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Elétricas caem em meio a rumores de "nova estratégia" para reduzir conta de luz

De acordo com informações do jornal O Estado de S. Paulo, governo vai renovar e fazer relicitações das concessões de distribuição, permitindo assim novos descontos

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(Divulgação)

SÃO PAULO - Em dia "morno" no mercado à espera da decisão do Fomc (Federal Open Market Committee), as ações de empresas do setor elétrico são destaque de baixa na sessão desta quarta-feira (18), em meio às expectativas de que o governo federal esteja preparando uma nova estratégia para continuar abaixando os preços da conta de luz. De acordo com informações do jornal O Estado de S. Paulo, o governo vai renovar e fazer relicitações das concessões de distribuição, permitindo assim novos descontos.

Estão em questão as distribuidoras mantidas pela Cemig (CMIG4, R$ 18,26 , -2,04%), Copel (CPLE6; R$ 30,92, -1,06%), que pertencem ao Ibovespa, além de todas as seis concessionárias controladas pela Eletrobras (ELET3, R$ 6,18, -0,64%; ELET6, R$ 10,09, -1,85%). Celesc (CLSC4) e Celg (GPAR3). Energias do Brasil (ENBR3, R$ 11,41, -2,65%) e Light (LIGT3, R$ 17,89, -2,19%) também se destacam na ponta negativa do índice, de acordo com cotação das 10h39 (horário de Brasília). 

As concessões de prazo mais longo, que completarão 50 anos entre 2015 e 2017, serão terminadas e novos contratos serão realizados por meio de novas licitações, o que abre espaço para que novas empresas disputem a concessão. Aquelas que completarão 30 anos no período poderão renovar a concessão por mais 20 anos; contudo, os contratos serão distintos dos atuais, com regras mais rígidas e com redução nos custos de operação. 

O governo anunciará as novas regras ainda em 2013. A presidente da República Dilma Rousseff espera que o setor elétrico trabalhe com custos mais baixos, porque isso poderia permitir novos descontos para o consumidor, atenuando assim o peso de futuros reajustes. De acordo com a Ativa Corretora, a notícia é negativa para o setor de distribuição, mas destaca que ainda precisam ser divulgadas mais informações sobre o assunto. A equipe de análise da corretora ressalta ainda os recentes atos do governo, que deterioram o sentimento dos investidores quanto as empresas.

 

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