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Desembolsos do BNDES sobem 35% no ano e atingem R$ 146,8 bilhões

Segundo o Banco, todos os setores apoiados tiveram desempenho positivo, sendo que a agropecuária teve a maior alta, com liberações de R$ 14,8 bilhões, alta de 73%

sede do BNDES no centro do Rio
(Divulgação/BNDES)

SÃO PAULO - O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) desembolsou 35% mais entre os meses de janeiro e outubro deste ano do que no acumulado do mesmo período do ano anterior. Nos 10 meses de 2013 foram pagos R$ 146,8 bilhões.

Segundo comunicado, todos os setores apoiados pelo banco de fomento registraram desempenho positivo nos primeiros dez meses do ano, com expansão de 31% nos desembolsos à infraestrutura, atingindo R$ 47,3 bilhões, 19% para a indústria (R$ 44,7 bilhões) e de 52% para comércio e serviços, que ficou em R$ 40 bilhões. Porém, o maior crescimento relativo foi para a agropecuária, com liberações de R$ 14,8 bilhões, alta de 73%.

As aprovações do BNDES cresceram 7% e atingiram R$ 167,7 bilhões nos dez primeiros meses do ano, enquanto as consultas, no total de R$ 222,5 bilhões, caíram 11% no período. Segundo o comunicado do Banco, o recuo "deve-se à alta base de comparação, uma vez que, no segundo semestre do ano passado, houve forte concentração de projetos no BNDES, sobretudo com o Programa de Apoio ao Investimento dos Estados e Distrito Federal, de R$ 20 bilhões".

Já no acumulado de doze meses, segundo o próprio BNDES, todos os indicadores foram positivos. No período, encerrado em outubro, os desembolsos do Banco atingiram R$ 194,4 bilhões, com alta 35%, enquanto as aprovações chegaram a R$ 271,5 bilhões, expansão de 43%. Já os enquadramentos, de R$ 272,3 bilhões e as consultas, R$ 285,7 bilhões, cresceram 3% e 1,3%, respectivamente.

Considerando apenas o mês de outubro, o BNDES desembolsou R$ 15,2 bilhões, valor 10,4% superior aos R$ 13,8 bilhões liberados em igual mês do ano passado. O setor de infraestrutura liderou os desembolsos no mês, com R$ 5,3 bilhões, seguido de comércio e serviços, com R$ 4,7 bilhões, indústria (R$ 3,7 bilhões) e agropecuária, com R$ 1,5 bilhão.

 

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