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Ações que dispararam na sexta caem forte neste pregão; Eletropaulo sobe 6%

Após fechamento atípico na última sessão, ações passam por correção; Marfrig sobe 2,5% com favorecimento do BNDES

torres de transmissão em Furnas
(Paulo Whitaker/Reuters)

SÃO PAULO - Apesar da recuperação no final, o Ibovespa passou por um dia com tendência de correção nesta segunda-feira (6), após o índice subir forte na última sessão com o chamado efeito "Zé Mané". Neste pregão, o benchmark encerrou com queda de 0,01%, aos 50.973 pontos. O principal fator para o movimento atípico na sexta foi a mudança na carteira do índice - que passou a vigorar nesta segunda. Com isso, os papéis que avançaram forte naquela sessão passaram por correção hoje.

Os destaques negativos ficaram para a Prumo Logística Global (LLXL3, -14,62%, R$ 1,11), ex-LLX, MMX Mineração (MMXM3, -14,12%, R$ 0,73), Oi (OIBR3, -7,17%, R$ 4,14 ; OIBR4, -2,19%, R$ 4,02) e Vanguarda Agro (VAGR3, -1,36%, R$ 3,62). No último pregão, esses ativos registraram altas de 32,65%, 26,87%, 27,07%, 17,43%, 11,04%10,21%, respectivamente. Vale destacar que MMX, Vanguarda Agro e os ativos ordinários da Oi saíram do Ibovespa, junto com os papéis da B2W (BTOW3, +1,40%, R$ 15,20), Transmissão Paulista (TRPL4, -0,74%, R$ 27,00) e os papéis ordinários da Usiminas (USIM3, +1,13%, R$ 12,49).

Entre as ações que entraram para o índice, o movimento não seguiu uma tendência, com cada companhia registrando um desempenho diferente. Vale destacar que na sexta-feira, esses papeis fecharam com fortes quedas. Foram incluídas na nova carteira, que vigora de hoje até maio, as ações da BB Seguridade (BBSE3, -1,41%, R$ 23,10), Ecorodovias (ECOR3, -2,68%, R$ 13,82), Estácio (ESTC3, +0,31%, R$ 19,69), Even (EVEN3, +0,64%, R$ 7,90), Tractebel (TBLE3, -1,26%, R$ 36,04) e Qualicorp (QUAL3, +1,33%, R$ 22,11).

Marfrig sobe com favorecimento do BNDES
Entre as maiores altas do dia, o destaque ficou com os papéis da Marfrig (MRFG3), que registraram valorização de 2,52%, cotados a R$ 4,07. Segundo matéria da Folha de S. Paulo, o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) voltou a favorecer a empresa e aceitou adiar em um ano e meio o vencimento de uma debênture de R$ 2,15 bilhões da companhia, passando de junho de 2015 para janeiro de 2017.

Além de adiar o vencimento das debêntures, o frigorífico terá mais seis meses para pagar R$ 130 milhões em juros da dívida, que venceriam em junho, além de poder converter as debêntures em ações a um preço muito acima do mercado. O BNDESPar, braço de investimentos do banco de fomento, se comprometeu a pagar a quantia de R$ 21,50 por ação da Marfrig em 2017.

Outra notícia que mexeu com a companhia foi fato de que o Conselho de Administração da empresa aprovou proposta de emissão de R$ 2,150 bilhões em debêntures conversíveis em ações, a ser submetida em assembleia geral de acionistas. Os membros do Conselho também decidiram convocar assembleia geral extraordinária a fim de alterar o Estatuto Social, incluindo a denominação social da companhia de Marfrig Alimentos S.A. para Marfrig Global Foods S.A..

Petrobras se recupera e sobe mais de 1%
Outra empresa que chamou atenção foi a Petrobras (PETR3, R$ 15,69, +2,28%PETR4, R$ 16,62, +1,22%), que ganhou forças na última hora de pregão e ajudou o índice em sua recuperação. A petrolífera foi multada em R$ 151,5 mil pela ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) por operar a Replan (Refinaria de Paulínia), em São Paulo, a maior do País, acima da capacidade autorizada. A multa é simbólica, mas sinaliza maior rigidez da agência diante de níveis elevados de capacidade de refino que vem sendo utilizados pela estatal, em torno de 95%.

Além disso, um incêndio em uma refinaria da estatal, no fim de sábado, cortou parcialmente a produção de gasolina e diesel em uma das principais unidades de produção da estatal de petróleo, numa situação que pode aumentar importações de combustível, informou o sindicato da refinaria. O fogo atingiu seis bombas que levam produtos à unidade de coqueamento na refinaria de Duque da Caxias (REDUC), forçando a parada da unidade de coqueamento até que os equipamentos pudessem ser consertados, afirmou Simão Zanardi, presidente do sindicato. Ele visitou a refinaria na manhã de domingo para inspecionar os danos. A REDUC processa cerca de 242 mil barris por dia.

TIM fecha estável após Telefónica negar aquisição da empresa
Mesmo com um desempenho menos acentuado, o noticiário também foi agitado para a TIM Brasil (TIMP3), cujas ações ficaram estáveis a R$ 13,42, após atingir recuo de 3,80%, a R$ 12,91. O mobimento ocorreu depois que a empresa espanhola Telefónica negou consórcio com Oi e a mexicana América Móvil, dona da Claro, para adquirir a companhia brasileira. Além disso, a espanhola afirmou que não possui detalhes de nenhuma transação do tipo que seja importante revelar ao mercado. Na última sexta-feira, os papéis da TIM subiram 10,73% com o rumor de venda.

Eletropaulo lidera ganhos com dados positivos de consumo
Com a maior alta do Ibovespa, chamaram atenção os ativos da Eletropaulo (ELPL4), que avançaram 6,52%, fechando a R$ 9,80. Ainda entre as maiores altas, destaque também para as ações da Eletrobras (ELET3, R$ 6,09, +2,35%; ELET6, R$ 10,22, +0,99%).

Segundo a Resenha Mensal do Mercado de Energia Elétrica, o consumo da indústria ficou positivo no acumulado de 12 meses pela primeira vez em 2013 em novembro, com leve avanço de 0,1%. No penúltimo mês do ano, o consumo industrial de energia ficou em 15.761 gigawatts-hora. Na comparação com novembro de 2012, o desempenho foi 1,8% maior.

Fleury sobe com novos rumores de venda
Notícia veiculada na Bloomberg citando que três compradores estariam disputando a compra da Fleury (FLRY3) repercutiu no preço das ações da companhia na Bovespa nesta segunda-feira (6). Os papéis da rede de laboratórios subiram 1,09%, a R$ 18,60. Durante a sessão, eles chegaram a valer R$ 19,23, com alta de 4,51% em relação ao fechamento anterior. 

 Segundo a notícia, que cita três pessoas familiarizadas no assunto, os fundos de private equity, Carlyle e KKR, estão em conversas para adquirir a empresa, em um negócio que pode chegar a US$ 1,2 bilhão, ou R$ 2,9 bilhões - um pouco abaixo do valor de mercado da empresa atualmente, de R$ 2,875 bilhões. Mais dois candidatos também estariam na disputa: a gestora de recursos Gávea, do ex-presidente do Banco Central, Armínio Fraga, e o fundo de private equity Apax Partners LLP, disseram as fontes à agência de notícias.

Sabesp tem queda mesmo com projeções positivas
Já as ações da Sabesp (SBSP3) recuaram 2,81%, cotadas a R$ 25,22. Matéria do Valor apontou que a empresa de saneamento deve começar 2014 em um ambiente relativamente tranquilo, após um 2013 com diversos momentos de preocupação. Os seguidos adiamentos na revisão tarifária foram o principal ponto de tensão, ressaltando pelo diretor de relações com investidores da empresa, Mário de Arruda Sampaio, em entrevista à publicação. Entretanto, com o desenrolar do processo, a empresa retoma com uma agenda positiva, que indica que a implementação da primeira revisão tarifária deve ser concluída até 10 de março de 2014.

Braskem cai com resuca de OPA na Argentina
As ações da Braskem (BRKM5) caíram 0,24%, a R$ 20,56, mas chegaram a atingir desvalorização de 2,09% na mínima do dia, a R$ 20,18. A 
CNV (Comissão de Valores da Argentina) rejeitou a OPA (Oferta Pública de Aquisição) lançada pela Braskem sobre a Solvay Indupa, a segunda maior fabricante de PVC do Brasil.

A Comissão argumentou, em comunicado, que a oferta não alcança os requerimentos necessários de preço equitativo, uma vez que a oferta é de 1,35 peso por ação, que não guarda nenhuma relação nem com o valor da companhia em seus livros, que é de 2,81 pesos, nem com os valores médios de cotação que, no último semestre, foi de 3,92 pesos. A comissão pediu explicações à Braskem sobre a oferta que a petroquímica brasileira havia anunciado em 17 de dezembro, uma vez que considerou o valor muito baixo. A operação é avaliada em US$ 290 milhões.

 

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