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Ibovespa registra leve baixa, entre PIB da China, Focus e vencimento de opções

Noticiário asiático deve ser o grande vetor para os mercados nesta sessão, uma vez que as bolsas norte-americanas ficarão fechadas devido ao feriado nacional; Gafisa é destaque de alta

SÃO PAULO - O Ibovespa abre em baixa na sessão desta segunda-feira (20) com o mercado brasileiro de olho nos dados do PIB chinês, que não animou os mercados lá fora ao ter crescimento de 7,7% nos últimos três meses de 2013, apesar de ter ficado acima do esperado pelo mercado. Além disso, os investidores também repercutem as projeções para a economia brasileira, com a divulgação do tradicional relatório Focus. Às 10H17 (horário de Brasília), o benchmark da bolsa registrava leves perdas de 0,16%, a 49.103 pontos, repercutindo também o vencimento de opções sobre ações, que deve trazer volatilidade adicional ao índice.

Para Flávio Conde, analista da Gradual Investimentos, o índice segue o mesmo movimento da maioria dos pregões de 2014: "abre positivo, fica neste campo por uma ou duas horas, depois começa a devolver". Conde diminui o crédito do PIB chinês para mais um pregão ruim na bolsa brasileira, alegando um certo "exagero" que haja pessimismo com um crescimento de 7,7% da segunda maior economia do mundo.

“Existe um consenso de que as ações estão em um preço atrativo, mas tem muita gente apostando contra”, em meio a dados negativos da economia nacional, além da possibilidade de um eventual corte do rating soberano do País e a iminente fuga de investimentos estrangeiros, explica o analista da Gradual, apontando também para indícios que compravam tal observação: o dólar e os juros estão caindo hoje, o que costuma ser um sinal de bolsa em alta, mas esse cenário faz com que o esperado não se configure na realidade.

Com relação ao Focus, destaque para a leve expansão do Produto Interno Bruto (PIB) em 2014, que passou de 1,99% para 2%. Com relação à Selic, após a decisão da semana passada do Copom (Comitê de Política Monetária) de elevá-la em 0,5 ponto percentual, para 10,5%, os economistas elevaram a projeção para a taxa básica de juro ao final do ano de 10,5% para 10,75%. Já para 2015, a expectativa é de que ela feche o ano em 11,5%, mesmo patamar projetado na semana anterior. 

Em relação à inflação medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) em 2014, os economistas elevaram levemente a expectativa para 2014 em 0,01 ponto percentual, para 6,01% ante 6%. Em 2015, a expectativa para a inflação subiu em 0,1 ponto percentual, passando de 5,50% para 5,60%. 

Já no noticiário econômico mundial, os olhos se voltam para a China, que cresceu 7,7% nos últimos três meses de 2013, mais alto do que o mercado esperava, porém abaixo do crescimento do ano anterior, que foi de 7,8%, registrando o menor ritmo em 14 anos. Vale ressaltar que os dados chineses devem ser o grande vetor para esta sessão, uma vez que as bolsas norte-americanas ficarão fechadas em decorrência do dia de Martin Luther King. 

Em destaque no cenário corporativo, está a  Gafisa (GFSA3, R$ 3,54, +1,72%), única empresa cuja ação registra ganhos de mais de 1% impulsionada pelos dados da prévia operacional do quarto trimestre de 2013. A companhia divulgou lançamentos da ordem de R$ 1,6 bilhão no quarto trimestre, alta anual de 8,7%, e encerrou o ano com um total lançado de R$ 2,9 bilhões. Enquanto isso, nenhuma ação do Ibovespa tem baixa acima de 1%; a maior queda fica por conta da Metalúrgica Gerdau (GOAU4), com perdas de 0,87%, a R$ 21,64. 

Europa e Ásia 
As bolsas chinesas abriram a semana com queda absorvendo os dados divulgados nessa segunda-feira. O índice Shangai Composto fechou o primeiro pregão da semana registrando queda de 0,68% e o Hang Sheng com perdas de 0,88%.

Ainda na China, apesar da forte queda dos índices chineses, ações do setor imobiliário tiveram alta após dados divulgados mostrarem que as vendas totais de propriedade subiram 26,3%, para 8,1 milhões de yuans em 2013. Enquanto isso, no Japão, o Nikkei, principal índice do país, fechou o dia em queda de 0,59% à 15.641,68 pontos, pressionado por mais uma desvalorização do dólar frente ao iene. 

Já na Europa, as bolsas abriram em queda repercutindo os dados divulgados pela China mostrando que o crescimento do gigante ásiatico continua registrando desaceleração. 

Outro dado que chama atenção do mercado foi o prejuízo do Deutsche Bank divulgado nessa segunda-feira. O banco alemão reportou perdas de US$ 1,56 bilhões no quarto trimestre de 2013. Com isso, as ações do banco caem 4,2% no pregão que abre a semana. O DAX, principal índice da Alemanha, registrava perdas de 0,38%. 

Os dados do Deutsche Bank afetam o setor bancário como um geral na Europa. O FTSE tem um pregão quase estável, mas é pressionado pela baixa de mais de 1% das ações do setor no primeiro pregão da semana. 

 

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