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Ibovespa diminui perdas nesta tarde impulsionado pelo setor de telecom

Confiança do consumidor norte-americano recuou em setembro; blue chips e OGX ajudam a pressionar o índice

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(Rafael Matsunaga/Wikimedia)

SÃO PAULO - O Ibovespa segue no negativo nesta terça-feira (24), divergindo do movimento de leve alta visto nos mercados internacionais, que operam no positivo apesar de dados fracos da confiança do consumidor norte-americano e dos empresários alemães. Às 15h30 (horário de Brasília) o benchmark da bolsa brasileira recuava 0,21%, a 54.490 pontos.

Nos EUA, o Consumer Confidence recuou para 79,7 em setembro, ante 81,8 em agosto e expectativa de 80,0. Já o indicador de valor de hipoteca subiu para 1,0%, ante 0,7% do mês anterior. Ainda por lá, diversos discursos chamam atenção, inclusive o feito pela presidente Dilma Rousseff em Assembleia da ONU (Organização das Nações Unidas), no qual a mandatária criticou veemente a espionagem feita pelos EUA no Brasil.

Entre as empresas que levam o Ibovespa a recuar estão OGX Petróleo (OGXP3, R$ 0,38, -2,56%), B2W (BTOW3, R$ 14,82, -1,98%), Bradespar (BRAP4, R$ 25,20, -1,95%), BR Malls (BRML3, R$ 20,84, -1,79%) e Klabin (KLBN4, R$ 11,80, -1,75%). 

As blue chips Vale (VALE3, R$ 35,50, -1,42%; VALE5, R$ 32,47, -0,85%) e Petrobras (PETR3, R$ 17,49, -0,74%; PETR4, R$ 18,99, -0,68%) também colaboram com a queda, uma vez que juntas possuem mais de 20% de participação no índice.

Na ponta positiva, a Tim (TIMP3, R$ 11,18, +10,48%sobe após controladora da Vivo anunciar compra de maior fatia da Telecom Italia, detentora da Tim. As ações da Telefônica (VIVT4, R$ 51,47, +3,58%), controladora da Vivo, também apresentam valorização, junto com os papéis preferenciais da Oi (OIBR4, R$ 5,12, 4,49%).

Dudley e Fisherman
Na última segunda-feira, discursos de membros do Fomc (Federal Open Market Comittee) pesaram sobre os índices norte-americanos, com sinais de que a recuperação pode estar frágil e por isso não é recomendável iniciar a retirada do QE3 agora. Esses sinais ficaram claros no discurso de William Dudley, presidente do Fed de Nova York, que disse que a economia do país ainda precisa do apoio do QE3, por ainda não ter apresentado nenhuma melhora significativa.

Já Richard Fisher, presidente do Fed de Dallas e membro não-votante do Fomc, reiterou sua posição contra o QE3, dizendo que a decisão de manter o pacote de estímulo pode aumentar as incertezas do mercado e diminuir a credibilidade das informações transmitidas pelo Fed.

Nesta terça-feira, a presidente do Fed do Kansas, Esther George, que na semana passada disse que a decisão do BC criou confusão no mercado e Sandra Pianalto, do Fed de Cleveland, irão discursar. Nos EUA ainda repercute as dificuldades acerca do teto da dívida do governo, que tem causado muita discussão com a dívida chegando ao nível em que o governo pode ficar sem dinheiro. O Congresso tem até o dia 1º de outubro para aprovar um aumento no teto da dívida.

Alemanha chama atenção
No Velho Continente, a Alemanha ganha destaque nesta terça-feira. O indicador Ifo de clima de negócios no país subiu levemente em setembro, mas ficou abaixo do esperado pelo mercado com 107,7, ante expectativa de 108,4.

Ainda por lá, a recém-reeleita chanceler, Angela Merkel, começou a negociar com seus rivais para tentar formar uma grande coalizão para governar o país. No último domingo, o partido de Merkel ganhou as eleições, com o melhor resultado para o partido em mais de duas décadas, mas não atingiu a maioria absoluta de votos.

 

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