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Ibovespa tem nova baixa após pior resultado do PIB desde 2009; Petrobras volta a cair

Atividade econômica brasileira recuou 0,5% na comparação com segundo trimestre, mas subiu 2,2% na comparação com o mesmo período do ano anterior; imobiliárias registram queda

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SÃO PAULO - As notícias ruins não param na bolsa brasileira. Após o Ibovespa atingir o menor patamar de agosto pressionado pela forte queda da (PETR3,PETR4) após a aprovação de uma nova política de preços, o benchmark da bolsa brasileira registra mais um dia de baixa, pressionado pelos resultados levemente piores do que o esperado do PIB (Produto Interno Bruto), que recuou 0,5% no terceiro trimestre na comparação com abril a junho deste ano. Às 10h54 (horário de Brasília), o índice registrava baixas de 0,93%, a 50.768 pontos. Os investidores ainda aguardam dados dos Estados Unidos, que podem definir os próximos passos do Federal Reserve. 

Enquanto isso, o instituto também revisou o PIB de 2012, passando de 0,9% para 1%; vale ressaltar que, na semana passada, em entrevista ao jornal El País, a presidente Dilma Rousseff afirmou que haveria uma revisão do PIB para 1,5% no ano passado.  Em entrevista coletiva, o coordenador de contas nacionais do IBGE, Roberto Olinto, destacou que a queda do PIB indica possível desaceleração, que deve ser monitorada. Vale ressaltar que, na véspera, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, havia afirmado que a economia brasileira deve ter tido "uma parada" no terceiro trimestre, mas caminha na direção de crescimento maior. 

O mercado acionário brasileiro também é afetado pelas expectativas dos investidores por novos dados nos Estados Unidos. Dependendo de como forem os números, há a expectativa de que a redução do programa de compra de títulos mensais pelo Federal Reserve esteja mais próxima, alimentada pelos bons dados da economia norte-americana na véspera. Os dados do ISM revelaram uma alta na atividade industrial do país para 57,3 em novembro, atingindo o maior nível em um ano.

Com isso, os investidores esperam os próximos números, com o relatório ADP sobre a criação de empregos na próxima quarta-feira, seguidos pela segunda estimativa do PIB (Produto Interno Bruto) na quinta-feira e o relatório de emprego na sexta-feira.

Petrobras em leve alta e imobiliárias em queda
Nesta sessão, poucas ações registram alta e nenhuma delas acima de 1%. Poucas ações oscilam no campo positivo, sendo que a Lojas Renner (LREN3) é "destaque" de alta com ganhos de apenas 0,25%. Vale destacar ainda a Petrobras, que abriu em alta e passou a registrar forte queda, de 1,71% para os ativos PETR3 e de 1,44% para as ações PETR4. 

Por outro lado, os ativos das companhias do setor imobiliário registram queda, seguindo o movimento da sessão anterior em meio aos dados negativos da economia, que mostram perspectivas mais sombrias para o setor imobiliário.

As maiores baixas, dentre as ações que compõem o Índice Bovespa, são:

 Cód. Ativo Cot R$ % Dia
 LLXL3 LLX LOG ON 0,87 -3,33
 RSID3 ROSSI RESID ON 2,01 -2,43
 TIMP3 TIM PART S/A ON 11,13 -1,94
 GFSA3 GAFISA ON 3,23 -1,82
 GOLL4 GOL PN N2 9,40 -1,78

Ásia e Europa
Na Ásia, dentre os dados econômicos de destaque, estão o PMI de serviços chinês, que recuou de 56,3 em outubro para 56. Apesar da desaceleração da atividade industrial do país, as bolsas chinesas registraram valorização, de 0,7% para o índice Xangai Composto e de 1,7% para o Shenzen Composto. Porém, vale ressaltar que na véspera os índices tiveram fortes quedas após o governo apresentar os planos para retomar os IPOs (Oferta Pública Inicial). 

Enquanto isso, o índice Nikkei, do Japão, também encerrou o pregão em alta em meio ao enfraquecimento do iene, e fechando a 15.749 pontos, aproximando-se do recorde de fechamento em quase seis anos. O índice Nikkei já acumula ganhos de quase 12% desde 28 de outubro. Porém, apesar do dia positivo na China e no Japão, a maior parte das bolsas do continente registraram queda, com destaque para o índice S&P/ASX 200 da Austrália, que fechou em baixa de 0,4% e atingiu a sua menor pontuação em sete semanas. 

Já as bolsas europeias registraram um novo dia de queda, com destaque para a baixa das ações do setor de mineração, guiado pelas notícias de que a Rio Tinto irá reduzir pela metade os seus gastos com capital devido ao mercado mais frágil. 

No front econômico, destaque para os números do varejo do Reino Unido, que cresceram em um ritmo ligeiramente mais lento em novembro, de 2,3%, após subir 2,6% em outubro. 

 

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