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Após abrir em queda, Ibovespa se recupera e marca leve alta

Agenda norte-americana traz dados sobre mercado de trabalho e imobiliário, além de resultados de bancos

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(Getty Images)

*Atualizado às 10h40 (horário de Brasília)

SÃO PAULO - Depois de iniciar o pregão desta quinta-feira (17) em leve queda, o Ibovespa mostra recuperação e sobe 0,31%, aos 61.978 pontos, segundo cotação das 10h34.

O movimento é seguido por outros mercados. Na Europa, onde alguns dos principais índices da região registravam perdas durante a manhã, já passam para leve alta. Nos EUA, os contratos futuros sobre índices de ações também indicam um início de pregão no positivo.

Por lá, às 11h30 os EUA revelarão os pedidos de auxílio-desemprego na última semana, além de dados sobre o setor imobiliário, com os números de imóveis em início de construção e as novas autorizações para construções, ambos para dezembro. Mais tarde, às 13h00, será divulgado o Philadelphia Fed Index para este mês, que mede a atividade industrial na região.

Nestes minutos iniciais, a maior queda do Ibovespa fica com as ações da CSN (CSNA3, R$ 11,89, -4,42%), pressionadas pela oferta da siderúrgica pelos ativos da ThyssenKrupp. Na outra ponta, destaque para as ações da B2W (BTOW3, R$ 16,43, +3,59%), Gerdau Metalúrgica (GOAU4, R$ 23,04, +1,72%), Gerdau (GGBR4, R$ 18,17, +1,57%),  PDG Realty (PDGR3, R$ 3,25, +1,56%) e BM&FBovespa (BVMF3, R$ 13,59, +1,42%).

Além da agenda norte-americana, e a espera pelos dados da China, que divulgam à noite o PIB (Produto Interno Bruto) de 2012 e números sobre produção industrial e vendas no varejo, os investidores acompanham os resultados de instituições financeiras nos EUA.

Nesta manhã a BlackRock divulgou um lucro líquido acima do esperado, de US$ 3,96 por ação, contra os US$ 3,70 esperados. O Bank of America também divulgou ganhos ligeiramente acima do projetado, de US$ 0,03 contra US$ 0,02. As estimativas foram compiladas pelo portal norte-americano Briefing.com. O mercado ainda espera por números do Citigroup.

BC mantém Selic em 7,25% ao ano
Por aqui o Copom (Comitê de Política Monetária) manteve na noite de quarta-feira a taxa Selic em 7,25% ao ano, conforme esperado pelo mercado. No entanto, a equipe econômica do Bradesco destacou que o comunicado justificou a manutenção dos juros por um longo período por conta da piora da inflação no curto prazo, uma recuperação econômica mais fraca que o esperado e a complexidade do ambiente internacional.

Com relação ao comunicado anterior, o Banco Central qualificou os dois primeiros itens. "Essa novidade indica, a nosso ver, que há um equilíbrio maior, daqui para frente, entre inflação e atividade, nos próximos passos do Banco Central", escreve o economista Octavio de Barros.

 

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