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Ibovespa abre em alta em dia de agenda econômica recheada; Copom e livro Bege no radar

Benchmark da bolsa brasileira segue movimento de recuperação da véspera com movimento positivo das bolsas mundiais; perspectivas do Banco Mundial para a economia também chamam a atenção

SÃO PAULO - O Ibovespa registra alta na sessão desta quarta-feira (15), seguindo o dia positivo das bolsas mundiais, que repercutem as perspectivas econômicas feitas pelo Banco Mundial. Já no mercado doméstico, as atenções se voltam à reunião de política monetária do Banco Central. Às 10h04 (horário de Brasília), o benchmark da bolsa brasileira registrava ganhos de 0,33%, a 49.865 pontos, seguindo assim o movimento da véspera, quando registrou ganhos de 0,56%. 

No cenário doméstico, destaque para o desfecho da primeira reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) de 2014. Boa parte do mercado esperava por um ajuste para cima da taxa básica de juros, a Selic, em 0,25 ponto percentual. Contudo, em meio aos dados mostrando inflação resiliente e a volatilidade cambial fizeram com que as projeções de alta de 0,5 ponto percentual, para 10,5% ao ano, ganhassem força no mercado. E os indicadores econômicos seguem movimentando o mercado, com destaque para o relatório do Banco Mundial, que fez projeções de melhora para a economia mundial, mas vê um crescimento de 2,2% para 2,4% para o PIB brasileiro em 2014. Apesar da revisão para cima das projeções, ela segue abaixo dos emergentes e até mesmo para os EUA, cuja previsão de crescimento de 2,8%. 

E a agenda norte-americana segue no radar dos mercados nesta data, com a divulgação dos dados de PPI e CPI de dezembro, o NY Empire State de janeiro, que serão revelados no final da manhã. Contudo, o mercado espera com ansiedade pela divulgação do Livro Bege, que trará um panorama econômico sobre os distritos analisados pelo Federal Reserve e pode dar maiores sinalizações sobre o ritmo de redução de estímulos pela autoridade monetária.

Poucas ações registram oscilação na sessão desta data, com destaque para a Duratex (DTEX3, R$ 12,36, +2,15%) e a Rossi Residencial (RSID3, R$ 1,96, +2,08%) registrando ganhos de mais de 2%. Por outro lado, as blue chips Petrobras (PETR3, R$ 14,69, +0,27%; PETR4, R$ 15,79, +0,57%) e Vale (VALE3, R$ 32,03, +0,03%; VALE5, R$ 29,93, +0,44%) registram leves ganhos e ajudam a sustentar os ganhos do índice. 

Vale ressaltar que a petroleira terminou 2013 com 16,565 bilhões de boe (barris de óleo equivalente), comunicou a empresa nesta terça-feira (14). Esse é um aumento de 0,8% frente ao que a companhia havia declarado em 2012. Com a produção de 2 milhões de barris por dia, a empresa precisa de 22,81 anos para extinguir suas reservas. Contudo, é muitíssimo provável que a companhia encontre novas reservas nos próximos anos - há vários poços sendo testados. Deste volume, 13,895 bilhões é referente às reservas de petróleo da companhia. 

Europa e Ásia em dia de alta
A quarta-feira é positiva para os principais índices acionários mundiais, com destaque para os mercados asiáticos, que tiveram recuperação após a forte queda da véspera. Os dados econômicos positivos de venda no varejo nos EUA ofuscaram os dados fracos do relatório de emprego, que apontou para uma criação menor de vagas do que o esperado e levaram a um movimento de recuperação.

Com isso, a Ásia acabou seguindo o movimento de alta das bolsas norte-americanas da véspera; porém, as bolsas chinesas continuaram sob pressão, com Shangai registrando leve queda de 0,17% e o índice Hang Sheng tendo alta menor que a maior parte das bolsas por lá, com alta de 0,49%. As bolsas do gigante asiático vêm sofrido pressão neste ano pela retomada dos IPOs (Initial Public Offering); antes da suspensão de novos anúncios, que ocorre desde o início de 2012, as bolsas foram pressionadas pelas contínuas listagens que afetaram os índices por lá.

Outro destaque ficou com o índice Nikkei, que recuperou parte das perdas da véspera, quando caiu 3,1%, e fechou com ganhos de 2,5%. Porém, os investidores seguem cautelosos acerca das perspectivas econômicas.

Na Europa, o dia também é de ganhos, com o mercado também repercutindo as projeções de melhora para a economia global em 2014 feitas pelo Banco Mundial, com um crescimento de 3,2% e aceleração nos próximos dois anos. A instituição projeta um crescimento de 2,8% para o PIB dos EUA em 2014 e a saída da recessão na zona do euro com alta do PIB de 1,1%¨no mesmo período. 

Na agenda política, chama a atenção a agenda do presidente da França, Francois Hollande de corte de custos para reavivar a economia francesa. Já entre os indicadores econômicos, destaque para o PIB da Alemanha de 2013, que registrou alta de 0,4%, um pouco abaixo da estimativa do mercado, que esperava por uma alta de 0,5% na base de comparação anual. Nas bolsas alemãs, a companhia aérea Lufthansa é destaque de alta ao subir cerca de 4%, após o Citigroup elevar o preço-alvo para os seus papéis. 

 

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