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Ibovespa fecha em alta pelo 3º dia seguido e volta aos 51.000 pontos

Índice acompanha bolsas internacionais, com indicadores positivos da China ofuscando as sinalizações de que a retirada do QE3 pode estar próxima

painel com cotações
(Divulgação)

SÃO PAULO - O Ibovespa conheceu sua terceira alta consecutiva ao fechar esta segunda-feira (9) com ganhos de 0,43%, a 51.165 pontos. O bom desempenho do benchmark da bolsa brasileira deixou em segundo plano o discurso do presidente do Federal Reserve de St. Louis, James Bullard, de que o começo da gradual retirada da atual política de estímulos da autoridade monetária americana pode ocorrer na próxima reunião do banco central americano, e acompanhou as boas sinalizações da economia chinesa nesta sessão, o que também levou o otimismo ao mercado europeu. O volume financeiro negociado na Bovespa foi fraco, girando em R$ 4,57 bilhões.

Nos Estados Unidos, as melhoras no mercado de trabalho local tornam mais prováveis as reduções no QE3 (Quantitative Easing 3) - programa que consiste na injeção mensal de até US$ 85 bilhões na economia do país via compra de títulos públicos. Nesta segunda-feira, James Bullard disse que "a probabilidade de redução no ritmo de aquisição de ativos aumentou", segundo informações da agência Reuters. No entanto, mesmo com as sinalizações que poderiam alimentar um maior pessimismo do mercado, a sessão foi marcada pelo cenário positivo nas principais bolsas mundiais. Na maior economia do mundo, os três principais índices de Wall Street caminham para altas entre 0,1% e 0,3%.

Contribuindo para o movimento de alta, a China trouxe bons dados de comércio, com as exportações superando com folga as previsões em novembro. Além disso, a inflação registrou desaceleração, o que dá mais forças para que a política monetária não seja tão restritiva, impulsionando levemente a Vale (VALE3, R$ 35,90 +0,96%; VALE5, R$ 33,13 +0,55%) - que tem parte importante de sua pauta de exportações voltada para o gigante asiático - e as siderúrgicas, com Usiminas (USIM3, R$ 12,13, +2,80%; USIM5, R$ 13,50, +1,50%) e CSN (CSNA3, R$ 12,76, +2,00%) se destacando.

No front nacional, chamou a atenção o relatório Focus, que reduziu as principais projeções para a economia brasileira. A expansão do PIB em 2013 foi reduzida de 2,50% para 2,35% enquanto, para 2014, passou de 2,11% para 2,10%. Com relação à Selic, a expectativa se manteve em 10,5% para o final do próximo ano. Em relação à inflação em 2013, os economistas reduziram a expectativa para 2013 em 0,11 ponto percentual, para 5,70% ante 5,81%, enquanto para o próximo ano a projeção ficou em 5,92%, mesma previsão da semana passada.

Destaques do pregão
Entre as maiores altas, destaque para a LLX Logística (LLXL3, R$ 1,10, +3,77%), que seguiu os ganhos da última sexta-feira (6) com o aumento de capital da companhia, acompanhada pela MMX Mineração (MMXM3, R$ 0,68, +1,49%), na esteira do anúncio de que a Vétria Mineração está em fase final de avaliação para compra dos ativos da companhia. Ainda na ponta de cima, também chamaram atenção os papéis de B2W (BTOW3, R$ 15,10, +5,59%) e JBS (JBSS3, R$ 8,10, +3,98%), que registraram as maiores altas do dia.

Já a Petrobras (PETR3, R$ 16,07, -0,50%; PETR4, R$ 17,25, +0,12%), que viu suas ações subirem mais de 1,30%, azedou e fechou muito abaixo da máxima do intraday. O noticiário para a companhia é agitado, em meio à entrevista da presidente da petrolífera Graça Foster para a Folha de S. Paulo, afirmando que vê possíveis reajustes de combustíveis em 2014, além da paralisação da refinaria REPAR por conta de um incêndio, que responde por cerca de 10% da produção total de combustíveis.

As maiores altas, dentre as ações que compõem o Índice Bovespa, foram:

 Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 BTOW3 B2W DIGITAL ON 15,10 +5,59 -11,18 9,97M
 JBSS3 JBS ON 8,10 +3,98 +36,36 30,64M
 LLXL3 LLX LOG ON 1,10 +3,77 -45,39 17,29M
 BRPR3 BR PROPERT ON 18,59 +3,62 -25,38 50,37M
 BRFS3 BRF SA ON 50,64 +2,84 +21,77 91,50M

Já na ponta de baixo, as ações da Braskem (BRKM5, R$ 10,10, -4,51%) se destacaram como a maior queda do índice em meio às indicações de que a Petrobras possa incluir no novo contrato de fornecimento de nafta com a Braskem um custo referente à importação do insumo, o que poderia aumentar em 5% os valores praticados em relação aos valores atuais.

Também entre as maiores baixas, chamaram atenção os papéis da BM&FBovespa (BVMF3, R$ 10,99, -2,31%), que voltaram a cair depois de se recuperarem na véspera. Na última quinta-feira (5), a empresa divulgou que o CARF (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais) negou recurso apresentado sobre o auto de infração da Receita Federal, que questiona a amortização, para fins fiscais, do ágio de patrimônio líquido gerado na operação de fusão com a Bovespa Holding.

As maiores baixas, dentre os papéis que compõem o Índice Bovespa, foram:

 Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 BRKM5 BRASKEM PNA 20,10 -4,51 +57,03 111,19M
 BVMF3 BMFBOVESPA ON 10,99 -2,31 -17,79 167,79M
 BISA3 BROOKFIELD ON 1,01 -1,94 -70,47 4,65M
 LREN3 LOJAS RENNER ON 62,30 -1,89 -19,82 41,19M
 VIVT4 TELEF BRASIL PN 43,56 -1,83 -3,32 30,55M

As ações mais negociadas, dentre as que compõem o índice Bovespa, foram:

 Código Ativo Cot R$ Var % Vol1 Vol 30d1 Neg 
 VALE5 VALE PNA 33,13 +0,55 240,10M 573,68M 14.555 
 PETR4 PETROBRAS PN 17,25 +0,12 235,04M 623,04M 17.893 
 ABEV3 AMBEV S/A ON 16,99 +1,49 208,83M 151,96M 17.579 
 ITUB4 ITAUUNIBANCO PN ED 31,70 +0,86 194,00M 330,17M 17.888 
 BBDC4 BRADESCO PN EJ 28,92 -0,28 171,99M 260,87M 13.505 
 BVMF3 BMFBOVESPA ON 10,99 -2,31 167,79M 137,77M 18.854 
 BRKM5 BRASKEM PNA 20,10 -4,51 111,19M 33,91M 13.964 
 PETR3 PETROBRAS ON 16,07 -0,50 99,72M 213,48M 15.053 
 CIEL3 CIELO ON 66,10 +0,92 96,76M 92,36M 6.317 
 BBAS3 BRASIL ON 24,96 +0,52 94,95M 243,80M 9.713 

* - Lote de mil ações
1 - Em reais (K - Mil | M - Milhão | B - Bilhão) 

Indicadores europeus
Além dos dados positivos da balança comercial da China, o mercado também repercutiu os dados europeus divulgados durante a manhã. Por lá, destaque para o Banco Central da França, que elevou a previsão de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) do país para 0,5% no quarto trimestre de 2013 na comparação com julho a setembro do mesmo ano, ante uma projeção de alta de 0,4%.

Na Alemanha, destaque ainda para a queda do superávit comercial do país, assim como da produção industrial, que registrou baixa de 1,2% em outubro na comparação com setembro, contrariando a previsão dos analistas que esperavam alta de 0,8%.

 

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