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MRV sobe quase 6%; V-Agro cai 5%; small cap dispara após resultado

Ainda entre os destaques, Copel cai após queda de 14,5% no lucro; ação da "nova Ambev" estreia na bolsa em queda

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(Getty Images)

SÃO PAULO - Depois de quatro quedas consecutivas, o Ibovespa luta para se manter no positivo nesta segunda-feira (11) em dia repleto de resultados do terceiro trimestre e notícias corporativas. Às 13h29 (horário de Brasília), o índice registrava alta de 0,37%, a 52.443 pontos.

Na ponta positiva, figuravam os papéis da MRV Engenharia (MRVE3), que apresentavam alta de 4,88%, a R$ 9,02, ajudando a impedir que o índice se firmasse em baixa. Na máxima do dia, atingiram valorização de 5,70%, a R$ 9,09. A empresa divulga seus resultados do 3º trimestre após após o fechamento do pregão de hoje e a valorização do ativo pode ser reflexo da expectativa positiva dos investidores aos números que devem ser apresentados - vale lembrar que a construtora surpreendeu o mercado em 18 de outubro ao divulgar recorde de vendas em seus dados prévios do 3º trimestre.

Do lado negativo, chamam atenção as ações da MMX Mineração (MMXM3), que caem 5,80%, a R$ 0,65 - liderando as perdas do Ibovespa. A BM&FBovespa pediu esclarecimentos nesta sessão à MMX acerca do pedido de falência de sua controlada MMX Sudeste Mineração S.A.. O pedido foi formulado pela Vision Engenharia na 1ª Vara Empresarial de Belo Horizonte, em Minas Gerais. 

V-Agro cai mais de 5% após resultados
Na sequência, aparecem os papéis da Vanguarda Agro (VAGR3), que registram queda de 5,03%, a R$ 3,40, após divulgação do resultado do terceiro trimestre. Na mínima do dia, atingiram baixa de 5,59%, a R$ 3,38. A companhia teve um crescimento de 287,7% no seu prejuízo líquido, passando de R$ 17,149 milhões para R$ 66,488 milhões ao final do terceiro trimestre. 

Segundo os analistas Douglas Coelho de Oliveira e Catarina Gervai Pedrosa, do Banco Espírito Santo, os números vieram muito abaixo das expectativas mesmo após ajustes nos ativos biológicos. Para eles, há duas razões que podem explicar os dados ruins no período: o primeiro é o milho, que (apesar de maiores volumes de vendas) trouxe uma receita abaixo do inicialmente esperado para o trimestre; e o segundo, é a decisão da companhia de plantar menos algodão no ano. 

Light ameniza ganhos; bancos revisam recomendação
Já a Light (LIGT3), que chegou a liderar o Ibovespa nesta sessão com alta de 2,89%, a R$ 20,66, ameniza os ganhos e registra valorização de 1,34%, a R$ 20,35. O BTG Pactual elevou a recomendação das ações, de neutra para compra, enquanto o Citi revisou o preço-alvo para cima, de R$ 20,40 para R$ 21,50. Ambos, foram após a divulgação do resultado do terceiro trimestre. 

A Light teve um lucro líquido de R$ 121,2 milhões no terceiro trimestre, numa alta de 44,1%, na comparação anual, impulsionada pelo crescimento do mercado e redução nas provisões. Considerando o aporte da CDE, homologado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) na revisão tarifária, o lucro líquido da Light foi de R$ 321,5 milhões, alta anual de 282,1%. A média de estimativas de cinco analistas consultados pela Reuters apontava para lucro de R$ 145 milhões.

Copel cai após queda de 14,5% no lucro
A terceira e última empresa do Ibovespa a reportar resultado entre a noite de ontem e esta manhã foi a Copel (CPLE6), que vê suas ações recuarem 1,72%, a R$ 29,77.  

A empresa reportou uma queda de 14,5% no lucro líquido do terceiro trimestre, passando de R$ 319 milhões para R$ 273 milhões. O Ebitda, por sua vez, registrou queda de 6,1%, para R$ 463 milhões, enquanto a receita líquida registrou alta de 10,5%, para R$ 2,255 bilhões.

Metal Leve dispara mais de 6% após lucro subir para R$ 78,8 mi
A Mahle Metal Leve (LEVE3) ganha o holofote do mercado entre as cinco empresas fora do Ibovespa que divulgaram seus balanços na noite de sexta-feira. Os papéis registram ganhos de 6,17%, sendo cotados a R$ 28,56. A empresa viu seu lucro líquido passar para R$ 78,8 milhões no terceiro trimestre, contra R$ 55 milhões no mesmo período de 2012. 

Segundo o BB Investimentos, o desempenho positivo da empresa mostra que a estratégia de diversificação de mercados (interno e externo), mix de setores (pesados e leves) foram fatores chave para mitigação de riscos cíclicos. As expectativas dos analistas permanecem positivas para a companhia tanto no médio quanto no longo prazo, tendo em vista que ainda é considerada a retomada do mercado interno de veículos pesados como dado que vai beneficiar a Metal Leve nos próximos meses.

BR Properties sobe com recompra de ações
Já as ações da BR Properties (BRPR3) sobem 2,06%, a R$ 17,30, após a empresa ter aprovado um programa de recompra de ações. 

O conselho de administração da BR Properties aprovou o programa de recompra de até 17 milhões de ações ordinárias em circulação na BM&FBovespa, até o montante de R$ 313 milhões. A aquisição será feita pelo preço de mercado, com prazo até 8 de maio de 2014. 

Ação da "nova Ambev", ABEV3 estreia na bolsa em queda
As novas ações da Ambev (ABEV3), após a reestruturação societária, estrearam nesta segunda-feira em queda de 1,09%, a R$ 17,17, após chegarem a atingir cotação mínima de 1,96%, a R$ 17,02.

A partir desta segunda, a companhia deixa de se chamar Companhia de Bebidas das Américas. Com a mudança, cada ação de emissão da Ambev, seja ela ordinária ou preferencial, ou ADR representativo de ação, ordinária ou preferencial, da companhia, passa a dar direito ao recebimento por parte de seu titular de 5 ações ordinárias de emissão da Ambev S.A. ou 5 ADRs (American Depositary Receipts) da Ambev S.A., conforme o caso. Essa nova classe de ações dão direito a um tag along de 80% em caso de mudança de controle da empresa.

A partir da operação, a companhia espera aumentar a liquidez de seus papéis na bolsa, além de simplificar sua estrutura societária, melhorando assim a governança corporativa. Vale destacar também que a nova estrutura permite alinhar com mais facilidade os interesses dos acionistas minoritários com os controladores da empresa.

 

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