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Ibovespa opera em alta com LLX liderando os ganhos

LLX lidera ganhos do índice pelo segundo pregão consecutivo; Federal Reserve adiantou divulgação de ata do Fomc para às 10h (horário de Brasília)

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(Divulgação/BM&FBovespa)

SÃO PAULO - O Ibovespa inicia o pregão desta quarta-feira (10) acompanhando os índices mundiais, que apresentam alta nesta sessão. O benchmark brasileiro sobe 1,38%, a 56.686 pontos na cotação das 10h41 (horário de Brasília), com desaceleração do IPCA, dados chineses e adiantamento da divulgação da ata do Fomc (Federal Open Market Committee) nos EUA, que foi apresentada às 10h.

Entre as ações que compõe o Ibovespa, a LLX Logística (LLXL3), que sobe 6,31%, cotada a R$ 2,19, lidera pelo segundo pregão consecutivo a ponta positiva do índice, tendo chegado a subir 8,25%, a R$ 2,23 mais cedo. Na última sessão, o ativo subiu 6,74%, com fechamento a R$ 2,06.

Outras empresas do "mundo X" aparecem entre as altas do Ibovespa, com a OGX Petróleo (OGXP3), subindo 4,24%, cotada a R$ 1,72 e a MMX Mineração (MMXM3) operando com alta de 2,99%, a R$ 2,07. Juntas, as três empresas do grupo EBX correspondem a cerca de 3% da composição do índice.

Federal Reserve antecipa ata do Fomc
Nos EUA, a divulgação da ata do Fomc, geralmente feita às 15h, foi adiantada para as 10h e mostrou que autoridades norte-americanas possuem divergências em relação à duração do QE3, programa de estímulo monetário lançado pelo Federal Reserve em 2012, que visa a injeção de capital na economia através da recompra de títulos pelo governo.

Por aqui, o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) o IPCA registrou alta de 0,47% em março, valor abaixo do apurado em fevereiro, de 0,60%, e das projeções do mercado, que apontavam para 0,50% no mês. Já no acumulado em 12 meses, o índice mostrou inflação de 6,59%, superando o teto da meta estipulado pelo governo, de 6,5%.

O IBGE ainda trouxe o resultado de fevereiro da "Pesquisa Industrial Mensal: Emprego e Salário", que registrou variação nula na quantidade de empregos e aumento de 2,8% na folha de pagamento real. Ainda na agenda econômica, o Banco Central divulga às 12h30 o fluxo cambial semanal.

Importações chinesas trazem ânimo
A balança comercial chinesa reportou déficit de US$ 884 milhões em março, comparado com a estimativa de superávit de US$ 15,4 bilhões e superávit de US$ 15,25 bilhões em fevereiro. O dado reflete o aumento de 14,1% das importações na comparação anual que ofuscou o crescimento de 10% das exportações, sinalizando que a demanda doméstica está ganhando força necessária para impulsionar a recuperação econômica. 

Com isso, os mercados europeus sobem mais de 1% e os asiáticos registraram altas, com o índice mundial MSCI, que possui ações de 45 países, subindo 0,4% para sua máxima desde 3 de abril.

 

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