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Ibovespa cai mesmo após bom indicador de confiança na Alemanha

Bolsas europeias amenizam as perdas após indicador de confiança superar - e muito - a expectativa do mercado

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(Getty Images)

SÃO PAULO - Depois de abrir muito próximo da estabilidade, o Ibovespa perde força e parece se consolidar no campo negativo. Segundo cotação das 10h53 (horário de Brasília), o índice cai 0,40%, aos 61.654 pontos, apesar de bons dados de confiança na Alemanha.

O índice ZEW de sentimento econômico disparou dos 6,9 pontos em dezembro para 31,5 pontos em janeiro, enquanto o mercado esperava um crescimento muito mais modesto. Segundo relatório do Bradesco, a expectativa era para algo em torno de 12 pontos. Logo após a divulgação, os mercados europeus amenizaram as perdas - na Alemanha, onde o índice DAX caia mais de 1%, a queda passou para algo em torno de 0,45%.

Nestes minutos iniciais do pregão, os destaques negativos do Ibovespa ficam com as ações da Oi (OIBR4, R$ 8,18, -5,98%; OIBR3, R$ 9,09, -5,71%), Usiminas (USIM5, R$ 11,78, -2,08%),  Cyrela Realty (CYRE3, R$ 18,23, -1,46%) e Gol (GOLL4, R$ 14,54, -1,36%).

As ações da CCX (CCXC3), que saltaram 45% no último pregão, voltam a saltar mais de 20% nesta manhã e já acumulam ganhos de 87% no ano. Na última noite o controlador Eike Batista anunciou que quer fechar o capital da empresa, dando em troca ações de outras empresas do grupo.

Por outro lado, depois de começarem a terça-feira em queda, as bolsas europeias mostram recuperação e se aproximam do campo positivo. Nos EUA, onde eles dão início à semana nesta terça-feira, já que na véspera as bolsas estiveram fechadas por conta do Dia de Martin Luther King Jr., os contratos futuros oscilam muito próximos da estabilidade.

Os investidores norte-americanos ficam de olho na intensificação da temporada de resultados. Entre os números mais relevantes, depois do pregão serão divulgados os números do Google e da IBM.

Ainda na Europa os investidores esperam pelo discuros de Mario Draghi, presidente do BCE (Banco Central Europeu), marcado para essa tarde. A região ainda é movimentada pela reunião entre ministros de Finanças da zona do euro, que devem discutir os problemas econômicos da região e a ajuda do ESM (Mecanismo Europeu de Estabilização) diretamente aos bancos, em vez de passar antes pelos governos.

Para o restante do dia, o indicador mais importante para o mercado deve ser divulgado às 13h00 (horário de Brasília), quando os EUA anunciarão as vendas de novos imóveis em dezembro. No Brasil, destaque para a sondagem industrial de janeiro, medida pela FGV (Fundação Getulio Vargas), e que mostrou apenas leve alta na confiança, o suficiente para levar ao maior patamar desde junho de 2011.

Durante a madrugada o destaque ficou por conta do banco central do Japão, o BoJ (Bank of Japan), que surpreendeu ao adotar uma postura similar ao Federal Reserve. A autoridade monetária japonesa anunciou compras de títulos de 13 trilhões de ienes por mês (cerca de US$ 145 bilhões) a partir do início do próximo ano, sem data para terminar.

Eles também aumentaram a meta de inflação, para tentar combater a queda nos preços. Entretanto, parte do mercado esperava uma postura mais agressiva para este ano, cuja política foi mantida.

 

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