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Ibovespa vira para alta, com empresas X, BRF e ALL ofuscando queda da Oi

No exterior, zona do euro deixa recessão enquanto nos EUA o presidente do Fed de Saint Louis discursará a tarde; por aqui, mais de 40 resultados agitam o dia

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(Getty Images)

SÃO PAULO - Após um começo no campo negativo, o Ibovespa esboça uma reação e passa a operar com leve alta, tentando estender para 6 pregões sua sequência de ganhos. Os investidores avaliam nesta quarta-feira (14) a saída da zona do euro da recessão e ficam no aguardo do discurso de um membro votante do Federal Reserve nos EUA. Além disso, esta sessão marca o último dia da temporada de resultados corporativos, sendo esperado mais de 40 balanços trimestrais, e também conta com o vencimento dos contratos de Ibovespa Futuro e de opções do índice. Às 10h48 (horário de Brasília), o benchmark da bolsa brasileira subia 0,20%, a 50.701 pontos. 

No último dia oficial de balanços trimestrais, mais de 40 empresas divulgam seus resultados do 2º trimestre do ano. Dentro do Ibovespa, a Cemig (CMIG4, R$ 20,63, -0,10%) registrou alta de 2% em seu lucro líquido. Para a Sabesp (SBSP3, R$ 21,83, +0,23%), o aumento do lucro líquido veio junto com a maior receita a partir do reajuste tarifário. A Light (LIGT3, R$ 17,84, -0,28%),também viu sua receita e lucro líquidos avançarem no período.

No entanto, o principal destaque fica com a Oi (OIBR3OIBR4), que além do prejuízo líquido de R$ 124 milhões, pressionado por aumento de despesas e maior endividamento, anunciou a redução dos dividendos a serem pagos aos acionistas nos exercícios sociais de 2013 a 2016, indo de R$ 2 bilhões para R$ 500 milhões relativos aos exercícios sociais de 2013 a 2016. Com isso, as ações ordinárias caíam 8,52%, a R$ 4,51, enquanto as preferenciais recuavam 7,62%, a R$ 4,12. No começo do dia, ambas chegaram a cair mais de 10%. 

Eike, Petro, BRF e ALL anulam queda da Oi
Contrabalanceando a derrocada da Oi, as ações das empresas do Grupo EBX, de Eike Batista, ajudam a jogar o Ibovespa para cima, com LLX Logística (LLXL3, R$ 1,38, +6,98%) e MMX Mineração (MMXM3, R$ 2,08, +2,46%) e OGX Petróleo (OGXP3, R$ 0,68, +1,45%) seguindo o rali visto na véspera, quando a notícia de que um fundo de Abu Dhabi deve investir US$ 1 bilhão no grupo fez os ativos LLXL3 dispararem 17%.

A Petrobras (PETR3, R$ 15,90, +0,38%; PETR4, R$ 16,49, +0,73%), embora com alta modesta, também também ajuda o Ibovespa a ficar no azul, tendo em vista sua forte participação no índice - a estatal responde por cerca de 10% de importância na carteira teórica.

A BRF (BRFS3, R$ 53,52, +2,73%) também sobe forte após o anúncio de revisão de planos e do novo presidente da companhia, Claudio Galeazzi. Por fim, a ALL (ALLL3, R$ 9,16, +4,33%) sobe mais de 4% com a notícia de que a Cosan (CSAN3, R$ 41,71, +0,29%) desistiu de entrar no bloco de controle da companhia.

Inflação e discurso nos EUA
Nos EUA, além do PPI, indicador que mensura a variação nos preços ao produtor norte-americano, que mostrou estabilidade em julho, ante expectativa de alta de 0,3% após avançar 0,8% em junho, a agenda econômica conta ainda com os estoques de petróleo do país, divulgado semanalmente pela EIA (Energy Administration Information) às 11h30. Nesta sessão, ganha destaque também o discurso do presidente do Federal Reserve de St. Louis, James Bullard, que participará de um evento em Kentucky durante a tarde. Bullard é membro votante do Fomc (Federal Open Market Comittee).

Os discursos de presidentes regionais do Fed têm repercutido cada vez mais nos mercados, com alguns dizendo que esperam que a autoridade monetária inicie a retirada gradual do Quantitative Easing 3 - programa de estímulo monetário que abrange a compra de até US$ 85 bilhões em títulos mensalmente pelo BC norte-americano - já em setembro.

Europa fora da recessão
No noticiário internacional, o grande destaque fica com a Europa, que cresceu 0,3% após seis trimestres de recessão - a expectativa era de crescimento de 0,2%. Na Alemanha, o crescimento do PIB foi de 0,5% no período, ante expectativas de avanço de 0,1%. Na França, a alta de 0,7% no indicador superou as projeções de 0,6% e encerrou a recessão que o país enfrentava, há dois trimestres apresentando contração.

Ainda na Europa, a taxa de desemprego da Grã-Bretanha permaneceu em 7,8% em junho e o indicador que mensura a quantidade de populares que pediram auxílio-desemprego em julho registrou queda de 29,2 mil pedidos, ante expectativas de diminuição de 14,3 mil. Por lá, o Bank of England também ganha destaque com a minuta da reunião realizada na semana passada, indicando que a votação não foi unânime e que um membro do comitê esperava por um tempo mais curto para aumentar a taxa. Na ocasião, o BC decidiu manter sua taxa de juros a 0,5% até que o desemprego caia para 7%,

 

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