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Ibovespa marca leve queda, em dia de alerta da Fitch a rating dos EUA

Investidores acompanham discussões sobre elevação do teto da dívida norte-americana, em meio a um Congresso dividido

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(Getty Images)

SÃO PAULO - De olho no impasse sobre o teto da dívida dos EUA, o Ibovespa dá início ao pregão desta terça-feira (15) em leve queda de 0,21%, aos 61.986 pontos, segundo cotação das 10h17 (horário de Brasília). Na Europa, os mercados oscilavam perto da estabilidade durante a manhã, mas já perdem força e caem após alerta da Fitch aos EUA.

Na véspera o presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, defendeu a manutenção dos estímulos, já que a economia continua fraca, mas os investidores continuam atentos aos desdobramentos das discussões sobre aumento do teto da dívida no país.

Com isso, as principais quedas do Ibovespa nestes minutos iniciais ficam por conta das ações da Brasil Foods (BRFS3, R$ 44,50, -1,53%), Eletrobras (ELET6, R$ 10,66, -1,30%), Fibria (FIBR3, R$ 25,03, -1,26%), Cia Hering (HGTX3, R$ 37,78, -1,23%) e Light (LIGT3, R$ 20,59, -1,10%). O Ibovespa fechou em alta de 0,95% na segunda-feira.

Na outra ponta, as maiores altas ficam por conta das imobiliárias, lideradas pelas ações da Gafisa (GFSA3, +2,24%, 5,01), após dados operacionais do último trimestre de 2012.

O secretário do Tesouro norte-americano avisou na noite de segunda-feira que o país não terá mais opções para se financiar em meados de fevereiro. Nesta manhã, a Fitch Ratings disse que uma crise igual à de agosto de 2011, quando o teto foi elevado nos últimos dias, fará com que a agência revise sua nota, atualmente em triplo A, mas com perspectiva negativa.

A agência de classificação de risco alertou, ainda, que mesmo superada essa crise, se o país não apresentar um plano realista para reduzir o déficit fiscal no médio prazo os EUA poderão perder a nota máxima ainda neste ano.

Na agenda de indicadores, as 11h30 (horário de Brasília) serão publicadas as vendas no varejo em dezembro, a produção industrial do estado de Nova York em janeiro e o nível de estoques das empresas em novembro. No mesmo horário ainda será anunciado o PPI (Producer Price Index), que traz informações sobre os preços aos produtores no último mês do ano passado.

De olho no Copom e na gasolina
Por aqui os investidores começam a se voltar para o primeiro dia de reunião do Copom (Comitê de Política Monetária). Uma decisão final, no entanto, só sairá após o pregão de quarta-feira, quando é esperada a manutenção da taxa Selic em 7,25% ao ano.

Entretanto, no noticiário nacional ganha destaque também a possibilidade de aumento de 7% no preço da gasolina na próxima semana, conforme noticiou o jornal Estado de S. Paulo. Sem citar fontes, a publicação diz que o preço da gasolina deverá subir 7% e o diesel entre 4% e 5%.

 

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