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Ibovespa registra alta com bom resultado da prévia do PIB e acompanhando exterior

Os dados acima do esperado para a atividade econômica nacional faz o índice ganhar forças, mesmo com o mercado de olho na próxima reunião do Federal Reserve

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(Getty Images)

SÃO PAULO - O Ibovespa abre em alta nesta sexta-feira (13), acompanhando o dia positivo nos mercados internacionais, com a bolsa europeia ganhando forças e o futuro dos EUA em alta, mas também acompanhando o noticiário nacional. Os dados acima do esperado para a atividade econômica nacional faz o índice ganhar forças, mesmo com o mercado de olho na próxima reunião do Federal Reserve. Às 10h26 (horário de Brasília), o benchmark da bolsa registra ganhos de 0,45%, a 50.350 pontos. Apesar desta alta, o índice caminha para fechar a semana com expressiva queda de 1,14%. 

No noticiário econômico nacional, o destaque fica para o IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central), que registrou avanço de 0,77% em outubro ante setembro, resultado acima do esperado pelo mercado, de 0,50%, de acordo com a mediana de 20 projeções. As expectativas variavam de queda de 0,30% a alta de 0,70%. 

Contudo, os olhos do mercado voltam novamente para os Estados Unidos. A semana se encerra como começou, com o mercado cauteloso na expectativa pela reunião do Federal Reserve que ocorre nos dias 17 e 18 de dezembro. A expectativa é de que a autoridade monetária possa agir em breve para promover a redução de estímulos na reunião de política monetária na próxima semana. E ela aumentou ainda mais após um acordo orçamentário provisório em Washington aliviar parte do peso fiscal sobre a economia norte-americana. A Câmara dos Deputados dos EUA aprovou o acordo por maioria bipartidária na noite da véspera, o que traz ainda mais expectativa para que ocorra a redução de estímulos. 

Embraer e MMX sobem; ALL cai
Nesta sessão, ações de poucas empresas registram oscilação expressiva, com destaque para a Embraer (EMBR3), que registra ganhos de 2,42%, a R$ 18,18, seguindo o movimento da véspera com o anúncio de que assinou contrato para construção de jatos para a American Airlines no valor de US$ 2,5 bilhões. Além disso, a MMX Mineração (MMXM3) registra ganhos após, em comunicado ao mercado, confirmar que está em busca de sócios para minas em Minas Gerais. A Copel (CPLE6) também está entre as maiores altas, após o conselho de administração da companhia aprovar em reunião o programa de investimentos previsto para 2014, que totaliza R$ 2,284 bilhões. Geração e transmissão ficará com a maior parte, R$ 1,308 bilhão, seguida por distribuição, R$ 895,9 milhões, e telecomunicações, de R$ 80 milhões.

Por outro lado, entre as maiores baixas, está a ALL (ALLL3, R$ 6,91, -1,29%), que vem sofrendo nas últimas sessões em meio às declarações do ministro dos Transportes, César Borges, que acusou a ALL de não ter feito a manutenção preventiva adequada na ferrovia onde houve um descarrilamento de vagões no mês passado ter deixado oito pessoas mortas em São José do Rio Preto (SP). A empresa, no entanto, rebateu as acusações e esclareceu que a condição de manutenção e consevação da linha férrea em São José do Rio Preto é adequada às normas de segurança estabelecidas e compatível com a velocidade em que o trem estava circulando.

Ásia e Europa
No mercado asiático, o destaque fica para a China, cujas bolsas fecharam em leve baixa antes da conclusão da Conferência de Trabalho Econômico Central, que deve estabelecer as metas para o próximo ano. O governo chinês não deverá fazer um anúncio formal sobre as metas de crescimento até a sessão anual do Parlamento em março. Enquanto isso, no Japão, o dia é de recuperação após três sessões de queda, registrando alta de 0,40%. 

O dia é de certa recuperação para as bolsas europeias, que tentam recuperar o fôlego, mas ainda ficam perto da estabilidade. Na agência econômica, chama a atenção os preços no atacado na Alemanha caíram 0,2% em novembro sobre outubro, além dos dados de emprego na zona do euro, que mostrou estabilidade do número de empregados. De acordo com dados publicados pela Eurostat, 145 milhões de pessoas estavam empregadas durante o terceiro trimestre, mesmo número dos três meses anteriores.

 

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