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S&P eleva rating da Hypermarcas; Raia Drogasil, Cyrela e Hering têm novos diretores

Também em destaque, está a redução da participação do BNY Mellon na Santos Brasil e na Technos

hypermarcas produtos
(divulgação)

SÃO PAULO - Após iniciar o segundo semestre em queda, bastante influenciado pela baixa das ações da OGX Petróleo (OGXP3), o noticiário para o Ibovespa para esta terça-feira (2) também está bastante agitado.

Em destaque, a Hypermarcas (HYPE3) teve seu rating em escala nacional elevado pela agência de classificação de risco Standard & Poor's, passando de brA- para brA e reafirmando os ratings BB- em escala global. A perspectiva para os ratings é estável. 

De acordo com a agência, os ratings da Hypermarcas refletem a avaliação de seu perfil de risco de negócios “regular”, seu perfil de risco financeiro “agressivo” e sua liquidez “forte”.

"Após um período de métricas de crédito fracas para a categoria de rating decorrentes do maior endividamento para financiar aquisições e de problemas operacionais, a empresa vem melhorando sua geração de fluxo de caixa e usando o caixa excedente para reduzir a dívida nos últimos trimestres, conforme esperado", afirma.

Com isso, avalia, a Hypermarcas continuará melhorando suas métricas de crédito em meio a maior eficiência operacional e redução gradativa de dívida. A elevação dos ratings na escala Nacional Brasil reflete ainda a visão de que a empresa tem melhorado sua eficiência operacional e estrutura de capital, com liquidez suficiente para cobrir seus vencimentos de dívida até 2015.

A avaliação do perfil de risco de negócios da Hypermarcas como “regular” reflete seu portfólio de produtos diversificado tanto na divisão de bens de consumo quanto na divisão Farma e sua posição de líder de mercado em diversas marcas.

No entanto, destaca, a empresa possui operações somente no Brasil quando comparada a grandes multinacionais nas duas indústrias. Sua rentabilidade é um pouco mais alta do que a de outros pares na indústria de produtos de consumo por causa da margem muito maior em sua divisão Farma. Por outro lado, a rentabilidade e geração de fluxo de caixa da Hypermarcas podem ser pressionadas em função da significativa competição por parte de grandes participantes globais e dos investimentos requeridos em marca e inovação, pondera a agência.

Cade aprova compra pela Petrobras e é consultado por Abilio
O Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) aprovou a compra pela Petrobras (PETR3;PETR4) de participação de 23,13% do capital social e votante da usina termelétrica Termoaçu, da Neoenergia, informou a autarquia em despacho publicado nesta terça-feira no Diário Oficial.

A Petrobras, que já possuía 76,9% da usina localizada no município de Alto do Rodrigues, no Rio Grande do Norte, assume o controle integral do negócio com a operação, que não teve o valor divulgado.

Ao Cade, a estatal afirmou ter "identificado uma oportunidade de aumentar sua capacidade de geração, aumentando a eficiência e a confiabilidade do seu parque gerador, contribuindo desse modo para o suprimento de energia para o país." A autarquia não impôs restrições à transação.

Em destaque também, está a consulta da autarquia pelo empresário Abilio Diniz para obter segurança jurídica para permanecer como presidente dos Conselhos de Administração, tanto da BRF (BRFS3) quanto do Pão de Açúcar (PCAR4), empresas em que ele é acionista minoritário, segundo informações do Valor Econômico

Marfrig passa a contar com nova estrutura organizacional
A Marfrig (MRFG3) informou nesta segunda-feira (1), que a partir do dia 1º de setembro a companhia passa a contar com uma nova estrutura organizacional. Com isso, a divisão de negócios da companhia passa a ser dividida entre o segmento Brasil e o segmento Cone Sul, que conta com os mercados da Argentina, Chile, Uruguai, Rio Grande do Sul e Pampeano.

De acordo com comunicado, Andrew Murchie manterá sua posição de CEO da Marfrig Beef Brasil, enquanto que Martín Secco assume a posição de CEO da Marfrig Beef Cone Sul. Os dois passam a se reportar diretamente a Sérgio Rial, que está em processo de transição para assumir a posição de presidente do grupo Marfrig até 1º de Janeiro de 2014. Além disso, Marcos Molina passa a assumir a posição de Presidente do Conselho de Administração da empresa.

Por fim, a companhia informou que James Cruden, CEO da Divisão Marfrig Beef para a América do Sul, irá se aposentar após 9 anos trabalhando na empresa, permanecendo no cargo até o próximo dia 31 de agosto.

Raia Drogasil terá novo presidente
A Raia Drogasil (RADL3) terá novo presidente a partir do dia 23 de julho, com a saída de Cláudio Roberto Ely para a entrada de Marcílio Pousada. Ely comandou a companhia por 15 anos - 13 anos como diretor geral da Drogasil e dois como presidente da Raia Drogasil.

Ely realizou a fusão entre a Drogasil e a Raia. O presidente do Conselho de Administração, Antonio Carlos Pizzoni, destacou que o processo de mudança vem ocorrendo desde a formação da Raia Drogasil, em novembro de 2011. A teleconferência para a apresentação do novo CEO (Chief Executive Officer) ocorrerá no dia 31 de julho.  

Cyrela terá novo diretor financeiro e de RI
A Cyrela (CYRE3) também verá um dos seus cargos mais importantes mudando de mãos. A empresa comunicou na noite da véspera que, a partir do dia 15 de agosto, José Florêncio Rodrigues deixa de fazer parte do quadro de colabores da companhia para assumir o cargo de diretor da CCP - Cyrela Commercial Properties.

Com isso, a partir da mesma data, Eric Alencar acumulará os cargos de diretor financeiro e de diretor de relações com investidores da companhia. 

José Florêncio atuava, desde fevereiro de 2011, como Vice-Presidente Financeiro da Cyrela Brazil Realty, acumulando,a partir de agosto de 2011, a Diretoria de Relações com Investidores daquela empresa. Anteriormente, atuou por nove anos no Grupo Camargo Corrêa. Rafael Novellino manterá sua condição de Membro do Conselho de Administração da Cyrela Commercial Properties.

Hering anuncia novo diretor de marca
A Cia Hering (HGTX3) anunciou - em complemento ao comunicado ao mercado publicado em 10 de junho referente à nova estrutura voltada à gestão de marcas e à migração de Edson Amaro, até então gerente responsável pelo mercado internacional, para a diretoria das marcas Hering Kids, PUC e Dzarm,- a chegada nesta semana de Luis Renato Bueno, o qual ficará à frente da diretoria da marca Hering Adulto.

O novo executivo vem da Natura (NATU3), onde atuou por cinco anos, passando por diversas posições, sendo a última delas a diretoria de fragrâncias, bebês, crianças e datas especiais (Natal, Dia das Mães e Dia dos Namorados). Anteriormente, esteve à frente da diretoria da Unidade de Negócio Sul; do Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo e Unidade de Negócio Centro-Oeste, e ainda foi gerente de novos negócios internacionais e M&A também na Natura.

BNY Mellon reduz participação na Technos e Santos Brasil 
A Technos (TECN3) comunicou aos seus acionistas e ao mercado em geral que, na vésera, recebeu uma correspondência da BNY Mellon ARX Investimentos afirmando que, em 27 de junho, os fundos de investimento e carteiras de clientes geridos pela BNY Mellon reduziram, em conjunto, sua participação em percentual inferior a 5% do total de ações ordinárias de emissão da Companhia, sendo que, nesta data, os Investidores passaram a deter 3.458.269 ações ordinárias, representando 4,45% das ações ordinárias de emissão da Companhia.

O mesmo fundo de investimentos reduziu a participação em ações preferenciais da Santos Brasil (SBTP11), passando a deter 13,45 milhões de papéis PN na companhia. A referida participação dos fundos representa, aproximadamente, 6,37% das ações preferenciais da Santos Brasil.

Conforme informações prestadas pela BNY Mellon, a referida redução não objetiva alterar a composição do controle ou a estrutura administrativa da Companhia. Para ter acesso à correspondência recebida da BNY Mellon. 

Banco Daycoval ofertará 1.167 letras financeiras
O Banco Daycoval (DAYC4) ofertará até 1.167 letras financeiras da segunda emissão e até 667 não conversíveis em ações, todas nominativas e escriturais, com valor nominal unitário de R$ 300 mil, perfazendo o valor de até R$ 350,1 milhões para a segunda emissão. O valor será de até R$ 200,1 milhões para a terceira emissão, totalizando um valor de R$ 550,2 milhões.

As letras financeiras serão ofertadas no Brasil sob coordenação do banco Itaú BBA, que será o coordenador líder, Banco Safra, BB - Banco de Investimento e do Banco Bradesco. A manutenção da oferta não está condicionada à colocação de uma quantidade mínima de letras financeiras.

Caixa financiará R$ 400 milhões para JSL
O Conselho de Administração da JSL (JSLG3) aprovou um programa de financiamento junto à Caixa Econômica Federal no total de R$ 400 milhões, de modo a gerar reforço ao capital de giro da companhia.

O financiamento tem prazo de 72 meses, sendo 30 meses de carência com pagamento trimestral de encargos financeiros. Nos 42 meses restantes, o empréstimo terá amortização mensal, com pagamento de principal somado aos encargos financeiros.

 

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