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Entre disparada de empresas X e realização de ganhos, Ibovespa opera estável

Índice tenta achar folêgo para estender maior sequência de altas do ano; véspera de vencimento de opções na Bovespa e indicadores dos EUA estão em foco

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(Rafael Matsunaga/Wikimedia)

SÃO PAULO - Em uma sexta-feira (16) mais tranquila nos mercados após o final da temporada de resultados do 2º trimestre, o Ibovespa encontra dificuldades em estender sua sequência de 7 altas e opera bem próximo da pontuação de fechamento de ontem. Segundo cotação das 10h36 (horário de Brasília), o benchmark da bolsa brasileira recuava 0,07%, a 50.875 pontos, após chegar a subir 0,6% minutos antes.

Entre as maiores altas do índice, destaque para as empresas do Grupo EBX, de Eike Batista, que sobem mais de 4% neste horário - LLX Logística (LLXL3, R$ 1,82, +8,98%), MMX Mineração (MMXM3, R$ 2,07, +4,55%) e OGX Petróleo (OGXP3, R$ 0,66, +4,76%). Sobre a LLX, vale destacar que a companhia acumula alta de mais de 100% nos últimos 7 pregões. Nesta semana, o Grupo EIG concordou em aplicar R$ 1,3 bilhão na empresa e, em troca, ele se tornará o acionista controlador da LLX no lugar de Eike.

Anulando os ganhos do "mundo X", aparecem ações com peso relativo na ponta negativa do Ibovespa. É o caso da MRV (MRVE3, R$ 7,66, -2,17%),  Cosan (CSAN3, R$ 39,78, -1,90%), Itaúsa (ITSA4, R$ 8,39, -1,87%), Hering  (HGTX3, R$ 33,15, -1,63%) e Copel (CPLE6, R$ 30,51, -1,58%).

Calmaria no final da semana?
Passado o agitado fim da temporada de resultados do 2º trimestres, o último pregão da semana promete ser mais tranquilo, com os investidores avaliando apenas dados das economias norte-americana e europeia e algumas teleconferências de resultados de empresas nacionais. No entanto, vale lembrar que teremos o vencimento de opções sobre ações negociadas na Bovespa na próxima segunda-feira (19), o que costuma trazer volatilidade às principais blue chips da bolsa brasileira nos dias que antecedem o vencimento, uma vez que os investidores tem até a data limite para negociar seus contratos de opção - na segunda-feira, eles podem apenas exercer o direito de compra ou venda da ação, mas não podem negociar o contrato da opção.

Na agenda dos EUA, importantes dados sobre o setor imobiliário foram apresentados. O Building Permits, que mostra a quantidade de concessões de alvarás para construção no país, subiu para 943 mil em julho, ante expectativa de 934 mil, enquanto o número de novas construções residenciais avançou para 896 mil, em linha com o esperado.

Além disso, o Productivity & Costs, que mede a produtividade da mão de obra nos EUA, referente ao segundo trimestre subiu 0,9%, bem melhor do que o esperado - analistas projetavam estabilidade na produção. Fechando a agenda do dia, às 10h55 será apresentada a prévia do índice de confiança do consumidor norte-americano de agosto, através do Michigan Sentiment, calculado pela Universidade de Michigan.

Mantega se reúne em SP
Na agenda brasileira do dia, destaque para a participação de Guido Mantega, ministro da Fazenda, durante reunião do Fórum Nacional da Indústria em São Paulo.

Além disso, os mercados contam com teleconferências de 8 empresas, dentre elas a Copel. Na pauta de indicadores, sairá o índice de Confiança do Empresário Industrial de agosto. Mais cedo, o IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor Semanal) mostrou avanço de 0,05%, ante retração de 0,02% no mês anterior, segundo dados da FGV (Fundação Getulio Vargas).

Superávit europeu e dedo gordo chinês
Na Europa, o superávit comercial da zona do euro aumentou em junho, com queda de 6% nas importações e recuo de 3% nas exportações. Já a inflação no bloco econômico caiu 0,5% em julho, com taxa anual permanecendo em 1,6%, abaixo da meta de 2% do BCE (Banco Central Europeu).

Na Ásia, embora a agenda não tenha trazido nenhuma grande novidade, vale destacar o movimento atípico apresentado pelo índice Shanghai, chegou a registrar ganhos de até 5,6% antes de fechar com queda de 0,67%. Operadores locais atribuíram a repentina alta à uma execução não-intencional de 7 bilhões de iuanes (US$ 1,130 bilhão) feita por uma corretora local, e avaliam que esse tipo de movimento não ajuda na confiança sobre o mercado chinês - o que, no jargão do mercado, é conhecido como "dedo gordo". Compras relacionadas a futuros e potenciais políticas governamentais também foram especuladas para esse movimento.

 

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