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Ibovespa intensifica perdas após indicadores fracos nos EUA

Dados dos setores industrial e de construção norte-americanos intensificaram baixa no Ibovespa; final da temporada de resultados também repercute

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(Rafael Matsunaga/Wikimedia)

SÃO PAULO - Após três dias seguidos de alta, o Ibovespa intensificou sua queda nesta segunda-feira (1), após a divulgação de dados sobre os setores industrial e de construção norte-americanos e repercurtindo resultados e Relatório Focus. Às 11h42 (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira apresenta queda de 0,71%, a 55.951 pontos.

Dentre os papéis que são negociados nesta manhã, destaque negativo para Gol (GOLL4, R$ 11,40, -3,39%), LLX Logística (LLXL3, R$ 2,05, -2,38%), Marfrig (MRFG3, R$ 8,25, -2,25%), Gafisa (GFSA3, R$ 3,95, -2,23%) e Brookfield (BISA3, R$ 2,46, -1,99%). Na outra ponta, aparecem as ações do setor siderúrgico, com as da CSN (CSNA3), que sobem 3,29%, cotadas a R$ 9,43 e perfaz a maior alta do índice, seguida da Usiminas (USIM5; 3,05%; R$ 11,15).

A CSN, aliás, foi a última empresa integrante do Ibovespa a divulgar seu resultado trimestral. Divulgado na noite de quinta-feira, a companhia mostrou queda de 61% no lucro líquido do 4º trimestre na comparação com o mesmo período de 2011, indo para R$ 316,1 milhões.

Indicadores norte-americanos em foco
Com feriado na Europa mantendo as principais bolsas do continente fechadas, as atenções se concentram com as referências de Estados Unidos e Ásia. Nos EUA, o índice ISM (Institute for Supply Management), que mensura o nível de atividade industrial no país, caiu mais do que o esperado em março, para 51,3, ante expectativa de 54,0, após os 54,2 registrados no mês anteiror.

Já o Construction Spending, que mede os gastos públicos e privados decorrentes da construção de imóveis subiu mais do que o esperado, com 1,2%. Após a queda de 2,1% em janeiro, analistas esperavam alta para 0,9% em fevereiro.

Na Ásia, o destaque fica com o PMI chinês de março. A leitura oficial registrou 50,9, ante expectativa de analistas para 52,0. Já o PMI aferido pelo HSBC na região registrou alta para 51,6, ante 50,4 em fevereiro.

Focus mantém projeção para taxa Selic
No front doméstico, os economistas consultados pelo Banco Central para a montagem do boletim Focus mantiveram algumas projeções, como a taxa Selic, que manteve-se em 8,50% ao ano. O IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) também apresentou estabilidade, em 5,71%, embora a projeção de inflação para 2014 saltou de 5,60% para 5,68%.

Por outro lado, a mediana das estimativas para o PIB (Produto Interno Bruto) aumentou 0,01 ponto percentual, para 3,01%. A produção industrial registrou 3,12%, ante projeção de 3,00% na semana anterior.

 

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