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Ibovespa diminui perdas, com alta dos bancos "ofuscando" forte queda da Petrobras

Ações PN da petrolífera caem mais de 2% em meio a conflito com governo; no radar, destaque para dados dos EUA e início da reunião do Copom

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(Getty Images)

SÃO PAULO - Após abrir com expressiva queda, o Ibovespa diminui as perdas registradas no início da sessão desta terça-feira (26). Às 10h45 (horário de Brasília), o índice tinha queda de 0,12%, a 52.195 pontos. 

Em destaque nesta sessão, estão os papéis da Petrobras (PETR3;PETR4), que veem os seus ativos ON caírem 3,08% e os PNs, queda de 2,65%. De acordo com matéria do jornal Folha de S. Paulo, o governo estaria disposto a conceder reajuste de 5% para a gasolina e de 10% para o diesel, mas ainda há conflitos sobre a nova metodologia da companhia. 

Destaque ainda para o início do julgamento da tributação das companhias subsidiárias da Vale (VALE3;VALE5), no STJ (Superior Tribunal de Justiça); os ativos da companhia registram queda de 0,58% para os ativos ON e de 0,38% para os papéis PN, diminuindo as perdas em relação ao início da sessão.

Contudo, a recuperação dos bancos nesta sessão ajuda a equilibrar o índice. As instituições financeiras registraram fortes quedas nas última sessões em meio à expectativa pelo início do julgamento pelo STF (Supremo Tribunal Federal), na próxima quarta-feira, sobre a correção das cadernetas de poupança. Nesta sessão, os ativos do Bradesco (BBDC3, R$ 34,00, +2,75%; BBDC4, R$ 30,69, +2,20%), Santander (SANB11, R$ 14,70, +1,52%), Itaú Unibanco (ITUB4, R$ 32,66, +2,58%) registram ganhos; o setor bancário corresponde a cerca de 16% de participação no índice

Vale ressaltar o movimento de "ressaca" das bolsas internacionais após o rali na sessão anterior com o acordo fechado com o Irã sobre seu programa nuclear. Contudo, vale ressaltar que o benchmark da bolsa não acompanhou o movimento positivo na última segunda-feira dos mercados externos, fechando com perdas de 1,02%, aos 52.263 pontos.

Nesta sessão, o índice deve ser guiado pelos dados do setor imobiliário nos Estados Unidos, com a divulgação do Building Permits e FHFA House PriceIndex, além dos dados do Consumer Confidence. Já no cenário interno, chama a atenção o início da reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), que revelará a sua decisão sobre a Selic na próxima quarta-feira. 

Ásia
Além da expectativa pelos dados do mercado norte-americano, o  mercado se mostra mais cauteloso com o noticiário chinês sobre as reformas a serem implementadas no país pelo Partido Comunista. Conforme apontam analistas de mercado, as reformas demorarão a acontecer sendo que, a preocupação sobre o crescimento no curto prazo deve prevalecer.

Nesta data, o presidente do banco central da China, Zhou Xiaochuan, destacou que o país irá contar com reformas baseadas no mercado para destravar novos motores de crescimento visando dar sustentação à economia, e não com políticas ultrafrouxas. Ele destacou ainda que o crescimento econômico da China está dentro de uma "faixa razoável" enquanto a inflação e o emprego permanecem em geral estáveis, conforme o governo busca mudanças estruturais. 

Já no Japão, destaque para a ata da última reunião do Banco Central, que ressaltou que alguns membros da autoridade monetária buscaram no mês passado flexibilizar a meta de inflação do BC devido a preocupações quanto a riscos, tais como aumentos lentos no investimento empresarial e nos salários.

Na reunião de política de 31 de outubro, o BC informou em relatório bianual que os riscos à perspectiva econômica estão rigorosamente balanceados e que o Japão está fazendo progresso regular na direção de alcançar sua meta de inflação de 2% em aproximadamente dois anos.

Dúvidas em relação ao Irã
As dúvidas referentes ao acordo com o Irã e sobre como ele se refletirá na oferta de petróleo deu lugar ao otimismo com os avanços na região e também gerou maior aversão ao risco às bolsas europeias, que também aproveitam o movimento para a realização de lucros.

Também em destaque, estão os depoimentos do BCE (Banco Central Europeu) e do BoE (Bank of England). De acordo com o integrante do BCE, Christian Noyer, a recuperação do euro é modesta, mas incontestável, destacando que a união bancária é um requisito essencial para a recuperação. 

 

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