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Ibovespa segue repique, mas mantém cautela à espera de relatório de emprego nos EUA

Mercado repercute ainda os números do IPCA de novembro, que mostrou desaceleração da inflação; LLX lidera ganhos após conclusão do aumento de capital

análise técnica - gráfico azul - cotações
(Thinkstock)

SÃO PAULO - O Ibovespa registra um pregão de ganhos na abertura desta sexta-feira (6), seguindo a recuperação observada na véspera, quando fechou com alta de 1,14% após registrar uma queda de mais de 4% nos três primeiros pregões da semana, apesar de diminuir os ganhos em relação ao início da sessão. Às 10h26 (horário de Brasília), o índice registrava ganhos de 0,17%, a 50.876 pontos, após abrir com alta de mais de 0,6%. O mercao segue cauteloso seguindo a expectativa pela divulgação do relatório de emprego nos Estados Unidos e digerindo os dados do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) de novembro, que mostraram uma desaceleração da inflação para 0,54%, afastando-se ainda mais do teto da meta de 6,5% ao ano. 

O relatório de empregos dos EUA de novembro pode ser crucial para a decisão de redução do estímulo do Fed, e será divulgado nesta sexta-feira às 11h30. A mediana das previsões é de que tenha ocorrido criação de 180 mil vagas de trabalho, com a taxa de desemprego em 7,2%. 

Nesta sessão, destaque ainda para o front econômico nacional, com a divulgação dos dados do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) de novembro, que mostrou leve desaceleração da inflação em novembro, passando para 0,54% ante 0,57% no mês anterior, abaixo do esperado pelo mercado. Assim, o IPCA acumulado no ano foi para 4,95%, ainda abaixo do teto da meta estipulado pelo governo para este ano. Já o acumulado nos últimos doze meses ficou em 5,77%, abaixo dos 5,84% relativos aos doze meses anteriores.

Entre as maiores altas do índice, está a LLX (LLLXL3), com ganhos de 4,35%, a R$ 0,96, após a conclusão do aumento de capital, seguida pela Energias do Brasil (ENBR3, R$ 12,16, +3,23%), cuja controladora vendeu 50% de suas hidrelétricas no Brasil à parceira chinesa CTG. As ações da Cemig (CMIG4, R$ 18,87, +2,33%) também registram ganhos após o anúncio do pagamento de juros sobre o capital próprio, enquanto a BM&FBovespa (BVMF3, R$ 10,92, +2,44%) registra movimento de recuperação após a queda de 4,57% na véspera depois de ter um recurso negado de cobrança da Receita no valor de R$ 410 milhões.

As ações da Petrobras (PETR3, R$ 16,59, +0,55%PETR4, R$ 17,70, +0,40%) e da Vale (VALE3, R$ 35,90, +0,76%;VALE5, R$ 33,08, +0,70%) também registram ganhos e ajudam a puxar o índice para cima, uma vez que representam cerca de 22% da composição da carteira teórica do índice. 

Bolsas asiáticas e europeias
As bolsas asiáticas passaram grande parte do pregão desta sexta-feira (5) em "estado de espera", conforme a tensão se elevava antes dos dados de emprego dos Estados Unidos que podem definir uma iminente redução no estímulo norte-americano.

Os custos de empréstimo do governo desde o Japão até a Austrália atingiram novas máximas por causa da agitação de que o Federal Reserve, banco central dos EUA, pode começar a reduzir suas compras mensais de dívida de US$ 85 bilhões ao mês na reunião de política em 17 e 18 de dezembro.

O índice japonês Nikkei pelo menos conseguiu se sustentar após fortes quedas nos dois dias anteriores. O índice fechou em alta de 0,81% nesta sexta-feira, superando o resto da Ásia. A bolsa de Xangai teve queda de 0,44% com a China estabelecendo o iuan em máxima recorde, continuando a lenta apreciação da moeda.

Já na Europa, o dia é de recuperação após cinco dias de perdas, com destaque para o alemão DAX, com alta de 0,56% às 07h55 (horário de Brasília). Além do relatório de emprego, o mercado ainda digere as reuniões de política monetária realizadas na véspera pelo BCE (Banco Central Europeu) e pelo BoE (Bank of England), com destaque para a fala do presidente da autoridade monetária europeia Mario Draghi, que afirmou ainda estar preocupado com a economia do continente.

Ainda no noticiário econômico, destaque para a elevação das perspectivas de crescimento da Alemanha pelo Banco Central do país, esperando uma alta de 0,5% da atividade este ano e de 1,7% no ano que vem, ante estimativas anteriores de 0,3% e 1,5%, respectivamente. Ainda no país, matéria do jornal Handelsblatt afirmou que o ministro das Finanças da Alemanha, Wolfgang Schäuble, deve convocar uma reunião nesta sexta-feira com autoridades da União Europeia em Berlim para discutir bancos em dificuldades. 

 

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