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Ibovespa abre em leve queda, à espera de dados sobre a economia nos EUA

Investidores avaliarão durante a manhã pedidos de bens duráveis e indicador no setor imobiliário

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(Getty Images)

SÃO PAULO - Voltando do feriado de sexta-feira (25), quando os mercados internacionais fecharam com ganhos, o Ibovespa inicia as negociações desta segunda-feira muito próximo da estabilidade, em ligeira queda de 0,20%, aos 61.046 pontos, à espera de novos dados sobre a economia norte-americana.

Assim, o índice contraria a trajetória de ganhos da sexta-feira. Enquanto o mercado brasileiro não funcionou, o índice de ações brasileiras negociadas em Wall Street avançou 0,3%, no mesmo dia em que o norte-americano S&P 500 fechou na máxima desde dezembro de 2007, guiado por bons resultados corporativos.

Nestes momentos iniciais, as maiores quedas do Ibovespa ficam por conta das ações da Eletrobras (ELET6, R$ 12,07, -4,58%; ELET3, R$ 7,06, -2,62%), Fibria (FIBR3, R$ 25,71, -1,87%), Copel (CPLE6, R$ 32,60, -1,87%) e CPFL Energia (CPFE3, R$ 21,07, -1,86%). Na quinta-feira, o Ibovespa fechou em forte queda de 1,29%.

Os investidores ainda avaliarão, às 11h30 (horário de Brasília), os pedidos de bens duráveis nos EUA, com expectativa de aceleração na passagem mensal de 0,8% para 1,6%. Mais tarde, às 13h00, serão conhecidas as vendas pendentes de imóveis, com projeção de estabilidade, segundo compilação feita pelo portal norte-americano Briefing.com.

No cenário local, as expectativas de crescimento da economia brasileira voltam a piorar. O Relatório Focus mostra que a projeção do mercado recuou de 3,19% para 3,10%, na quarta semana de piora nas expectativas.

Os investidores também avaliam o resultado do Bradesco (BBDC4), que abriu a temporada de resultados brasileiros com um lucro líquido de R$ 2,9 bilhões no quarto trimestre, alta de 6,1% sobre o mesmo período do ano anterior. A ação do banco cai 1,46%, aos R$ 37,20.

O otimismo do dia fica por conta da China, onde o principal índice acionário, o de Shanghai Composite, saltou 2,4% depois do governo anunciar nova alta no lurco das indústrias. Os ganhos delas subiram 17,3% em dezembro, na comparação anual. Esse é o quarto mês consecutivo de melhora nos ganhos, embora em novembro (+22,8%) e outubro (+20,5%) a alta tenha sido mais intensa.

 

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