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Morgan Stanley reduz projeções e vê Ibovespa em 60.000 pontos no fim de 2013

Estimativa anterior era de 72.100 pontos. recomendação para o Brasil é underweight, com analistas ressaltando preocupação com a inflação

ações - mercado financeiro - bolsa - queda - venda

SÃO PAULO - No começo de 2013, a maior parte dos analistas de mercado estava otimista com o Ibovespa, projetando o benchmark da bolsa para um patamar acima dos 70.000 pontos. Dentre as casas de análise que apontavam para perspectivas positivas para o ano, estava o Morgan Stanley, que via o índice aos 72.100 pontos no final do ano, uma alta de cerca de 20% na comparação anual.

Entretanto, nestes dois meses e meio, o que vê não é um cenário tão positivo para o mercado de ações brasileiro, com o índice registrando queda de cerca de 4% no ano. Assim, o Morgan reduziu as suas projeções para o benchmark da bolsa brasileira, reduzindo a sua estimativa para o patamar do índice em 16,78%.

Agora, os analistas do banco norte-americano acreditam que o Ibovespa encerrará 2013 aos 60.000 pontos, uma queda de 1,56% na comparação com o último pregão de 2012 e uma valorização de 2,49% frente ao fechamento da última segunda-feira (11), quando encerrou o dia a 58.544 pontos. Com isso, eles estão com recomendação underweight (desempenho abaixo da média) para o Brasil.

Dentre as questões apontadas para a revisão do modelo de portfólio, estão a proteção contra a inflação e a questão cambial no País, ao esperar uma manutenção do câmbio entre R$ 1,95 e R$ 2,00.

Aceleração da inflação preocupa
De acordo com a equipe de análise do Morgan Stanley, em meio à aceleração da inflação nos últimos meses, é improvável que o País resolva o problema do aumento dos preços neste ano ou no próximo. A expectativa é de que o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) ultrapasse o teto da meta de 6,5% no acumulado de doze meses já em março.

Mesmo que o Copom (Comitê de Política Monetária) decida nas próximas reuniões por um aumento da taxa básica de juros, a Selic, eles não veem isso como suficiente para quebrar o ciclo de alta da inflação. "Nós duvidamos que um aumento na Selic irá quebrar o ciclo crescente dos preços", avaliam, destacando ainda não esperar por altas na próxima reunião do Copom, em abril. 

Com relação ao câmbio, a expectativa é de que ele fique no patamar entre R$ 1,95 e R$ 2,00 para cada dólar nos próximos meses, novamente influenciado pela questão da inflação. Apenas uma tendência baixista dos preços levaria a moeda brasileira a se desvalorizar, passando para patamares acima dos R$ 2,00. Entretanto, o mercado de juros deve se manter volátil, afirma.

Neste sentido, o Morgan Stanley recomenda ficar posicionado na break even inflation (inflação implícita) - que iguala a rentabilidade das NTN-F com a NTN-B - para 2016, uma vez que enxerga que os problemas inflacionários continuam subestimados pelos observadores e gestores de política econômica. 

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