando para o menor nível em 33 anos.

Além do dado econômico bem abaixo do esperado, as ações nos EUA tiveram seu pior ínicio desde 1993 e ajudou a despencar os índices acionários nesta terça-feira. O índice Nikkei fechou o pregão com o menor nível em quatro meses, encerrando o dia com forte queda de 4,2%, com a maior queda diária desde junho. 

Às 7h35 (horário de Brasília), o índice MSCI que reúne ações da região Ásia-Pacífico com exceção do Japão recuava 1,38 por cento, atingindo o menor nível desde o começo de setembro em certo momento.

As ações de Hong Kong, que reabriram nesta terça-feira após o feriado do Ano Novo Lunar, foram pressionadas pelas quedas em outros lugares. Os mercados chineses permaneceram fechados pelo feriado e reabrirão na sexta-feira.

As bolsas na Europa iniciam o dia alternando perdas e ganhos nos principais índices do continente. O DAX, da Alemanha, e o FTSE, de Londres, registravam queda de 0,63% e 0,04% no ínicio do dia, enquanto o CAC, de Paris, registrava ganhos de 0,10%. 

Por outro lado, destaque negativo para os dados que mostram que na Espanha, o número de desempregados registados no país aumentou 2,4% em janeiro em relação ao mês anterior, deixando a taxa de desemprego em 26%.

 

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