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Ibovespa recua após indicadores norte-americanos mistos

Consumer Confidence apontou alta enquanto PMI de Chicago caiu mais do que o esperado; 14 empresas divulgaram balanços desde o último fechamento

Bovespa - mesa - corretores - mercado financeiro
(Divulgação/BM&FBovespa)

SÃO PAULO - Após abrir oscilando próximo à estabilidade no pregão desta terça-feira (30), o Ibovespa recua depois da divulgação de indicadores norte-americanos. O benchmark brasileiro opera em queda de 0,26%, a 54.744 pontos na cotação das 11h22 (horário de Brasília).

Na mínima do dia, às 11h06, o Ibovespa chegou a cair 0,68%, a 54.584 pontos. Assim como aqui, os índices acionários norte-americanos intensificaram suas perdas após os indicadores, mas já amenizam as quedas.

Às 10h45, foi divulgado o nível da atividade industrial de Chicago que registrou 49,0 em abril, valor menor do que o esperado pelo mercado (52,0) e que o apresentado em março (52,4). Já às 11h00, o Consumer Confidence, que mensura o sentimento do consumidor, subiu mais do que o esperado, para 68,1 em abril, ante expectativa de 61,0.

Resultados agitam Bovespa
Entre os destaques de queda, o Pão de Açúcar (PCAR4) cai 2,81%, a R$ 107,39, apesar do lucro líquido de R$ 275 milhões no primeiro trimestre ter aumentado 69,7% em relação aos R$ 162 milhões obtidos em 2012. O Itaú Unibanco (ITUB4) desvaloriza 1,52%, a R$ 32,30 após resultado praticamente em linha com o do primeiro trimestre de 2012, com R$ 3,47 bilhões. Para ver mais sobre os 14 resultados desde o último fechamento, clique aqui.

Já na ponta positiva do índice, estão a BRF (BRFS3, R$ 49,06, +2,38%), e a Embraer (EMBR3, R$ 17,23, +4,93%), que divulgaram seus resultados trimestrais. A MMX Mineração (MMXM3, R$ 2,36, -0,84%) vira e apresenta leve queda, após figurar como a segunda maior alta do Ibovespa. O resultado da mineradora apresentou prejuízo de R$ 55,2 milhões, ante lucro de R$ 49,3 milhões na mesma base comparativa, enquanto a dívida líquida da companhia aumentou 45%, para R$ 2,02 bilhões.

Agenda dos EUA
Com os investidores aguardando o fim da reunião e a decisão sobre a taxa de juros do Fomc na próxima quarta-feira (1), a agenda norte-americana está movimentada nesta sessão. Por lá, o Employment Cost Index, índice trimestral calculado pelo Departamento de Trabalho que mede o custo da mão-de-obra e é muito utilizado pelo mercado como um indicador de inflação do país subiu 0,3% no primeiro trimestre, ante expectativa de alta de 0,5% e aumento de 0,4% registrado no trimestre anterior.

Já o S&P/Case-Shiller Home Price, indicador que denota a trajetória dos preços das casas no país por meio de uma média móvel trimestral, cresceu mais do que o esperado em fevereiro, com alta de 9,3%. Projeções compiladas pelo portal Briefing apontavam para aumento de 8,7%.

Europa em alta
Na Europa, a inflação na zona do euro caiu para o menor nível desde 2010 em abril, registrando alta de 1,2%, enquanto a taxa de desemprego de março atingiu o recorde de 12,1%. Esses dados estimulam o mercado a acreditar que o BCE (Banco Central Europeu) cortará a taxa de juros na quinta-feira (2), que já está na mínima de 0,75% ao ano.

Após operarem em queda no início do pregão, as ações europeias apresentam ganhos, após indicadores melhores do que o esperado nos EUA.

Ainda na Europa, o Chipre decidirá nesta terça-feira se prossegue fazendo parte da zona do euro e aceita os termos para continuar recebendo resgates de seus credores internacionais ou se sai do bloco econômico. Especula-se que caso a saída não seja aprovada, será por uma maioria política fragil que destoa dos crescentes apelos para que o país saia.

Ásia apresenta máximas
Já na Ásia, os índices japoneses apresentam queda, mas ainda assim o índice Nikkei fechou abril com o melhor mês desde 1993, com alta de 11,8%. Outro índice do Japão, o Topix, teve o melhor mês desde 1999. A produção industrial do Japão cresceu 0,2%, enquanto analistas projetavam aumento de 0,4%.

Com isso, os principais índices acionários da região caíram, com forte desvalorização para empresas do setor industrial. Já o principal índice da bolsa de Sydney subiu 1,28%, fechando o pregão com o maior nível desde junho de 2008.

 

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