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Morgan chama ação da Gerdau de mais "investível" do setor; veja mais recomendações

No dia em que a OGX teve o preço-alvo cortado por 6 grandes bancos, HSBC iniciou cobertura para setor de papel e celulose e aponta Fibria como favorita

operário - siderúrgica - Usiminas - Gerdau
(Getty Images)

SÃO PAULO - No radar de recomendações desta terça-feira, o destaque fica para a revisão e início de cobertura de empresas por grandes bancos.  O Morgan Stanley revisou para cima as expectativas para os números da Gerdau (GGBR4), destacando a companhia como "bem encaminhada" e a mais "investível" do setor siderúrgico. Além disso, o banco elevou a perspectiva para o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) entre 1% e 2%, refletindo uma melhor perspectiva para o segmento de aços especiais. 

Contudo, os analistas Carlos de Alba e Lulica Rocha mantiveram a recomendação equalweight (exposição em linha com a média do mercado), possuindo um preço-alvo de R$ 16,50 por ativo GGBR4.

Eles avaliam que, enquanto consideram a exposição da companhia no segmento de aço longo como positiva, as condições desafiadoras para os negócios devem aumentar gradualmente. Além disso, no longo prazo, a ação parece estar avaliada a preços considerados justos apesar da recente correção de preços.

Em reunião com a gestão da companhia, Alba e Rocha destacaram as perspectivas para a companhia, ressaltando que o segmento de aços especiais seja talvez um dos negócios mais atrativos no médio prazo. Além disso, a Gerdau espera que os volumes cresçam entre 4% e 6% no Brasil, em meio aos gastos com infraestrutura, o que devem fazer com que os preços domésticos se fortaleçam. Por fim, a companhia tem ganhado participação de mercado na América do Norte.

Fibria é a aposta favorita do HSBC
O HSBC iniciou a cobertura para as ações de empresas do setor de papel e celulose. A Fibria (FIBR3) é a aposta favorita dos analistas Jonathan Brandt e Miguel Falcão, que possuem recomendação overweight (exposição acima da média do mercado) para os ativos.

Dentre os fatores positivos para a companhia, destacam, está a estrutura de custos bastante baixa - a menor dentre as produtoras no mundo -, além de se beneficiar da desvalorização do real. Conforme apontam os analistas, para cada 5% de desvalorização do real contra o dólar, o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) tem aumento de 12,5%. 

Além disso, os analistas citam a desalavancagem e o potencial de elevação do rating da companhia para grau de investimento nos próximos doze meses. Contribui ainda para a visão positiva o desconto de 26% das ações em relação a seus pares na América Latina, apesar do papel ser negociado em linha com a média histórica.

Já a classificação para a Suzano (SUZB5) também é overweight, devido ao melhor perfil de produção no curto prazo na região, com expectativa de crescimento da capacidade de celulose de mercado de 80% após a conclusão de seu projeto no Maranhão ainda este ano, além da alavancagem positiva no caso de desvalorização adicional do real. Os analistas estimam um aumento de 8,5% no Ebitda a cada 5% de desvalorização do real).

Por fim, os analistas destacam o caixa unitário da companhia, o qual tem aumentado mais na Suzano do que na Fibria nos últimos anos, mas que deve finalmente ficar sob controle na medida em que seu projeto Maranhão se concretize e comece a usar menos madeira de terceiros (mais cara) em suas operações nos anos vindouros.

Fator realiza encontro com a Santos Brasil
Os analistas do banco Fator Corretora, Gabriel De Gaetano e Rapahel Assumpção, realizaram encontro com a diretoria da Santos Brasil (SBTP11), destacando a visão positiva em relação ao impacto da concorrência por conta dos inícios da operação de BTP e Embraport, assim como as perspectivas sobre a companhia.

Com isso, os analistas seguem com recomendação de compra para os ativos, possuindo preço-alvo de R$ 38,00 para as units da companhia.

Neste cenário, os analistas destacam que o crescente barulho por conta das manifestações populares no Brasil, deve postergar as conversas sobre a renovação da concessão do Tecon Santos, que devem ser retomadas ainda esse ano. Ainda no que tange as manifestações, a companhia acredita já ter passado por períodos piores por conta das manifestações de trabalhadores avulsos frente a possíveis implicações da MP 595 ocorridas em fevereiro.

Já em relação à recente valorização do dólar, o impacto deve ocorrer pela redução de importações e consequentemente reduzindo receitas de armazenagem, movimento que tende a ser compensado por aumento do volume de exportação, apontam os analistas.

OGX: 6 reduções de preço-alvo
Esta sessão também foi marcada pela revisão de recomendação e preço-alvo das ações da OGX (OGXP3) por seis grandes bancos internacionais, na esteira da suspensão do desenvolvimento de três poços em Tubarão Azul

O UBS reduziu o preço-alvo das ações da OGX, de R$ 1,00 para R$ 0,20, representando um potencial de desvalorização de 64,29% em relação ao fechamento da última segunda-feira (1). 

Já o HSBC e Credit Suisse reduziram o preço-alvo para R$ 0,30. Em relatório, os analistas do Credit Suisse reiteraram que a empresa precisaria resolver com urgência essa equação do fluxo de caixa tanto no curto prazo, quando no médio e longo prazo.

Enquanto isso, o JPMorgan revisou para baixo o preço justo dos papéis para entre R$ 0,50 e R$ 0,70, reconhecendo o upside existente no caso da put ser exercida por Eike Batista, acionista controlador da OGX, embora existam preocupações quanto à possibilidade de entrar em prática. 

Por fim, o Deutsche Bank e Bank of America Merrill Lynch - com as análises mais pessimistas - reduziram o preço-alvo para R$ 0,10. O BofA cogitou ainda que a companhia poderia seguir por dois caminhos: a venda ou a liquidação total. 

Bradesco reitera outperform para BM&FBovespa e Raia Drogasil
Já a Bradesco Corretora reiterou as suas projeções para as ações da BM&FBovesa (BVMF3) e para a Raia Drogasil (RADL3). Os analistas da corretora destacam que os números da BM&FBovespa deve apresentar alta nos volumes com os custos sendo mantidos sob controle. 

Por outro lado, os analistas repercutem a mudança na diretoria da RaiaDrogasil, com a saída de Cláudio Roberto Ely para a entrada de Marcílio Pousada. Ely comandou a companhia por 15 anos - 13 anos como diretor geral da Drogasil e dois como presidente da Raia Drogasil.

De acordo com os analistas, o fato da companhia ter feito a mudança indica que a diretoria está confortável o suficiente para realizar o processo de integração, representando assim uma mudança para a próxima fase da companhia. A Bradesco Corretora possui preço-alvo de R$ 15,80 para os ativos BVMF3 e de R$ 27,60 para as ações RADL3. 

 

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