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Ibovespa registra queda, entre PMIs pelo mundo, correção e mudança na carteira

Índice deve registrar um movimento de correção após a forte alta da última sexta-feira; na sessão, destaque para PMIs e alteração na carteira do Ibovespa

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SÃO PAULO - O Ibovespa abre a semana esta segunda-feira (6) perto da estabilidade, oscilando entre leves perdas e ganhos, em meio ao noticiário econômico bastante agitado. Às 10h26 (horário de Brasília), o índice operava em leve queda de 0,46%, a 50.746 pontos, repercutindo a desaceleração do setor de serviços na China e na Europa e em um movimento de correção após fechar na última sexta-feira com forte alta de 1,27%. O mercado ainda repercute a mudança na carteira do Ibovespa, com a entrada de seis ações e a saída de seis ativos.

Além do cenário internacional, o mercado repercute ainda os dados do relatório Focus, que reduziu as perspectivas para o crescimento da economia em 2013 e 2014, ao mesmo tempo em que deixaram inalterada a projeção de que a Selic encerrará este ano a 10,50%. Chama a atenção ainda o PMI de serviços no Brasil, com a desaceleração de 52,3 em novembro para 51,7 em dezembro. 

No noticiário corporativo, destaque para a entrada de novas ações no Ibovespa, que realizou doze mudanças de ações no total, com seis entradas e seis saídas de papéis, além da mudança de peso de vários papéis. A nova carteira conta com 72 ações de 68 empresas.

Entram no Ibovespa as ações da BB Seguridade (BBSE3), divisão de seguros do Banco do Brasil (BBAS3); da administradora viária Ecorodovias (ECOR3); da rede de universidade particulares Estácio de Sá (ESTC3); da construtora Even (EVEN3); da operadora de seguros médicos Qualicorp (QUAL3); e da companhia elétrica Tractebel (TBLE3). Por sua vez, saem os papéis da MMX Mineração (MMXM3); da rede de comércio online B2W (BTOW3); da Transmissão Paulista (TRPL4); da produtora de biodiesel Vanguarda Agro (VAGR3); além dos ordinários da Oi (OIBR3) e Usiminas (USIM3). 

Além disso, destaque para a Petrobras (PETR3;PETR4), que registra perdas após incêndio em refinaria, enquanto os papéis da Vale (VALE3;VALE5) têm nova queda com dados negativos vindos da China. Porém, chamam a atenção a forte queda das ações da LLX Logística (LLXL3), que registram a maior perda do índice ao ter queda de 12,31%, após registrar expressiva alta na última sexta-feira de mais de 30%. As ações da Oi (OIBR4, R$ 3,97, -3,41%) e da TIM (TIMP3, R$ 12,96, -3,43%) também têm uma das maiores perdas do índice após também registrarem fortes ganhos com a notícia de uma oferta conjunta pela TIM; contudo, a Telefónica e a Telecom Italia negaram a informação. 

Já entre as maiores altas, atenção para os papéis de duas companhias estreantes no Ibovespa, as ações da Estácio registram ganhos de 0,92%, a R$ 19,81, enquanto os papéis da Qualicorp têm ganhos de 1,47%, a R$ 22,14. 

Ásia e Europa: indicadores preocupam
As bolsas asiáticas caíram para mínima em três semanas nesta segunda-feira, depois que o crescimento do setor de serviços da China desacelerou fortemente no mês passado, levantando preocupações em relação ao ritmo da recuperação na segunda maior economia do mundo.

O índice chinês CSI300 teve queda de 2,3%, atingindo mínima em cinco meses depois que o Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) do HSBC/Markit para o setor de serviços da China caiu para 50,9 em dezembro, ante 52,5 no mês anterior, com o crescimento de novos negócios tendo o ritmo mais lento em seis meses.

Além dos dados econômicos, pesa sobre o país o impacto da reabertura do mercado de IPOs (Initial Public Offering); quinze empresas publicaram seus prospectos nas bolsas de Xangai e Shenzen na segunda-feira, ritmo mais rápido do que o esperado e que aumenta os temores sobre um excesso de ações no curto prazo.

Já o índice japonês Nikkei teve queda de 2,35%, marcando a pior queda diária em dois meses, em seu primeiro pregão de 2014. O Nikkei saltou 57% no ano passado, registrando a melhor alta anual desde 1972, apoiando-se em estímulos fiscais e monetários.

E não foram só os dados de serviço da China que desanimaram. Na Europa, o dia é de volatilidade para o mercado após boa parte dos dados do setor mostrarem que a recuperação não está garantida em muitos países do continente.

O destaque fica com a França, que mostrou o pior desempenho em sete meses, de 48 em novembro para 47,3 em dezembro. Já na Alemanha, a atividade continua em expansão, mas a ritmo mais fraco, com o indicador caindo de 55,7 para 53,5 em dezembro.  A boa notícia fica com a Espanha, que viu o indicador atingir o maior nível desde julho de 2007, de 51,5 em novembro para 54,2 em dezembro. 

 

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