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Em dia de forte volatilidade, Ibovespa segue sem tendência definida

Índice chegou a subir 0,65% e cair 0,93% nas suas máximas e mínimas do dia; Gol lidera altas, enquanto elétricas e imobiliárias figuram entre as maiores perdas

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(Getty Images)

SÃO PAULO - O Ibovespa opera com bastante volatilidade nesta quinta-feira (18). Após chegar a subir 0,65% na máxima do dia e cair 0,93% na sua mínima intradiária, o benchmark da bolsa brasileira volta a operar sem tendência definida. Às 12h18 (horário de Brasília), o índice apresenta leve queda de 0,10% a 52.828 pontos.

Durante a primeira hora de pregão, o pessimismo tomou conta das bolsas após a bateria de indicadores piores que o esperado nos Estados Unidos. O Initial Claims registrou 352 mil novos pedidos de auxílio-desemprego na semana até 13 de abril, ante expectativa de 355 mil novas solicitações. Já o nível da atividade industrial na Philadelfia mostrou alta pior que a prevista em abril. Por fim, o Leading Indicators, compilado de indicadores já divulgados, caiu 0,1% em março, ante expectativa de neutralidade e alta de 0,5%.

Ainda nesta sessão, o mercado repercute a decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) anunciada na noite da última quinta-feira (18). O comitê deu início ao ciclo de alta de juros ao elevar a Selic em 0,25 ponto percentual, para 7,5% ao ano. Embora tenha vindo dentro do esperado, a decisão chamou atenção pela divergência de votos entre os membros do comitê, já que 2 dos 8 participantes votaram pela manutenção dos juros em 7,25% ao ano.

Destaques da bolsa
Dentre os papéis que são negociados nesta manhã, destaque positivo para Gol (GOLL4, R$ 12,40, +7,36%), BR Malls (BRML3, R$ 23,80, +3,70%), Pão de Açúcar (PCAR4, R$ 107,62, +3,14%), Petrobras (PETR3, R$ 15,91, +2,98%) e Gerdau (GGBR4, R$ 15,11, +2,79%).

Na outra ponta, aparecem elétricas e imobiliárias. Destaque para Eletrobras ON (ELET3, R$ 5,18, -3,18%), Eletropaulo (ELPL4, R$ 8,36, -3,02%) e MRV MRVE3, R$ 8,45, -2,87%).

Alemanha movimenta bolsas europeias
Na Alemanha, o parlamento concordou em ajudar no resgate de € 10 bilhões ao Chipre, com o ministro de finanças, Wolfgang Schaeuble, alertando sobre um possível contágio da crise no resto da zona do euro, caso o resgate não fosse aprovado. Além disso, o parlamento aprovou também o prolongamento em sete anos do período de pagamento do resgate feito para Portugal e Irlanda.

Na última quarta-feira, rumores de que a agência de classificação de risco Fitch cortasse o rating "triplo A" da Alemanha não se confirmaram com a Fitch afirmando que não realizaria o corte, mas a agência risco Egan-Jones saiu na frente e rebaixou o rating alemão de A+ para A, mantendo perspectiva negativa.

Ainda na Europa, o parlamento italiano reúne-se nesta quinta-feira para iniciar a eleição de um novo presidente para o país, após as eleições fracassarem no final de fevereiro. Com todo o noticiário, as ações europeias sobem nesta sessão.

Não há o que temer na China, diz gestor
Já na China, após o Financial Times afirmar que a dívida pública do país está "fora de controle" e pode gerar uma crise financeira maior do que o "crash" das hipotecas norte-americanas em 2008, porém, o gestor do fundo China Investment Corp - que movimenta US$ 482 bilhões -, Jin Liqun, disse que a economia do país irá crescer à níveis sustentáveis e que não há o que temer.

Em entrevista para a rede norte-americana CNBC, Liqun afirmou que "o governo irá atingir a meta sem muita dificuldade". A dúvida do mercado surgiu depois que a prévia do PIB (Produto Interno Bruto) chinês apontou para um crescimento de 7,7%, ficando abaixo da expectativa do mercado, fazendo os investidores questionarem a força de recuperação do país.

IGP-M
No Brasil, a segunda prévia do IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado) registrou alta de 0,28% no segundo decêndio de abril, antes aumento de 0,24% no mesmo período de março, segundo dados da FGV (Fundação Getulio Vargas).

 

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