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Eletrobras tem prejuízo de R$ 915 milhões; Sabesp vê lucro crescer 31% no 3º tri

Já Lupatech amplia prejuízo em 34%, Cesp tem lucro 28,3% maior e Lojas Marisa vê lucro cair 81,5%

Eletrobras
(Divulgação/Eletrobras)

SÃO PAULO - A reta final da temporada de resultados conta com a divulgação de resultados de diversas empresas de energia. Em destaque, está a Eletrobras (ELET3;ELET6), que encerrou o terceiro trimestre com um prejuízo líquido consolidado de R$ 915 milhões, ante lucro de R$ 1 bilhão no mesmo período do ano passado, pressionada pela renovação antecipada das concessões, que reduziu as tarifas de geração e transmissão da estatal.   

O efeito já era esperado pelo mercado, que acredita que isso diminui potencial para distribuição de dividendos da companhia. A receita operacional líquida da Eletrobras recuou 9,2% para R$ 6,1 bilhões entre julho e setembro, ante receita de R$ 6,7 bilhões no mesmo período de 2012.

O resultado da estatal também foi afetado por provisões operacionais superiores a R$ 500 milhões, para perda de ativo financeiro e de contratos onerosos, além de outras provisões para o plano de readequação do quadro de pessoal.

As despesas com pessoal, material e serviços subiram 21,5% na comparação anual, para R$ 2,375 bilhões no terceiro trimestre, refletindo as indenizações para os empregados que deixaram a empresa e acordo coletivo.

A companhia registrou um Ebitda (sigla em inglês para lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) consolidado negativo em R$ 436 milhões no terceiro trimestre. A Eletrobras foi o grupo de energia mais afetado pela renovação onerosa das concessões, parte do plano da presidente Dilma Rousseff para reduzir a conta de luz em 20 por cento, na média, este ano.

Cesp: receita operacional alcança R$ 867 milhões
A Cesp (CESP6) viu sua receita operacional líquida alcançar R$ 867,44 milhões entre julho e setembro deste ano - uma alta de 4,4% em comparação com o mesmo período do ano passado.

Já o lucro da empresa cresceu 28,3% no mesmo comparativo, ao marcar R$ 191,86 milhões. Enquanto isso, o Ebitda (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) recuou 8%, registrando R$ 499,87 milhões no terceiro trimestre, o que fez com que a margem (Ebitda/receita líquida) caísse para 57,6%, ante 65,4% vistos entre julho e setembro de 2012.

A empresa também destacou a redução em suas despesas operacionais, que somaram R$ 442,53 milhões no terceiro trimestre, um recuo de 3,9%, representando 51,0% da receita líquida.

Sabesp vê lucro subir 31%
A Sabesp (SBSP3), por sua vez, viu seu lucro líquido subir 31,3% no terceiro trimestre na base de comparação anual, para R$ 475 milhões. Já a receita operacional líquida registrou avanço de 2,3%, para R$ 2,8 bilhões.

O Ebitda ajustado passou de R$ 902,0 milhões para R$ 1,042 bilhão no terceiro trimestre de 2013, um aumento de 15,5%.

A margem Ebitda ajustada passou de 33,3% para 37,6% entre julho e setembro deste ano, uma alta de 4,3 pontos percentuais. Desconsiderando os efeitos da receita e do custo de construção a margem Ebitda ajustada totalizou 46,4%, alta de 4 pontos percentuais.

Lupatech amplia prejuízo em 34%
Em meio a um processo de recuperação judicial, a Lupatech (LUPA3) divulgou os seus números do terceiro trimestre, registrando um prejuízo de R$ 76,9 milhões, 34% maior na comparação com o mesmo período de 2012.

Já a receita recuou 12,6%, para R$ 13,9 milhões, devido “às limitações de caixa e crédito pelas quais a companhia passa no momento atual”, destacou a Lupatech em seu balanço.

Enquanto isso, o Ebit (lucro antes de juros e impostos) ficou negativo em R$ 21,9 milhões, contra valor positivo de R$ 4 milhões no terceiro trimestre. Os custos caíram 9,4%, mas as despesas operacionais tiveram alta de 67,7%. 

Lojas Marisa vê lucro cair 81,5%
A Lojas Marisa (AMAR3) registrou um lucro líquido de R$ 12,3 milhões no terceiro trimestre, queda de 81,5% na comparação com o mesmo período de 2012. Já a receita líquida consolidada atingiu R$ 722,5 milhões, uma queda de 1%.

O Ebitda, por sua vez, somou R$ 83,2 milhões, um recuo de 33,3% frente ao mesmo período do ano passado.  

Celesc reverte perdas e lucra R$ 212,4 milhões
Já a Celesc (CLSC3) reverteu as perdas de R$ 136 milhões registradas no terceiro trimestre do ano passado e lucrou R$ 212,4 milhões no mesmo período deste ano, em meio ao forte processo de corte de gastos.

Enquanto isso, a receita líquida subiu 17,5% no período, para R$ 1,19 bilhão; já os custos e despesas operacionais tiveram queda de 6,4%, para R$ 1,14 bilhão. O Ebitda ficou assim em R$ 52,1 milhões, contra resultado negativo de R$ 204,8 milhões obtidos entre julho e setembro de 2012. Já o resultado financeiro ficou positivo em R$ 15,3 milhões, quase estável em relação a 2012. 

Viver tem prejuízo de R$ 73 milhões, queda de 60,7%
Já a Viver (VIVR3) registrou um prejuízo líquido de R$ 73 milhões no terceiro trimestre, uma queda de 60,7% frente aos R$ 185,7 milhões obtidos um ano antes. Enquanto isso, a receita líquida somou R$ 99,4 milhões.

O Ebitda ajustado somou R$ 24,7 milhões, "já refletindo uma melhora significativa quando comparado ao Ebitda ajustado negativo de R$ 146,4 milhões do mesmo período no ano anterior", ressaltou a companhia. 

No terceiro trimestre, as vendas contratadas brutas totalizaram R$ 89,8 milhões, os distratos encerraram o trimestre em R$ 38,7 milhões. O resultado comercial líquido do trimestre foi de R$ 51,1 milhões, 87% maior que o resultado do trimestre anterior.

BR Insurance lucra R$ 32,7 mi
A holding de corretoras de seguros Brasil Insurance (BRIN3) registrou lucro líquido de R$ 32,7 milhões, alta de 16,3% frente ao mesmo período do ano passado.

A receita bruta alcançou R$ 79,5 milhões, aumento de 19,6% na comparação anual. A margem de lucro operacional foi de 58,2% no período de julho a setembro, versus 51,5% no mesmo período de 2012. Segundo a empresa, a melhora da margem foi influenciada pelo aumento de 19% da receita líquida, para R$ 73,7 milhões, e da alta de apenas 2,5% das despesas operacionais.

A empresa informou em seu relatório de resultados que desde a oferta pública inicial de ações (IPO) realizada em 2010, adquiriu 22 corretoras, totalizando R$ 408 milhões. "Atualmente, estamos em negociações com 21 corretoras, em estágios diversos do processo de aquisição, e temos 62 corretoras em nosso pipeline", disse a empresa.

A BR Insurance informou ainda que seu Conselho de Administração aprovou na quinta-feira o pagamento de dividendos intermediários referentes ao terceiro trimestre no montante de R$ 18,8 milhões, representando R$ 0,20 por ação ordinária. Os dividendos serão pagos em 2 de dezembro e terão direito os acionistas com posição na empresa em 14 de novembro.

(Com Reuters)

 

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